===== MOMENTOS DA LINGUAGEM ===== Temos, assim, três momentos constitutivos da [[lexico:l:linguagem|linguagem]], operando a competência e propiciando os desempenhos de qualquer [[lexico:l:lingua|língua]]: a [[lexico:s:saber|saber]], a [[lexico:r:referencia|referência]] [[lexico:u:universal|universal]] às realizações, a [[lexico:a:atitude|atitude]] manifestativa da [[lexico:v:verdade|verdade]] na [[lexico:l:liberdade|liberdade]] e a irrupção explosiva na [[lexico:t:totalidade|totalidade]] do [[lexico:r:real|real]]. São estes três momentos que, unificados no [[lexico:d:discurso|discurso]], trazem para as possibilidades da [[lexico:h:historia|história]] o [[lexico:s:silencio|silêncio]] da [[lexico:r:realidade|realidade]], [[lexico:e:essencial|essencial]] a qualquer realização. Mas, como advém o silêncio às falas? Ou por outra, como as realizações encontram vigor no retraimento da realidade que, ao mesmo [[lexico:t:tempo|tempo]], limita e possibilita o discurso? A referência universal das línguas [[lexico:f:fala|fala]] sempre do real em suas realizações, mas, ao fazê-lo e para fazê-lo, se cala da realidade em silêncio. A liderança [[lexico:o:ontologica|ontológica]] das línguas remete constantemente as realizações de real mas, nesta remissão, cala o silêncio da realidade. A irrupção explosiva da verdade no discurso e da liberdade na fala se empenha nas peripécias de [[lexico:s:ser|ser]] e realizar-se, mas, em se empenhando, tem que calar a retirada silenciosa da realidade.