===== MOIRA ===== VIDE moira O [[lexico:s:sentido|sentido]] da Moira nos é mascarado pela [[lexico:t:triade|tríade]] tardia e imagética das Moiras. Em [[lexico:r:realidade|realidade]] seu poder de repartição [[lexico:n:nao|não]] se limita a fixar o início, o curso e o final das vidas humanas. Ela é o poder [[lexico:u:universal|universal]] que “liga” [[lexico:t:todo|todo]] [[lexico:e:ente|ente]]. “(O [[lexico:e:espirito|espírito]]) não separará o ente de sua ligação ao ente... posto que a Moira o acorrentou em uma integralidade fechada e imóvel: diz o poema de [[lexico:p:parmenides|Parmênides]]. A [[lexico:p:principio|princípio]], a [[lexico:p:palavra|palavra]] Moira tem por [[lexico:r:raiz|raiz]] “mer”: se lembrar, donde [[lexico:e:estar|estar]] em [[lexico:p:preocupacao|preocupação]], donde “[[lexico:p:parte|parte]]”. A parte aqui não se refere a uma partilha (gr. nemo); ela é aquilo do qual há preocupação e que sempre vem à [[lexico:m:memoria|memória]]. Quando Édipo está em preocupação, quando algo dele mesmo se levanta obscuramente em seu passado, ele interroga Tiresias o adivinho. A [[lexico:r:reminiscencia|reminiscência]] antecipadora do adivinho consiste em [[lexico:t:ter|ter]] visto – não em um [[lexico:m:momento|momento]] [[lexico:d:dado|dado]], aorístico, mas em um [[lexico:a:ato|ato]] sempre já cumprido – as [[lexico:c:coisas|coisas]] presentes, futuras e passadas “ligadas” em uma só [[lexico:p:presenca|presença]], onde o ente não suporta nem [[lexico:s:ser|ser]] separado nem ser reunido. Tudo isto que está presente e ausente está ligado pela Moira, pelo poder do fundo sem data, do qual cada [[lexico:d:destino|destino]] é um vir às claras segundo a [[lexico:o:ordem|ordem]] do [[lexico:t:tempo|tempo]]. O pensador [[lexico:f:filosofo|filósofo]] é como o adivinho. “Olha com o espírito as coisas ausentes firmemente presentes”. O [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] é desencobrimento, a palavra [[lexico:a:apophansis|apophansis]].