===== MODELO MATEMÁTICO DO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO ===== A [[lexico:t:teoria-da-informacao|teoria da informação]] considera que toda [[lexico:a:atividade|atividade]] comunicacional se processa através da [[lexico:i:interacao|interação]] de uma [[lexico:f:fonte|fonte]] com um [[lexico:r:receptor|receptor]] através de um [[lexico:c:canal|canal]]. Este [[lexico:p:processo|processo]] é perturbado pelo ruído, que transforma a interação entre a fonte e o receptor de um processo determinístico num processo aleatório, ou seja, em termos menos rigorosos, que destrói a [[lexico:c:certeza|certeza]] na transmissão de uma [[lexico:m:mensagem|mensagem]], tornando suas recepções passível de [[lexico:e:erro|erro]]. O [[lexico:m:modelo|modelo]] matemático de um processo comunicacional, proposto por Shannon em 1948 mas vagamente antecedido por Wiener, se baseia na seguinte [[lexico:i:intuicao|intuição]] [[lexico:f:fisica|física]]: a [[lexico:c:comunicacao|comunicação]] entre duas pessoas é observada no [[lexico:m:momento|momento]] em que uma delas [[lexico:f:fala|fala]] e a outra escuta. O que fala é a fonte, [[lexico:q:quem|quem]] escuta é o receptor. Ruídos exteriores podem impedir a perfeita [[lexico:c:compreensao|compreensão]] do que a "fonte" está dizendo; o canal, sendo o suporte [[lexico:f:fisico|físico]] para a mensagem, é o [[lexico:a:ar|ar]] que transmite as ondas sonoras. Numa [[lexico:s:situacao|situação]] [[lexico:i:independente|independente]] à fonte e ao receptor está aquele que descreve [[lexico:t:todo|todo]] o processo: é o [[lexico:o:observador|observador]] [[lexico:e:externo|externo]]. O observador fala uma [[lexico:l:linguagem|linguagem]] especial: a [[lexico:m:metalinguagem|metalinguagem]]; ele usa esta linguagem como base (fornecedora de [[lexico:s:sentido|sentido]]) para a [[lexico:d:descricao|descrição]] do processo observado. O processo é modelado numa [[lexico:l:linguagem-objeto|linguagem-objeto]]. Wiener mostra, entre outras [[lexico:c:coisas|coisas]], que para um processo de comunicação assim descrito se efetivar, é [[lexico:n:necessario|necessário]] que o [[lexico:t:tempo|tempo]] para a fonte e o receptor tenha a mesma direção. Intuitivamente, percebe-se que se para um o tempo corre "para a frente" e para o [[lexico:o:outro|outro]] corre "para trás", o que for um [[lexico:a:antecedente|antecedente]] [[lexico:l:logico|lógico]], na mensagem, para a fonte será um [[lexico:c:consequente|consequente]] (isto é, virá depois) para o receptor. Esta [[lexico:r:relacao|relação]] [[lexico:l:logica|lógica]] pode [[lexico:s:ser|ser]] traduzida em linguagem [[lexico:e:estatistica|estatística]], e pode-se mostrar como a exigência do escoamento do tempo no mesmo sentido é uma [[lexico:r:restricao|restrição]] [[lexico:f:formal|formal]] a esta modelagem do processo de comunicação. Ela pode parecer acadêmica, mas em 1942 Feynman mostrou como o anti-elétron (ou positron) pode ser considerado um elétron andando para trás no tempo. Embora a [[lexico:s:sugestao|sugestão]] de Feynman seja "formal", e [[lexico:n:nao|não]] necessariamente "física", ela pode [[lexico:e:estar|estar]] eliminando o [[lexico:p:problema|problema]] da barreira da [[lexico:u:unicidade|unicidade]] do sentido do tempo.