===== MOÇÃO DA VONTADE ===== Na [[lexico:o:ordem|ordem]] da [[lexico:e:especificacao|especificação]], como acabamos de [[lexico:v:ver|ver]], a [[lexico:v:vontade|vontade]] é determinada’ ela [[lexico:i:inteligencia|inteligência]], mas na ordem da [[lexico:e:eficiencia|eficiência]] ou do exercício, é a vontade que move a inteligência e, mais universalmente, encontra-se no [[lexico:p:principio|princípio]] da [[lexico:a:atividade|atividade]] de todas as outras [[lexico:f:faculdades|faculdades]] (Cf. Ia Pª, q. 82, a. 4). A [[lexico:r:razao|razão]] é que em [[lexico:t:todo|todo]] [[lexico:s:sistema|sistema]] de potências ordenadas, aquela que tem por [[lexico:o:objeto|objeto]] o [[lexico:b:bem|Bem]] [[lexico:u:universal|universal]] é motora das potências que só se relacionam com [[lexico:b:bens|bens]] particulares. Assim, para tomar o [[lexico:e:exemplo|exemplo]] aqui proposto, o rei que cuida do bem de todo o [[lexico:r:reino|reino]] põe em [[lexico:m:movimento|movimento]], por [[lexico:m:meio|meio]] de suas ordens, cada um dos que estão prepostos nas diversas cidades. Ora, a vontade tem por objeto o bem e o [[lexico:f:fim|fim]] considerados universalmente, enquanto as outras potências visam só os bens que lhes são próprios. A vontade, portanto, de si, e a [[lexico:e:experiencia|experiência]] o confirma, põe em movimento as outras potências. Em primeiro [[lexico:l:lugar|lugar]], e de [[lexico:m:modo|modo]] [[lexico:i:imediato|imediato]], este [[lexico:i:impulso|impulso]] se exerce sobre a inteligência e sobre seus atos. Considerando-se o bem universal, o [[lexico:v:verdadeiro|verdadeiro]] aparecê somente como um bem [[lexico:p:particular|particular]], o bem da inteligência. Assim, a vontade utiliza a inteligência para seus fins: é o que se produz, nós o vimos, no [[lexico:a:ato-humano|ato humano]] onde, sob a pressão da [[lexico:i:intencao|intenção]] do fim, a inteligência põe-se em busca dos meios próprios que podem trazer o fim, julga sobre qual deva [[lexico:s:ser|ser]] preferido. Com o concurso do [[lexico:j:juizo|juízo]] [[lexico:i:imperativo|imperativo]] da inteligência, "imperium", a vontade põe então em movimento as potências de [[lexico:c:conhecimento-sensivel|conhecimento sensível]], de [[lexico:a:apetencia|apetência]] e de [[lexico:m:motricidade|motricidade]], cuja intervenção pode ser requerida nas condições da [[lexico:a:acao|ação]]. Este poder da vontade sobre as outras faculdades [[lexico:n:nao|não]] será sempre [[lexico:a:absoluto|absoluto]], podendo outros fatores intervir. Assim, sobre os [[lexico:s:sentidos-internos|sentidos internos]] ou as paixões, que estão submetidas a influências corporais, a vontade não tem mais que um poder [[lexico:p:politico|político]]. Um lugar à [[lexico:p:parte|parte]], entre os componentes da atividade voluntária, deve ser [[lexico:d:dado|dado]] ao acompanhamento passional [[lexico:s:sensivel|sensível]]. Nossa vontade mesma é a sede dos sentimentos espirituais puros, tais como o [[lexico:a:amor|amor]] de [[lexico:d:deus|Deus]], ou a [[lexico:p:paixao|paixão]] da [[lexico:v:verdade|verdade]]. Mas, assim como nossa [[lexico:v:vida|vida]] intelectual é estreitamente solidária com nossa atividade de [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] sensível, também nossa vontade está ligada à [[lexico:s:sensibilidade|sensibilidade]] até em seus atos mais elevados. Ao moralista compete determinar, com [[lexico:p:precisao|precisão]], as leis de ação e de [[lexico:r:reacao|reação]] dos dois poderes e suas consequências para a [[lexico:c:conduta|conduta]] do [[lexico:h:homem|homem]]. Basta-nos aqui [[lexico:t:ter|ter]] lembrado que depois de haver distinguido as faculdades psicológicas e seus atos, convém, para a [[lexico:s:sintese|síntese]] concreta da vida, tudo retomar na [[lexico:u:unidade|unidade]].