===== MEINECKE ===== Friedrich Meinecke (1862-1954) [[lexico:n:nao:start|não]] está muito distante da [[lexico:p:posicao:start|posição]] de [[lexico:t:troeltsch:start|Troeltsch]]. Historiador da Alemanha [[lexico:m:moderna:start|moderna]], Meinecke, através de importante [[lexico:e:estudo:start|estudo]] sobre A [[lexico:r:razao-de-estado:start|razão de Estado]] na [[lexico:h:historia:start|história]] moderna (1924), no qual vê a [[lexico:r:razao:start|razão]] de [[lexico:e:estado:start|Estado]] como a ponte na [[lexico:l:luta:start|luta]] [[lexico:p:politica:start|política]] entre o Kratos (isto é, o [[lexico:i:impulso:start|impulso]] da [[lexico:f:forca:start|força]]) e o [[lexico:e:ethos:start|ethos]] (isto é, a [[lexico:r:responsabilidade:start|responsabilidade]] [[lexico:m:moral:start|moral]]), coloca-se diante do [[lexico:p:problema:start|problema]] do [[lexico:h:historicismo:start|historicismo]]. E o problema do historicismo é que ele "suscitou um [[lexico:r:relativismo:start|relativismo]] que considera toda [[lexico:f:formacao:start|formação]] histórica individual, toda [[lexico:i:instituicao:start|instituição]], toda [[lexico:i:ideia:start|ideia]] e toda [[lexico:i:ideologia:start|ideologia]] somente como [[lexico:m:momento:start|momento]] transitório no curso [[lexico:i:infinito:start|infinito]] do [[lexico:d:devir:start|devir]]. Todas as [[lexico:c:coisas:start|coisas]], portanto, só têm [[lexico:v:valor:start|valor]] [[lexico:r:relativo:start|relativo]]". Assim, no historicismo "há veneno corrosivo". Na [[lexico:o:opiniao:start|opinião]] de Meinecke, existem três caminhos para neutralizar [[lexico:e:esse:start|esse]] veneno. O primeiro é a [[lexico:f:fuga:start|fuga]] romântica para o passado e o segundo a fuga para o [[lexico:f:futuro:start|futuro]]. O [[lexico:c:caminho:start|caminho]] romântico absolutiza uma [[lexico:e:epoca:start|época]] do passado (a época de ouro), ao passo que o [[lexico:o:outro:start|outro]] expressa o [[lexico:o:otimismo:start|otimismo]] do [[lexico:p:progresso:start|progresso]]. Mas ambos os caminhos estão na corrente da história, diz Meinecke: tanto indo contra a corrente como indo no rumo da corrente, sempre se está procedendo em direção horizontal, sempre dentro da corrente. Na opinião de Meinecke, porém, [[lexico:t:terceiro:start|terceiro]] caminho para neutralizar o veneno do historicismo é o caminho vertical. É preciso sair da corrente para olhá-la de cima. Esse é o caminho de [[lexico:g:goethe:start|Goethe]], de Ranke e de Troeltsch. Com [[lexico:e:efeito:start|efeito]], foi Goethe [[lexico:q:quem:start|quem]] concebeu a missão individual e, do [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de vista [[lexico:h:humano:start|humano]], relativa da própria [[lexico:v:vida:start|vida]] como "[[lexico:d:deus:start|Deus]] a quer e, por conseguinte, absoluta". Em outras [[lexico:p:palavras:start|palavras]], essa [[lexico:p:perspectiva:start|perspectiva]] faz a história coexistir com valores absolutos. Ela "nos leva a buscar e [[lexico:c:criar:start|criar]] o [[lexico:e:eterno:start|eterno]] no átimo, na constelação individual da vida". E é nessa posição teórica que se baseia a [[lexico:a:analise:start|análise]] que Meinecke fez do [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] do historicismo em seu livro sobre As [[lexico:o:origens:start|origens]] do historicismo (1936). {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}