===== MÁXIMA ===== (lat. maxima propositio; in. Maxim; fr. Maxime, al. Maxime; it. Massimà). Este [[lexico:t:termo|termo]] tem dois significados diferentes: 1) [[lexico:p:proposicao|proposição]] evidente; 2) [[lexico:r:regra|regra]] de [[lexico:c:conduta|conduta]]. 1) O [[lexico:s:significado|significado]] de proposição evidente é o mais antigo e se encontra estabelecido a propósito da [[lexico:t:teoria|teoria]] dos [[lexico:l:lugares|lugares]] lógicos. [[lexico:b:boecio|Boécio]] chamou de "proposição máxima" a proposição [[lexico:i:indemonstravel|indemonstrável]] mas evidente (In top. Cicer., I; De diff. topicis, II; em P. L., 64s, col. 1151, 1185), e [[lexico:e:esse|esse]] significado permaneceu na [[lexico:l:logica|lógica]] medieval. "A proposição máxima" — diz [[lexico:p:pedro-hispano|Pedro Hispano]] — "é a proposição mais conhecida ou mais primitiva [[lexico:p:possivel|possível]], como, p. ex., ‘O [[lexico:t:todo|todo]] é maior que sua [[lexico:p:parte|parte]]’" (Summ. log., 5.07). Mais [[lexico:t:tarde|Tarde]], acentuou-se algumas vezes o [[lexico:c:carater|caráter]] de [[lexico:p:probabilidade|probabilidade]] da máxima: por máxima Jungius entende "um [[lexico:e:enunciado|enunciado]] [[lexico:u:universal|universal]] maximamente [[lexico:p:provavel|provável]]" (Log. hamburgensis, 1638, V, 3, 5). Nesse significado, que é sinônimo de [[lexico:a:axioma|axioma]], essa [[lexico:p:palavra|palavra]] era utilizada por [[lexico:l:locke|Locke]] (Ensaio, IV, 12, 1) e por [[lexico:l:leibniz|Leibniz]] (Nouv. ess., IV, 126). [[lexico:a:agora|agora]] [[lexico:n:nao|não]] é usada, tendo sido substituída pelo termo axioma. 2) Foram os moralistas franceses da segunda metade do séc. XVII os primeiros a empregar esse termo para designar uma regra [[lexico:m:moral|moral]]. [[lexico:l:la-rochefoucauld|La Rochefoucauld]] intitulou sua coletânea de [[lexico:p:pensamentos|Pensamentos]] Réflexions ou sentences et maximes morales, (1665); [[lexico:k:kant|Kant]] aceitou este [[lexico:u:uso|uso]], entendendo por M. uma regra de [[lexico:c:comportamento|comportamento]] em [[lexico:g:geral|geral]]. Distinguia a M., como "[[lexico:p:principio|princípio]] [[lexico:s:subjetivo|subjetivo]] da [[lexico:v:vontade|vontade]]", da [[lexico:l:lei|lei]], que é o princípio [[lexico:o:objetivo|objetivo]], universal de conduta. O [[lexico:i:individuo|indivíduo]] pode assumir como máxima a lei, outra regra ou mesmo afastar-se da lei (Grundlegungzur Met. der Sitten, I, 1, [[lexico:n:nota|nota]]; Crít. R. Prática, § 1, Def.; Religion, I, Obs.). Este segundo significado é o [[lexico:u:unico|único]] que ficou. A [[lexico:f:formula|fórmula]] breve que exprime uma regra de conduta, um princípio de lógica ou de [[lexico:d:direito|direito]], ou uma [[lexico:o:observacao|observação]] psicológica geral. Foi Kant [[lexico:q:quem|quem]] fez a célebre [[lexico:d:distincao|distinção]] entre o "princípio" geral da moral e a "máxima", que é a formulação concreta desse princípio ao nível de nossa [[lexico:a:acao|ação]] cotidiana: por [[lexico:e:exemplo|exemplo]], o princípio da moral sendo o de agir por [[lexico:p:puro|puro]] [[lexico:d:dever|dever]], é uma máxima [[lexico:p:particular|particular]], que o indivíduo faz segundo sua própria vontade, a de devolver o dinheiro que lhe foi confiado (cf. Fundamentos da [[lexico:m:metafisica|metafísica]] dos [[lexico:c:costumes|costumes]]).