===== MATERIALISMO DIALÉTICO ===== A [[lexico:t:teoria:start|teoria]] que explica a [[lexico:g:genese:start|gênese]] do [[lexico:e:espirito:start|espírito]] a partir dos fenômenos materiais. — O [[lexico:m:materialismo-dialetico:start|materialismo dialético]] [[lexico:n:nao:start|não]] considera absolutamente o espírito como um [[lexico:s:simples:start|simples]] [[lexico:r:reflexo:start|reflexo]] da [[lexico:n:natureza:start|natureza]], como faz o [[lexico:m:materialismo:start|materialismo]] dogmático; é "dialético" no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] em que o espírito e a natureza se explicam um pelo [[lexico:o:outro:start|outro]], constituem uma [[lexico:t:totalidade:start|totalidade]] originária, cujas formas concretas vão da [[lexico:i:impressao:start|impressão]] [[lexico:s:sensorial:start|sensorial]] à [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] mais alta, passando pela [[lexico:s:sensacao:start|sensação]] cinestésica (sensação orgânica do [[lexico:m:movimento:start|movimento]]), pelo reflexo, pela [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]] [[lexico:a:animal:start|animal]]; depois, pela [[lexico:r:reacao:start|reação]] reprimida, da qual nascem a consciência, a [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]] e finalmente a inteligência e o [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] por [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]]. Nesse sentido Lenine escrevia que "os conceitos são os mais elevados produtos do cérebro, que é, ele [[lexico:p:proprio:start|próprio]], o mais elevado [[lexico:p:produto:start|produto]] da [[lexico:m:materia:start|matéria]]". O materialismo dialético é então uma vasta teoria da [[lexico:e:evolucao:start|evolução]] que explica o [[lexico:h:homem:start|homem]] e os fenômenos espirituais (como o [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]], a [[lexico:r:religiao:start|religião]]) a partir do movimento material que está na [[lexico:o:origem:start|origem]] da sensação. Em outros termos, a [[lexico:d:dialetica:start|dialética]] se apresenta como um [[lexico:m:metodo:start|método]] científico para o conhecimento de como a [[lexico:v:vida:start|vida]] nasce da matéria e como o espírito jorra da vida: dessa maneira a interpretam os marxistas soviéticos como Kammari, ou o Dicionário filosófico de Loudine e Rosenthal. Essa teoria possui, entretanto, certos limites: entre cada [[lexico:m:momento:start|momento]] do [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]], que vai da sensação ao pensamento, existem "pulos qualitativos", isto é, entre a sensação e o reflexo, o reflexo e o pensamento, existe uma [[lexico:d:diferenca:start|diferença]] de natureza que o materialismo acha-se impotente para [[lexico:e:explicar:start|explicar]] e que não pode senão constatar. Em outros termos, o materialismo dialético reconhece o [[lexico:f:fato:start|fato]] de uma diferença de natureza entre a matéria e a vida de uma [[lexico:p:parte:start|parte]], a vida e o espírito de outra parte (quando [[lexico:f:fala:start|fala]] de "pulos qualitativos"), mas supõe hipoteticamente uma continuidade de desenvolvimento. Exprime menos uma [[lexico:l:lei-cientifica:start|lei científica]] que uma [[lexico:h:hipotese:start|hipótese]] filosófica. Esta hipótese filosófica não tem nenhuma [[lexico:u:utilidade:start|utilidade]] em si mesma; expressa antes um [[lexico:i:ideal:start|ideal]] da [[lexico:c:ciencia:start|ciência]]. A dialética materialista não [[lexico:p:prova:start|prova]] o materialismo; exprime principalmente uma [[lexico:f:fe:start|fé]] prévia na [[lexico:v:verdade:start|verdade]] do materialismo. (V. [[lexico:e:epifenomeno:start|epifenômeno]], [[lexico:m:marxismo:start|marxismo]], materialismo.) O materialismo dialético é a [[lexico:u:uniao:start|união]] do materialismo [[lexico:c:classico:start|clássico]] com a dialética de [[lexico:h:hegel:start|Hegel]], e representa o núcleo filosófico do marxismo. Com ele aflora à superfície a [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]], que em Hegel só se encontra em [[lexico:e:estado:start|Estado]] [[lexico:l:latente:start|latente]], de uma concepção materialista. Se para Hegel a natureza era mero "ser-fora-de-si", [[lexico:f:feuerbach:start|Feuerbach]], [[lexico:m:marx:start|Marx]] e [[lexico:e:engels:start|Engels]], invertendo os termos, convertem a consciência em mero reflexo da natureza. No materialismo dialético soviético de nossos dias, que é o que de [[lexico:m:modo:start|modo]] especial temos em vista neste artigo, somente duas [[lexico:d:disciplinas-filosoficas:start|disciplinas filosóficas]] se encontram até certo [[lexico:p:ponto:start|ponto]] organizadas: a doutrina do [[lexico:s:ser:start|ser]] e a do conhecimento. A primeira descreve as leis do movimento da matéria; a segunda, seu reflexo na consciência. As restantes disciplinas filosóficas foram substituídas pelas respectivas ciências positivas limítrofes, sob o patrocínio do método dialético. Quando a [[lexico:f:fisica:start|física]] [[lexico:m:moderna:start|moderna]] passou a formular novas definições da matéria, Lenine enclausurou-se num "[[lexico:c:conceito:start|conceito]] filosófico" da mesma. "A única [[lexico:p:propriedade:start|propriedade]] da matéria, a cuja aceitação está ligado o materialismo filosófico, é a de ser [[lexico:r:realidade:start|realidade]] objetiva, a de [[lexico:e:existir:start|existir]] fora de nossa consciência (noutro [[lexico:l:lugar:start|lugar]] escreve: "independentemente dela"). Mas, ao afirmar isto, pretende defender de maneira categórica que só existe um [[lexico:t:tipo:start|tipo]] [[lexico:i:independente:start|independente]] de ser: a matéria. Há, porém, ainda outra propriedades dessa realidade absoluta a [[lexico:s:saber:start|saber]], a infinidade e o movimento, ambos no [[lexico:e:espaco:start|espaço]] e [[lexico:t:tempo:start|tempo]], a indestrutibilidade, a incriabilidade e principalmente a perceptibilidade [[lexico:s:sensivel:start|sensível]], embora em certos casos só mediata. O [[lexico:a:automovimento:start|automovimento]] de matéria perfaz-se de [[lexico:a:acordo:start|acordo]] com as leis da dialética. Segundo elas, [[lexico:t:todo:start|todo]] existente ([[lexico:t:tese:start|tese]]) encerra em si contradições que impelem à [[lexico:l:luta:start|luta]] e, consequentemente, ao desenvolvimento ou evolução. Esta vai do inferior ao [[lexico:s:superior:start|superior]], da matéria inanimada à vida, à sensação, à consciência. A súbita [[lexico:m:mudanca:start|mudança]] da tese é preparada por modificações quantitativas que podem ir-se produzindo até um certo ponto máximo, [[lexico:n:natural:start|natural]] para cada [[lexico:c:coisa:start|coisa]] (p. ex., aquecimento da água até ao ponto de ebulição). Mas, ultrapassando-se este [[lexico:l:limite:start|limite]], origina-se, num "[[lexico:s:salto:start|salto]] dialético", um ser inteiramente novo (p. ex., vapor de água) como [[lexico:n:negacao:start|negação]] do primeiro ([[lexico:a:antitese:start|antítese]]). A negação da negação conduz, em seguida, à terceira fase ([[lexico:s:sintese:start|síntese]]), a qual, por seu turno, representa um novo [[lexico:c:comeco:start|começo]]: o [[lexico:p:processo:start|processo]] dialético prossegue eternamente seu [[lexico:c:caminho:start|caminho]] A [[lexico:e:epistemologia:start|epistemologia]] do materialismo dialético contém duas afirmações: a consciência brota, mediante o salto dialético, da matéria menos organizada, e reproduz exatamente o [[lexico:a:ambiente:start|ambiente]] que a rodeia. Segundo Lenine, nossas percepções (e, em sentido lato, também nossos conceitos) são "[[lexico:r:reflexos:start|reflexos]]" de um [[lexico:m:mundo:start|mundo]] [[lexico:e:exterior:start|exterior]], cuja realidade se pressupõe como evidente. Uma vez que o ser, por hipótese cheio de contradições, não é apreensível por [[lexico:m:meio:start|meio]] da [[lexico:l:logica:start|lógica]] e de seu [[lexico:p:principio-de-contradicao:start|princípio de contradição]] ([[lexico:p:principio:start|princípio]] de [[lexico:c:contradicao:start|contradição]]), e atendendo, por outro lado, a que nenhuma [[lexico:e:enunciacao:start|enunciação]] dotada de sentido pode renunciar à [[lexico:l:logica-formal:start|lógica formal]], o materialismo dialético empenha-se em [[lexico:c:criar:start|criar]] uma nova lógica "dialética", no intuito de [[lexico:r:representar:start|representar]] em [[lexico:f:forma:start|forma]] não contraditória o ser repleto de contradições. O [[lexico:u:unico:start|único]] [[lexico:c:criterio:start|critério]] para avaliar a justeza do conhecimento é a [[lexico:p:praxis:start|praxis]] (a [[lexico:a:acao:start|ação]]), ou seja, a [[lexico:t:tecnica:start|técnica]], a indústria e, de modo peculiar, a luta pelo comunismo. [[lexico:d:dado:start|dado]] que a evolução fundamental do [[lexico:u:universo:start|universo]], evolução independente da humana [[lexico:v:vontade:start|vontade]], se processa também na mesma [[lexico:o:orientacao:start|orientação]], a encorporação [[lexico:c:consciente:start|consciente]] neste movimento corresponde à realidade, sendo "correta" no duplo sentido do [[lexico:t:termo:start|termo]] russo Pravda (verdade e [[lexico:j:justica:start|justiça]]). A praxis (ação) é dirigida pelo "partido", o qual conhece, da melhor maneira [[lexico:p:possivel:start|possível]], o caminho que conduz ao [[lexico:f:fim:start|fim]] e, consequentemente, profere o veredicto supremo em todos os domínios da vida e do saber. De tudo isto fluem estes dois postulados metodológicos fundamentais do materialismo dialético: [[lexico:u:unidade:start|unidade]] de teoria e praxis (ação) e partidarismo da [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]]. O materialismo dialético repudia, como "[[lexico:o:objetivismo:start|objetivismo]]", a [[lexico:i:investigacao:start|investigação]] puramente objetiva, imparcial. O materialismo dialético serve para justificar teoreticamente a concepção materialista da [[lexico:h:historia:start|história]]: o [[lexico:m:materialismo-historico:start|materialismo histórico]]. Também a vida [[lexico:s:social:start|social]], como todo e qualquer ser, alberga em si necessariamente contradições. As "forças produtivas" (os instrumentos e a habilidade dos produtores), constantemente aperfeiçoadas, entram em conflito com as "condições de produção" (a forma da propriedade), originando assim um transtorno da "[[lexico:s:superestrutura:start|superestrutura]] ideológica" ([[lexico:p:politica:start|política]], filosofia, [[lexico:d:direito:start|direito]], [[lexico:a:arte:start|arte]], religião), transtorno que, por sua vez, se repercute de novo na "base [[lexico:e:economica:start|econômica]]" ([[lexico:i:ideologia:start|ideologia]]). A princípio, o conflito processa-se quantitativamente lutas de classes entre os possuidores dos meios de produção e os assalariados) até que, atingindo seu ponto máximo natural, produz, mediante o salto dialético ([[lexico:r:revolucao:start|revolução]]), uma [[lexico:o:ordem:start|ordem]] social nova, oposta à precedente. Supõe-se que, por esta forma, uma [[lexico:c:comunidade:start|comunidade]] comunista primitiva se converteu no [[lexico:r:regime:start|regime]] social da antiga [[lexico:e:escravidao:start|escravidão]]; e esta, em feudalismo, em capitalismo e (provisoriamente só na antiga U.R.S.S.) em "[[lexico:s:socialismo:start|socialismo]]". No socialismo cessa a luta de classes, porque a moderna forma social de produção coincide com a forma social da propriedade e, por conseguinte, deixou de haver classes antagônicas. Aqui, a dialética [[lexico:e:essencial:start|essencial]] a todo ser manifesta-se unicamente na "[[lexico:c:critica:start|crítica]] e autocrítica". A partir desta fase, a [[lexico:h:humanidade:start|humanidade]] passará a um estado final paradisíaco: o comunismo propriamente [[lexico:d:dito:start|dito]]. O âmago do materialismo dialético é constituído pela absolutização de uma "matéria" que se move no espaço e no tempo, ou seja, em última [[lexico:i:instancia:start|instância]], de um [[lexico:d:devir:start|devir]] sem [[lexico:c:causa:start|causa]]. Tal concepção é insustentável. O espírito, caracterizado pela independência que, de acordo com o seu ser, possui relativamente à matéria, não pode provir desta mediante qualquer "evolução", por dialética que esta seja. [[lexico:a:alem:start|Além]] disso, a [[lexico:o:ontologia:start|ontologia]] do materialismo dialético pode fundamentar, quando muito, um [[lexico:r:realismo:start|realismo]]; nunca, um [[lexico:m:monismo:start|monismo]]. Nem a [[lexico:d:definicao:start|definição]] de matéria, apresentada por Lenine, é logicamente compatível com o monismo, pois que deixa [[lexico:s:subsistir:start|subsistir]] a matéria independentemente da consciência, e fora dela, permitindo, portanto, uma [[lexico:d:dualidade:start|dualidade]]. Por outro lado, uma realidade contraditória em si mesma é um [[lexico:a:absurdo:start|absurdo]] (princípio de contradição). — Os conceitos bolchevistas de [[lexico:v:vero:start|vero]], de [[lexico:b:bom:start|Bom]] e de [[lexico:b:belo:start|belo]], estão subordinados, não à verdade objetiva, mas, de maneira puramente [[lexico:p:pragmatica:start|pragmática]], a uma ideologia política arbitrária, não confirmada pela evolução [[lexico:r:real:start|real]], visto que a União Soviética "socialista", com sua vasta camada de funcionários socialmente privilegiados, está muito longe de ser uma [[lexico:s:sociedade:start|sociedade]] sem classes. Em resumo, o materialismo dialético e o materialismo [[lexico:h:historico:start|histórico]] são os fundamentos teórica e praticamente insustentáveis de um desumano [[lexico:s:sistema:start|sistema]] de opressão. — Falk. (in. Dialectical materialism; fr. Matérialisme dialectique; al. Dialektischer Materialismus; it. Materialismo dialetticó). Entende-se por essa [[lexico:e:expressao:start|expressão]] a filosofia oficial do comunismo enquanto teoria dialética da realidade (natural e histórica). Mais que de materialismo, trata-se na realidade de um dialetismo naturalista, cujos [[lexico:p:principios:start|princípios]] foram propostos por Marx (v. dialética), desenvolvidos por Engels e depois, mais ou menos servilmente, seguidos pelos filósofos do mundo comunista, que são os únicos seguidores dessa filosofia. Segundo Engels, Hegel reconheceu perfeitamente as leis da dialética, mas considerou-as "puras leis do pensamento", já que não foram extraídas da natureza e da história, mas "concedidas a estas do alto, como leis do pensamento". Porém, "se invertermos as [[lexico:c:coisas:start|coisas]], tudo se tornará simples: as leis da dialética que, na filosofia idealista, parecem extremamente misteriosas, tornam-se logo simples e claras como o [[lexico:s:sol:start|sol]]" (Anti-Dühring, pref.). Segundo Engels, são três as leis: 1) [[lexico:l:lei:start|lei]] da [[lexico:c:conversao:start|conversão]] da [[lexico:q:quantidade:start|quantidade]] em [[lexico:q:qualidade:start|qualidade]] e vice-versa; 2) lei da interpenetração dos opostos; 3) lei da negação da negação. A primeira significa que na natureza as variações qualitativas só podem ser obtidas somando-se ou subtraindo-se matéria ou movimento, ou seja, por meio de variações quantitativas. A segunda lei garante a unidade e a continuidade da mudança incessante da natureza. A terceira significa que cada síntese é por sua vez a tese de uma nova antítese que dará lugar a uma nova síntese (Engels, Dialektik der Natur, passim). Segundo Engels, [[lexico:e:esse:start|esse]] conjunto de leis determina a evolução necessária — e necessariamente progressiva — do mundo natural. A evolução histórica continua, com as mesmas leis, a evolução natural. O sentido global do processo é otimista. A organização da produção segundo um [[lexico:p:plano:start|plano]], [[lexico:c:como-se:start|como se]] realizará na sociedade comunista, destina-se a elevar os homens acima do mundo animal, em termos sociais, tanto quanto o [[lexico:u:uso:start|uso]] de instrumentos de produção o elevou em termos de [[lexico:e:especie:start|espécie]]. Como se vê, o materialismo dialético de Engels [[lexico:n:nada:start|nada]] mais é que a teoria da evolução (que nos tempos de Engels festejava seus primeiros triunfos), interpretada em termos de fórmulas dialéticas hegelianas, com prognósticos extremamente otimistas. Costuma-se considerar que o materialismo histórico e o materialismo metafísico são partes integrantes do materialismo dialético. Sobre o primeiro, v. capítulo à parte. Quanto ao segundo, foi mais enfatizado por Lênin e pelos comunistas russos do que Marx e Engels. Lênin assim resumia as teses do materialismo: 1) Há coisas que existem independentemente de nossa consciência, independentemente de nossas sensações, fora de nós. 2) Não existe e não pode existir diferença alguma de princípio entre o [[lexico:f:fenomeno:start|fenômeno]] e a coisa em si. A única diferença efetiva é a que existe entre [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] conhecido e o que ainda não o é. 3) Sobre a [[lexico:t:teoria-do-conhecimento:start|teoria do conhecimento]], como em todos os outros campos da ciência, deve-se [[lexico:r:raciocinar:start|raciocinar]] sempre dialeticamente, ou seja, nunca supor que nosso conhecimento seja invariável e acabado, mas analisar o processo graças ao qual o conhecimento nasce da [[lexico:i:ignorancia:start|ignorância]] ou o conhecimento [[lexico:v:vago:start|vago]] e incompleto torna-se mais justo e preciso" (Materialismus und Empiriokritizismus, 1909; trad. it., p. 75). Como se vê, tampouco essas teses expressam uma concepção materialista, mas constituem uma reivindicação do realismo gnosiológico. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}