===== MARITAIN ===== Maritain, Jacques (1882-1973) O [[lexico:f:filosofo|filósofo]] francês (nascido em Paris) Maritain pode [[lexico:s:ser|ser]] considerado um dos mais importantes pensadores católicos do período entre-guerras. Convertido ao catolicismo por [[lexico:i:influencia|influência]] de Léon Bloy (1906), após [[lexico:t:ter|ter]] sido discípulo de [[lexico:b:bergson|Bergson]], tornou-se um dos principais representantes da [[lexico:n:neo-escolastica|neo-escolástica]] e. especialmente, do "[[lexico:n:neotomismo|neotomismo]], cujas teses fundamentais explicou e defendeu com ardor. Toda a sua vasta [[lexico:o:obra|obra]], no [[lexico:c:campo|campo]] da [[lexico:a:arte|arte]]. da [[lexico:p:politica|política]] e da [[lexico:m:metafisica|metafísica]], é perpassada pela [[lexico:p:preocupacao|preocupação]] fundamental de descompatibilizar a [[lexico:f:fe|fé]] católica com os saberes das ciências positivas. Seu [[lexico:p:projeto|projeto]] foi o de instaurar uma metafísica cristã que, ao afirmar o [[lexico:p:primado|primado]] da [[lexico:q:questao|questão]] [[lexico:o:ontologica|ontológica]] sobre a gnoseológica, permitisse evitar os erros e os desvios aos quais sucumbira o [[lexico:i:idealismo|Idealismo]] [[lexico:m:moderno|moderno]]. "A metafísica. que considero como fundada em [[lexico:v:verdade|verdade]], pode caracterizar-se como um [[lexico:r:realismo|realismo]] crítico e como uma [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] da [[lexico:i:inteligencia|inteligência]] e do ser ou, mais justamente. do [[lexico:e:existir|existir]] considerado como o [[lexico:a:ato|ato]] e a [[lexico:p:perfeicao|perfeição]] de todas as perfeições" (Confissão de fé. 1941). Convencido de que a filosofia tomista [[lexico:n:nao|não]] constitui um [[lexico:p:pensamento|pensamento]] do passado a ser restaurado, mas um pensamento vivo a ser aprofundado. dedica-se, de [[lexico:c:corpo-e-alma|corpo e alma]], à mis-são de atualizar o [[lexico:t:tomismo|tomismo]] numa [[lexico:p:perspectiva|perspectiva]] bastante personalista e cristã do [[lexico:h:homem|homem]]. Seus livros mais importantes são: Arte e [[lexico:e:escolastica|escolástica]] (1920), Os graus do [[lexico:s:saber|saber]] (1932)_ Sete lições sobre o ser (1934), [[lexico:c:ciencia|Ciência]] e [[lexico:s:sabedoria|sabedoria]] (1935), [[lexico:f:filosofia-da-natureza|filosofia da natureza]] (1941), De Bergson a Tonas de Aquino (1944). O [[lexico:h:humanismo|humanismo]] integral (1944), A [[lexico:p:pessoa|pessoa]] e o [[lexico:b:bem-comum|bem comum]] (1947).