===== LÓGICA FORMAL E MATERIAL ===== O [[lexico:o:objeto:start|objeto]] principal da [[lexico:l:logica:start|lógica]] é o [[lexico:r:raciocinio:start|raciocínio]], sendo que as outras [[lexico:o:operacoes-do-espirito:start|operações do espírito]] são consideradas sobretudo enquanto componham os [[lexico:e:elementos:start|elementos]] deste [[lexico:u:ultimo:start|último]]. Porém o raciocínio pode [[lexico:s:ser:start|ser]] considerado sob dois pontos de vista diferentes. Consideremos, com [[lexico:e:efeito:start|efeito]], este [[lexico:s:silogismo:start|silogismo]]: Tudo que é imaterial é imortal. Ora, a [[lexico:a:alma:start|alma]] é imaterial. Logo a alma é imortal. Para que este raciocínio seja justo, é [[lexico:n:necessario:start|necessário]] que a [[lexico:o:ordem:start|ordem]] das proposições que o compõem (sua [[lexico:f:forma:start|forma]]) seja correta. É necessário, em segundo [[lexico:l:lugar:start|lugar]], que cada uma de suas proposições tomadas à [[lexico:p:parte:start|parte]] (sua [[lexico:m:materia:start|matéria]]) seja logicamente verdadeira. Haverá, portanto, condições formais e condições materiais quanto à exatidão de um raciocínio. O [[lexico:p:proprio:start|próprio]] [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] consagrou esta [[lexico:d:distincao:start|distinção]] tratando em dois livros diferentes, os Primeiros e os Segundos [[lexico:a:analiticos:start|Analíticos]], destas duas ordens de condições. S. Tomás, por sua vez, a retoma, justificando-a da seguinte maneira: "... a [[lexico:c:certeza:start|certeza]] do [[lexico:j:julgamento:start|julgamento]] que se obtém ao [[lexico:t:termo:start|termo]] de um [[lexico:p:processo:start|processo]] resolutivo depende, seja tão somente da forma do silogismo, e é disto que se ocupa o livro dos Primeiros Analíticos, que tem como objeto o silogismo considerado em si; seja, por [[lexico:o:outro:start|outro]] lado, do [[lexico:f:fato:start|fato]] de que , se lida com proposições evidentes [[lexico:p:por-si:start|por si]] mesmas e necessárias em sua matéria, e é disto que se ocupa o livro dos Segundos Analíticos, que trata do [[lexico:s:silogismo-demonstrativo:start|silogismo demonstrativo]]." Em seguida, como já o dissemos, aplicou-se esta distinção a toda a lógica, inclusive à da [[lexico:s:simples:start|simples]] [[lexico:a:apreensao:start|apreensão]] e à do julgamento. Tal [[lexico:e:extensao:start|extensão]] nos parece contestável. Se é certo, com efeito, que o raciocínio comporta condições de [[lexico:v:verdade:start|verdade]] formais e materiais distintas, se é certo que se pode, ainda, discernir no julgamento, como o próprio S. Tomás o observa, essas duas ordens de condições, - [[lexico:n:nao:start|não]] se pode conceber que se aplique tal distinção a simples termos. A distinção de [[lexico:l:logica-formal:start|lógica formal]] e lógica material não tem, portanto, uma aplicação [[lexico:u:universal:start|universal]], e praticamente é melhor, seguindo os passos de Aristóteles, não levá-la em conta, senão no tocante ao [[lexico:e:estudo:start|estudo]] do raciocínio. Os autores que generalizaram essa distinção de lógica [[lexico:f:formal:start|formal]] e lógica material frequentemente denominam a primeira Lógica Menor e a segunda Lógica Maior. Na [[lexico:r:realidade:start|realidade]] essa [[lexico:d:divisao:start|divisão]] pretende sobretudo responder a uma [[lexico:q:questao:start|questão]] de dificuldade dos problemas tratados, sendo portanto, de ordem pedagógica. Os problemas da Lógica Menor seriam mais simples e mais fáceis de [[lexico:c:compreender:start|compreender]] do que os que se reservavam para a Lógica Maior. [[lexico:e:esse:start|esse]] cuidado de guardar para mais [[lexico:t:tarde:start|Tarde]] as questões mais árduas teve, como resultado, sobrecarregar a Lógica Maior de discussões metafísicas, por isso mesmo completamente deslocadas num [[lexico:e:esquema:start|esquema]] de lógica. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}