===== LÓGICA ARISTOTÉLICA ===== O [[lexico:i:ideal:start|ideal]] [[lexico:l:logico:start|lógico]] de [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] foi o de constituir uma [[lexico:t:teoria-da-ciencia:start|Teoria da Ciência]] e, por isso, uma rigorosa [[lexico:t:teoria:start|teoria]] da [[lexico:d:demonstracao:start|demonstração]]. Segue-se daí, que a [[lexico:p:parte:start|parte]] [[lexico:e:essencial:start|essencial]] do [[lexico:o:organon:start|Organon]] é formada pelos Segundos [[lexico:a:analiticos:start|Analíticos]]. Os livros precedentes, [[lexico:c:categorias:start|categorias]], Peri hermeneias e mesmo os Primeiros Analíticos, [[lexico:n:nao:start|não]] são, de alguma [[lexico:f:forma:start|forma]], senão uma preparação. Os [[lexico:t:topicos:start|Tópicos]], e a [[lexico:r:refutacao:start|Refutação]] dos [[lexico:s:sofismas:start|sofismas]] representam um conjunto complementar. Voltemos aos Analíticos. Os Primeiros estabelecem as regras do [[lexico:r:raciocinio:start|raciocínio]] correto; os Segundos são dirigidos pela própria [[lexico:d:definicao:start|definição]] da demonstração científica e da [[lexico:c:ciencia:start|ciência]]: "demonstratio est syllogismus faciens scire — scire est cognoscere per [[lexico:c:causas:start|causas]]". A demonstração, portanto, depende do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] das causas e dos [[lexico:p:principios:start|princípios]] sendo que estes não podem [[lexico:s:ser:start|ser]] demonstrados; pelo menos pode-se recorrer aos últimos princípios que não são adquiridos por ciência. É [[lexico:n:necessario:start|necessário]], portanto, que um [[lexico:o:outro:start|outro]] [[lexico:p:processo:start|processo]] lógico nos coloque na [[lexico:p:posse:start|posse]] desses princípios. De maneira [[lexico:g:geral:start|geral]], este será a [[lexico:i:inducao:start|indução]]. Como a demonstração supõe o conhecimento do [[lexico:t:termo:start|termo]] médio, pode-se também dizer que a definição desse termo médio é [[lexico:p:principio:start|princípio]] e que, em [[lexico:c:consequencia:start|consequência]], os métodos da definição são também preparatórios para a demonstração. Em definitivo, no conjunto da [[lexico:l:logica-aristotelica:start|lógica aristotélica]], [[lexico:i:inducao-e-definicao:start|indução e definição]], ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]] que conduzem a resultados que têm [[lexico:v:valor:start|valor]] em si mesmos, aparecem também como preliminares da demonstração científica. Será entretanto, permitido afirmar que toda a [[lexico:l:logica:start|lógica]] aristotélica resume-se na teoria da demonstração científica? Isso seria esquecer [[lexico:t:todo:start|todo]] aquele [[lexico:c:complexo:start|complexo]] de processos menos rigorosos do [[lexico:e:espirito:start|espírito]] que encontramos nos Tópicos. Em uma [[lexico:m:multidao:start|multidão]] de casos, muitas vezes temos de contentar-nos com [[lexico:r:raciocinar:start|raciocinar]] sobre o [[lexico:p:provavel:start|provável]]. Por outro lado, a parte efetivamente mais considerável da [[lexico:v:vida:start|vida]] da [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]] será sempre constituída por essa [[lexico:a:atividade:start|atividade]] de pesquisas e de [[lexico:i:invencao:start|invenção]] que, ela também, se vê compreendida, no peripatetismo, sob o título geral de [[lexico:d:dialetica:start|dialética]]. [[lexico:t:tomas-de-aquino:start|Tomás de Aquino]] teve [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] disso, e um [[lexico:e:estudo:start|estudo]] atento dos processos metódicos que ele preconizou e utilizou nessa [[lexico:o:ordem:start|ordem]] de [[lexico:c:coisas:start|coisas]] conduz-nos certamente a resultados novos e interessantes. Devemos acrescentar que um outro enriquecimento da lógica demonstrativa aristotélica nos é trazido por Tomás de Aquino, com a doutrina ampliada e sistematizada que ele propõe da [[lexico:a:analogia:start|analogia]]. A [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]] e o estudo de [[lexico:d:deus:start|Deus]] em [[lexico:p:particular:start|particular]], empregam processos metódicos que, sem fugir das regras lógicas gerais, lhes são próprios. Ao teólogo cabe [[lexico:e:esse:start|esse]] estudo. Aristóteles, amigo de [[lexico:p:platao:start|Platão]], mas, como ele mesmo diz, mais amigo da [[lexico:v:verdade:start|verdade]], desenvolve por sua vez o [[lexico:m:metodo:start|método]] da dialética de uma forma que o faz mudar de [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]]. Aristóteles atenta principalmente para esse [[lexico:m:movimento:start|movimento]] da [[lexico:r:razao:start|razão]] [[lexico:i:intuitiva:start|intuitiva]] que passa, por [[lexico:m:meio:start|meio]] da [[lexico:c:contraposicao:start|contraposição]] de opiniões, de uma [[lexico:a:afirmacao:start|afirmação]] à seguinte e desta à seguinte. Esforça-se para reduzir a leis esse trânsito de uma afirmação à seguinte. Esforça-se para encontrar a [[lexico:l:lei:start|lei]] em [[lexico:v:virtude:start|virtude]] da qual de uma afirmação passamos à seguinte. Esta concepção de Aristóteles é verdadeiramente genial porque é a [[lexico:o:origem:start|origem]] daquilo que chamamos à lógica. Não se pode dizer que seja Aristóteles o inventor da lógica, visto que já Platão, na sua dialética, possui uma lógica implícita; porém é Aristóteles que lhe dá [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] de forma definitiva, a mesma forma que tem hoje. Não mudou durante todos estes séculos. Dá uma forma e estrutura definitivas a isto que denominamos a lógica, ou seja a teoria da [[lexico:i:inferencia:start|inferência]], de uma [[lexico:p:proposicao:start|proposição]] que sai de outra proposição. As leis do [[lexico:s:silogismo:start|silogismo]], suas formas, suas figuras, são pois, o [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] que Aristóteles faz da dialética. Para Aristóteles, o método da [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] é a lógica, ou seja a aplicação das leis do [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] [[lexico:r:racional:start|racional]] que nos permite passar de uma [[lexico:p:posicao:start|posição]] a outra posição por meio das ligações que os [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] mais gerais têm com outros menos gerais até chegar ao particular. Essas leis do pensamento racional são, para Aristóteles, o método da filosofia. A filosofia há de consistir, por conseguinte, na demonstração da [[lexico:p:prova:start|prova]]. A prova das afirmações que se antecipam é que tornam verdadeiras estas afirmações. Uma afirmação que não está provada não 6 verdadeira, ou pelo menos, como ainda não sei se é ou não verdadeira, não pode [[lexico:t:ter:start|ter]] atestado de legitimidade no [[lexico:c:campo:start|campo]] do [[lexico:s:saber:start|saber]], no campo da ciência. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}