===== LEITURA ===== Ao tentarmos fazer uma leitura do [[lexico:t:texto-filosofico|texto filosófico]], [[lexico:c:como-se|como se]] nele estivessem em [[lexico:a:acao|ação]] mecanismos de [[lexico:c:compreensao|compreensão]] semelhantes aos de um [[lexico:t:texto|texto]] literário, fazemos apenas uma aproximação [[lexico:e:exterior|exterior]] para situarmos o texto filosófico como fazendo [[lexico:p:parte|parte]] do [[lexico:a:ato|ato]] da leitura, como acontece na [[lexico:l:literatura|literatura]]. Com [[lexico:e:esse|esse]] recurso, simplesmente possibilitamos a introdução de uma [[lexico:e:expressao|expressão]] de Harold Bloom, quando [[lexico:f:fala|fala]] em [[lexico:d:desleitura|desleitura]]. Podemos continuar, nessa linha superficial, para fins de introdução posterior do que pretendemos significar com o [[lexico:c:carater|caráter]] [[lexico:u:unico|único]] da leitura de um texto filosófico. Tanto na Literatura como na [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] está em ação um [[lexico:m:movimento|movimento]] de escritura e de leitura, e é assim que esta se determina, a partir de textos que se encontram já concluídos e de textos que resultarão do ato de escrever. À primeira vista [[lexico:n:nao|não]] nos importamos tanto com uma [[lexico:d:diferenca|diferença]] fundamental que entra em ação, quando está em [[lexico:j:jogo|jogo]] o caráter de posterioridade de um dos textos que, de algum [[lexico:m:modo|modo]], sempre chega [[lexico:t:tarde|Tarde]] com [[lexico:r:relacao|relação]] ao texto sobre o qual exercemos nossa leitura e nossa [[lexico:c:critica|crítica]]. Está em jogo, portanto, uma relação entre a apropriação do texto anterior e do texto que surge de nossa [[lexico:a:atividade|atividade]] crítica. E evidente que o exercício de leitura sempre é um ato crítico, sobretudo quando resulta de um escritor-leitor forte que quer [[lexico:t:ter|ter]] uma eficácia sobre o texto com que se encontra. A [[lexico:p:pergunta|pergunta]] que poderia surgir imediatamente é o que está por trás da relação entre leitura e o texto que nos vem do passado. Primeiramente, a leitura e a [[lexico:i:interpretacao|interpretação]] [[lexico:e:escrita|escrita]] resultam de um ator, em cuja [[lexico:h:historia|história]] há uma [[lexico:e:especie|espécie]] de prolongamento de [[lexico:e:elementos|elementos]] psicológicos de avaliação e [[lexico:d:decisao|decisão]]. É isso que faz com que o texto que nos vem da [[lexico:t:tradicao|tradição]], com o qual estabelecemos uma relação de leitores e de críticos, seja sempre submetido a uma desleitura.