===== JUSNATURALISMO ===== A [[lexico:t:teoria|teoria]] do [[lexico:d:direito-natural|direito natural]] como foi configurado nos sécs. XVII e XVIII a partir de Ugo Grócio (1583-1645) e da qual são com eles representantes principais Tomás [[lexico:h:hobbes|Hobbes]] [[lexico:l:logica|lógica]], 1,19222, pp. 192 ss.). Para Bradley e Bosanquet, o [[lexico:s:sujeito|sujeito]] [[lexico:a:autentico|autêntico]] do J., ao qual se referem as qualificações ou a [[lexico:i:ideia|ideia]] que o constituem, é a [[lexico:r:realidade|realidade]] total, ou seja, o [[lexico:a:absoluto|absoluto]] ou [[lexico:c:consciencia|Consciência]] (Bradley, Appearance and Reality, 19022, p. 370; Bosanquet, Logic, I, 1888, p. 294). Por [[lexico:o:outro|outro]] lado, os próprios lógicos matemáticos usaram frequentemente a [[lexico:p:palavra|palavra]] "J.", porém em [[lexico:s:sentido|sentido]] diferente, passando então a prevalecer o [[lexico:t:termo|termo]] [[lexico:p:proposicao|proposição]] . Contudo, foi no [[lexico:p:proprio|próprio]] [[lexico:c:campo|campo]] da lógica filosófica que se esboçou a [[lexico:r:reacao|reação]] contra a [[lexico:n:nocao|noção]] de J. como [[lexico:o:operacao|operação]] mental. [[lexico:h:husserl|Husserl]] estabeleceu inicialmente a [[lexico:d:distincao|distinção]] entre o [[lexico:a:ato|ato]] judicativo e sua [[lexico:e:essencia|essência]] "[[lexico:i:intencional|intencional]]" ou "cognitiva", que seria seu conteúdo [[lexico:o:objetivo|objetivo]] (Logische Untersuchungen, 1900, II, V, § 21), e mais [[lexico:t:tarde|Tarde]] fez a distinção entre o J. como [[lexico:n:noese|noese]] , que é o "julgar", e o J. como [[lexico:n:noema|noema]] , que é o "julgado", o "[[lexico:j:juizo|juízo]] formulado" que possibilita a consideração lógico-formal do próprio J. Ambos os aspectos são dados na [[lexico:v:vivencia|vivência]] ([[lexico:e:erlebnis|Erlebnis]]) do julgar (Ideen, I, § 94).