===== JOGAR ===== É certo que se pode diferenciar do [[lexico:p:proprio:start|próprio]] [[lexico:j:jogo:start|jogo]] o [[lexico:c:comportamento:start|comportamento]] do jogador, que, como tal, se integra com outros modos de comportamento da [[lexico:s:subjetividade:start|subjetividade]]. Assim, por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]], pode-se dizer que, para [[lexico:q:quem:start|quem]] joga, o jogo [[lexico:n:nao:start|não]] é uma [[lexico:q:questao:start|questão]] séria, e que é por isso mesmo que se joga. Podemos, a partir disso, procurar determinar o [[lexico:c:conceito:start|conceito]] do jogo. [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] mero jogo não é sério. O jogar possui uma [[lexico:r:relacao:start|relação]] de [[lexico:s:ser:start|ser]] própria para com o que é sério. Não apenas porque nisso se encontra sua “[[lexico:f:finalidade:start|finalidade]]”. Joga-se “por uma questão de recreação”, como diz [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]]. O que é importante é que se coloque no próprio jogo uma [[lexico:s:seriedade:start|seriedade]] própria, até mesmo sagrada. E, não obstante, não desaparecem simplesmente no comportamento lúdico todas as relações-fins, que determinam a [[lexico:e:existencia:start|existência]] ([[lexico:d:dasein:start|Dasein]]) [[lexico:a:atuante:start|atuante]] e cuidadosa, mas, de uma [[lexico:f:forma:start|forma]] muito peculiar, permanecem em suspenso. Aquele que joga sabe, ele mesmo, que o jogo é somente jogo, e que se encontra num [[lexico:m:mundo:start|mundo]] que é determinado pela seriedade dos fins. Mas isso não sabe na forma pela qual ele, como jogador, ainda imaginava essa relação com a seriedade. Somente então é que o jogar preenche a finalidade que tem, quando aquele que joga entra no jogo. Não é a relação que, a partir do jogo, de dentro para fora, aponta para a seriedade, mas é apenas a seriedade que há no jogo que permite que o jogo seja inteiramente um jogo. Quem não leva a sério o jogo é um desmancha-prazeres. O [[lexico:m:modo:start|modo]] de ser do jogo não permite que quem joga se comporte em relação ao jogo como em relação a um [[lexico:o:objeto:start|objeto]]. Aquele que joga sabe muito [[lexico:b:bem:start|Bem]] o que é o jogo e que o que está fazendo é “apenas um jogo”, mas não sabe o que ele “sabe” nisso. [...] Nossa [[lexico:i:indagacao:start|indagação]] quanto à [[lexico:n:natureza:start|natureza]] do próprio jogo não poderá, por isso, encontrar nenhuma resposta, se é que a estamos esperando da [[lexico:r:reflexao:start|reflexão]] subjetiva de quem joga. Em vez disso perguntamos pelo modo de ser do jogo como tal. Já tínhamos visto que não é a [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] [[lexico:e:estetica:start|estética]], mas a [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] da [[lexico:a:arte:start|arte]] e, com isso, a questão pelo modo do ser da [[lexico:o:obra:start|obra]] de arte que terá de ser objeto de nossa [[lexico:p:ponderacao:start|ponderação]]. Mas justo isso a experiência da arte, que temos de fixar contra a nivelação da consciência estética, ou seja, que não é um objeto que se posta frente ao [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] que é [[lexico:p:por-si:start|por si]]. A obra de arte tem, antes, o seu [[lexico:v:verdadeiro:start|verdadeiro]] ser em se tornar uma experiência que irá transformar aquele que a experimenta. O “sujeito” da experiência da arte, o que fica e persevera, não é a subjetividade de quem a experimenta, mas a própria obra de arte. Encontra-se aí justamente o [[lexico:p:ponto:start|ponto]] em que o modo de ser do jogo se torna significante. Pois o jogo tem uma natureza própria, [[lexico:i:independente:start|independente]] da consciência daqueles que jogam. O jogo encontra-se também lá, sim, propriamente lá onde nenhum ser-para-si da subjetividade limita o [[lexico:h:horizonte:start|horizonte]] temático e onde não existem sujeitos que se comportam ludicamente. O sujeito do jogo não são os jogadores, porém o jogo, através dos que jogam, simplesmente ganha [[lexico:r:representacao:start|representação]] . É o que nos ensina já o [[lexico:u:uso:start|uso]] da [[lexico:p:palavra:start|palavra]], e principalmente seu [[lexico:m:multiplo:start|múltiplo]] emprego metafórico, levado em consideração especialmente por Buytendijk. [...] Se considerarmos o uso da palavra jogo, dando preferência ao [[lexico:c:chamado:start|chamado]] [[lexico:s:significado:start|significado]] figurado, resultará o seguinte: falamos do jogo das luzes, do jogo das ondas, do jogo da peça da [[lexico:m:maquina:start|máquina]] no rolamento, do jogo entrosado dos membros, do jogo das forças, do jogo dos mosquitos, até mesmo do jogo das [[lexico:p:palavras:start|palavras]]. Nisso sempre está [[lexico:i:implicito:start|implícito]] o vaivém de um [[lexico:m:movimento:start|movimento]], o qual não está fixado em nenhum alvo, no qual termine. A isso corresponde também o originário significado da palavra jogo como dança, que sobrevive em múltiplas formas de palavras (p. ex. na palavra músico). O movimento, que é jogo, não possui nenhum alvo em que termine, mas renova-se em permanente [[lexico:r:repeticao:start|repetição]]. O movimento de vaivém é obviamente tão central para a [[lexico:d:determinacao:start|determinação]] da natureza do jogo que chega a ser indiferente quem ou o que executa [[lexico:e:esse:start|esse]] movimento. O movimento do jogo como tal é, ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]], desprovido de [[lexico:s:substrato:start|substrato]]. É o jogo que é jogado ou que se desenrola como jogo (sich abspielf) nisso — não há um sujeito fixo que esteja jogando ali. O jogo é a consumação do movimento como tal. Assim falamos, por exemplo, do jogo das cores e, nesse caso, nem sequer queremos dizer que aí se trata de uma única cor, que joga com uma outra, mas estamos aludindo ao [[lexico:p:processo:start|processo]] ou à [[lexico:v:visao:start|visão]] unitários em que se mostra uma [[lexico:m:multiplicidade:start|multiplicidade]] variável de cores. Essa [[lexico:o:observacao:start|observação]] filológica me parece uma indicação indireta no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] de que o jogar não requer ser entendido, de maneira alguma, como uma [[lexico:e:especie:start|espécie]] de [[lexico:a:atividade:start|atividade]]. Para a [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]], é óbvio que o sujeito genuíno do jogo não é a subjetividade daquilo que joga também sob outras [[lexico:a:atividades:start|atividades]], mas o próprio jogo. Mas estamos acostumados a relacionar um [[lexico:f:fenomeno:start|fenômeno]] como o jogo à subjetividade e às suas formas de comportamento, apenas de uma forma, que permanecemos fechados em face dessas indicações do [[lexico:e:espirito:start|espírito]] da [[lexico:l:lingua:start|língua]]. Seja como for, também a [[lexico:p:pesquisa:start|pesquisa]] antropológica mais recente compreendeu tão amplamente o [[lexico:t:tema:start|tema]] do jogo que, com isso, chegou no [[lexico:l:limite:start|limite]] do modo de observação que procede da subjetividade. Huizinga procurou descobrir o [[lexico:m:momento:start|momento]] do jogo em toda [[lexico:c:cultura:start|cultura]], elaborando sobretudo a [[lexico:c:correlacao:start|correlação]] do jogo infantil e [[lexico:a:animal:start|animal]] com os “jogos sagrados” do [[lexico:c:culto:start|culto]]. Isso o levou a reconhecer a peculiar [[lexico:d:diferenciacao:start|diferenciação]] na consciência lúdica que simplesmente torna [[lexico:i:impossivel:start|impossível]] diferenciar entre [[lexico:c:crenca:start|crença]] e descrença. “O próprio selvagem não conhece nenhuma diferenciação de conceito entre ser e jogar, não conhece nenhuma [[lexico:i:identidade:start|identidade]], nenhuma [[lexico:i:imagem:start|imagem]] ou [[lexico:s:simbolo:start|símbolo]]. E por isso permanece questionável se não se pode chegar melhor e mais [[lexico:p:proximo:start|próximo]] ao [[lexico:e:estado:start|Estado]] de espírito do selvagem através de sua [[lexico:a:acao:start|ação]] sacral, fixando-nos no [[lexico:t:termo:start|termo]] [[lexico:p:primario:start|primário]] do jogar. No nosso conceito de jogo desfaz-se a diferenciação entre crença e simulação.” Aqui, em [[lexico:p:principio:start|princípio]], reconhece-se o [[lexico:p:primado:start|primado]] do jogo em face da consciência do jogador, e, de [[lexico:f:fato:start|fato]], justamente as experiências do jogo, que o psicólogo e o antropólogo terão de descrever, ganham uma [[lexico:l:luz:start|luz]] nova e esclarecedora, caso se parta do sentido medial do jogo. E evidente que o jogo representa uma [[lexico:o:ordem:start|ordem]], na qual o vaivém do movimento do jogo corre como que espontaneamente. Faz [[lexico:p:parte:start|parte]] do jogo o fato de que o movimento não somente não tem finalidade nem [[lexico:i:intencao:start|intenção]], mas que também não exige [[lexico:e:esforco:start|esforço]]. Ele vai como que espontaneamente. A leveza do jogo, que naturalmente não precisa uma [[lexico:r:real:start|real]] [[lexico:f:falta:start|falta]] de esforço, mas que apenas alude fenomenologicamente à falta de esforçabilidade (Angestrengtheit), será experimentada subjetivamente como alívio. A [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] de ordenação do jogo faz que o jogador desabroche em [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]] e, ao mesmo tempo, tira-lhe, com isso, a [[lexico:t:tarefa:start|tarefa]] da iniciativa, que perfaz o verdadeiro esforço da existência. Isso aparece também no espontâneo [[lexico:i:impulso:start|impulso]] à repetição, que surge no jogador e no renovar-se permanente do jogo, que cunha sua forma (p. ex., no refrão). O fato de o modo de ser do jogo encontrar-se tão próximo da forma de movimento da natureza, permite, porém, uma importante conclusão [[lexico:m:metodica:start|metódica]]. É evidente que não é assim, que os animais também brincam (spielen, em alemão, que significa tanto jogar, como brincar, tocar um [[lexico:i:instrumento:start|instrumento]] ou [[lexico:r:representar:start|representar]] teatro etc.) e que até se possa dizer, num sentido figurado, que a água e a luz brincam. Ao contrário poderíamos antes dizer do [[lexico:h:homem:start|homem]] que ele também brinca (spielt). Também o seu jogar é um [[lexico:a:acontecimento:start|acontecimento]] da natureza. Também o sentido de seu jogar, justamente por ele ser, e na [[lexico:m:medida:start|medida]] em que é natureza, é um [[lexico:p:puro:start|puro]] representar-se a si mesmo. E assim que, no final, torna-se praticamente sem sentido diferenciar, nesse [[lexico:c:campo:start|campo]], o uso próprio e o metafórico. [...] Também uma outra questão, que é analisada por Huizinga, esclarece-se através do papel fundamental do vaivém do movimento do jogo, ou seja, o [[lexico:c:carater:start|caráter]] lúdico da competição. Certamente, o que vale para o competidor, de [[lexico:a:acordo:start|acordo]] com sua própria consciência, não é que ele brinque (spielt). O que certamente surge na competição é o tenso movimento do vaivém, do qual resulta o vencedor e que assim faz com que o conjunto seja um jogo. O vaivém pertence tão essencialmente ao jogo que, em [[lexico:u:ultimo:start|último]] sentido, faz que de forma alguma haja um jogar-para-si-somente. Para que seja um jogo pode até não ser [[lexico:n:necessario:start|necessário]] que haja um [[lexico:o:outro:start|outro]] jogando, mas é preciso que sempre haja ali um outro com o qual o jogador jogue e que, de si mesmo, responda com um contra-lance ao lance do jogador. É assim que o gato que brinca escolhe o rolo de fio de algodão, porque este também brinca, e a [[lexico:i:imortalidade:start|imortalidade]] dos jogos com bola reside na mobilidade total e livre da bola, que também de si mesma produz surpresas. O primado do jogo em relação aos jogadores que o exercitam, e onde se trata da subjetividade humana, que se comporta jogando, acaba sendo experimentado pelos próprios jogadores de uma forma especial. Outra vez são as aplicações inapropriadas da palavra que dão a mais rica [[lexico:e:explicacao:start|explicação]] para sua natureza apropriada. Assim, por exemplo, costumamos dizer de alguém, que ele joga com possibilidades ou com planos. É bem nítido o que queremos dizer com isso. É que esse alguém não está se fixando tanto em tais possibilidades, mas sim em metas sérias. Tem ainda a [[lexico:l:liberdade:start|liberdade]] de se decidir assim ou assado, por esta ou por aquela [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]]. Por outro lado, essa liberdade não é sem [[lexico:r:risco:start|risco]]. Antes, o próprio jogo é um risco para o jogador. Só se pode jogar com sérias possibilidades. Isso significa, evidentemente, que somente confiamos nelas na medida em que elas podem dominar alguém e se impor. O atrativo que o jogo exerce sobre o jogador reside exatamente nesse risco. Usufruímos com isso de uma liberdade de [[lexico:d:decisao:start|decisão]] que, ao mesmo tempo, está correndo um risco e está sendo inapelavelmente restringida. Pense-se, por exemplo, nos jogos que exigem paciência, como o próprio jogo chamado paciência, etc. O mesmo vale também no campo da seriedade. Aquele que, porque quer usufruir de sua própria liberdade de decisão, evita decisões que o coagem, ou se entrega a possibilidades que não está querendo seriamente e que, por isso, não contêm, de forma alguma, risco algum, de que ele as [[lexico:e:escolha:start|escolha]] e com isso limite a si mesmo, a esse alguém iremos chamar de perdido. A partir daí, pode-se precisar um traço [[lexico:g:geral:start|geral]] de como a natureza do jogo se reflete no comportamento lúdico: [[lexico:t:todo:start|todo]] jogar é um ser-jogado. O atrativo do jogo, a fascinação que exerce, reside justamente no fato de que o jogo se assenhora do jogador. Mesmo quando se trata de jogos em que se procura preencher tarefas de auto-aposta, é o risco de [[lexico:s:saber:start|saber]] se “vai”, se “dá certo” e se “voltará a dar certo” que exerce o atrativo do jogo. Quem tenta dessa maneira é, na [[lexico:v:verdade:start|verdade]], o tentado. O verdadeiro sujeito do jogo (é o que tornam evidente justamente essas experiências em que há apenas um [[lexico:u:unico:start|único]] jogador) não é o jogador, mas o próprio jogo. É o jogo que mantém o jogador a [[lexico:c:caminho:start|caminho]], que o enreda no jogo, e que o mantém em jogo. Isso vem impresso também no fato de que os jogos possuem um espírito próprio e especial. Isso também não diz [[lexico:r:respeito:start|respeito]] ao [[lexico:h:humor:start|humor]] ou ao estado de espírito daqueles que jogam o jogo. Mais do que isso, essa [[lexico:d:diversidade:start|diversidade]] do estado de ânimo ao se jogar diferentes jogos ou de sentir [[lexico:p:prazer:start|prazer]] em tais jogos é [[lexico:c:consequencia:start|consequência]] e não [[lexico:c:causa:start|causa]] da diversidade dos próprios jogos. Os próprios jogos diferenciam-se entre si através de seu espírito. Isso repousa não mais no fato de que eles caracterizam e ordenam o vaivém do movimento do jogo, que eles são, cada vez, diferentes. As regras e os regulamentos, que preservem o preenchimento do [[lexico:e:espaco:start|espaço]] lúdico, perfazem a [[lexico:e:essencia:start|essência]] de um jogo. Isso vale, com todo seu caráter geral, onde quer que haja um jogo. Vale, por exemplo, também para os jogos de águas ou para animais que brincam. O espaço lúdico em que se desenrola o jogo (brincadeira), será, ao mesmo tempo, mensurado de dentro pelo próprio jogo (brincadeira) e limita-se bem mais através da regulamentação, que determina o movimento do jogo, do que através daquilo contra o que ele se choca, isto é, os limites do espaço livre, que restringem o movimento de fora. Para o jogo [[lexico:h:humano:start|humano]], em face dessas determinações gerais, parece-me [[lexico:c:caracteristico:start|característico]] que ele joga algo. Isso significa que a regulamentação do movimento a que se subordina possui uma determinação que o jogador “escolhe”. De início, ele limita-se ao comportamento lúdico expressamente contra outros comportamentos seus pelo fato de que quer jogar. Mas também no âmbito de sua [[lexico:d:disposicao:start|disposição]] de jogar realiza ele sua escolha. Escolhe este jogo e não aquele. A isso corresponde que o espaço de jogo do movimento do jogo não é simplesmente o espaço livre do colocar-se em jogo, mas sim um espaço limitado e que é mantido livre propriamente para o movimento do jogo. O jogo humano exige seu [[lexico:l:lugar:start|lugar]] de jogo. A delimitação do campo de jogo — tal qual ocorre no âmbito [[lexico:s:sagrado:start|sagrado]], como acentua Huizinga com [[lexico:r:razao:start|razão]] — coloca o mundo do jogo, enquanto um mundo fechado, em [[lexico:o:oposicao:start|oposição]] ao mundo dos fins, sem transição e sem intermediação. O fato de que todo jogo é jogar — algo passa a valer por primeiro aqui, onde o vaivém ordenado do movimento do jogo é determinado como um comportamento e coloca-se contra um comportamento de feitio diferente. O homem que está jogando, mesmo no jogo, é uma [[lexico:p:pessoa:start|pessoa]] que se comporta, mesmo que a natureza do jogo propriamente dita resida no fato de que está se livrando da [[lexico:t:tensao:start|tensão]] com que se comporta com relação a seus fins. É assim que se determina mais de perto de que maneira o jogar é jogar-algo. Cada jogo coloca uma tarefa ao homem que o joga. Não pode igualmente abandonar-se à liberdade do colocar-se em jogo, a não ser através da [[lexico:t:transformacao:start|transformação]] dos fins do seu comportamento em [[lexico:s:simples:start|simples]] tarefas do jogo. É assim que a criança estabelece para si mesma sua tarefa num jogo com bola, e essas tarefas são tarefas do jogo, porque o verdadeiro [[lexico:f:fim:start|fim]] do jogo não é, de forma alguma, a solução dessas tarefas, mas a regulamentação e a configuração do próprio movimento do jogo. [GadamerVM:2] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}