===== INTUIÇÃO VOLITIVA ===== A [[lexico:i:intuicao-volitiva|intuição volitiva]], tem na [[lexico:h:historia-da-filosofia|história da filosofia]] porta-vozes e representantes [[lexico:b:bem|Bem]] autorizados, dentre os quais aquele que talvez mais profundamente chegou a sentir esta [[lexico:i:intuicao|intuição]] de [[lexico:c:carater|caráter]] volitivo é o [[lexico:f:filosofo|filósofo]] alemão [[lexico:f:fichte|Fichte]]. Fichte faz depender a [[lexico:r:realidade|realidade]] do [[lexico:u:universo|universo]] e a própria [[lexico:r:realidade-do-eu|realidade do eu]] de uma [[lexico:a:afirmacao|afirmação]] voluntária do [[lexico:e:eu|eu]]. O eu voluntariamente se afirma a [[lexico:s:si-mesmo|si mesmo]]; cria-se, por assim dizer, a si mesmo; põe-se a si mesmo. E ao pôr-se a si mesmo, põe-se exclusivamente como [[lexico:v:vontade|vontade]], [[lexico:n:nao|não]] como [[lexico:p:pensamento|pensamento]]; como uma [[lexico:n:necessidade|necessidade]] de [[lexico:a:acao|ação]], como algo que necessita realizar-se na ação, na execução de algo querido e desejado. E para que algo seja querido e desejado, o eu, ao pôr-se a si mesmo, põe-se, melhor [[lexico:d:dito|dito]], propõe a si obstáculos para seu [[lexico:p:proprio|próprio]] [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]], com o [[lexico:o:objetivo|objetivo]] de poder transformar-se em solucionador de problemas, em ator de [[lexico:a:acoes|ações]], em algo que rompe esses obstáculos. A realização de uma [[lexico:v:vida|vida]], que consiste era dominar obstáculos, é para Fichte a [[lexico:o:origem|origem]] de [[lexico:t:todo|todo]] o [[lexico:s:sistema-filosofico|sistema filosófico]]. Aqui temos na sua maior plenitude uma intuição de caráter volitivo.