===== INTUIÇÃO SENSÍVEL ===== Existem na [[lexico:r:realidade:start|realidade]] intuições? Existem; e o primeiro [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]], e mais [[lexico:c:caracteristico:start|característico]], da [[lexico:i:intuicao:start|intuição]], é a [[lexico:i:intuicao-sensivel:start|intuição sensível]], que todos praticamos a cada [[lexico:i:instante:start|instante]]. Quando com um só olhar percebemos um [[lexico:o:objeto:start|objeto]], um copo, uma árvore, uma mesa, um [[lexico:h:homem:start|homem]], uma paisagem, com um só [[lexico:a:ato:start|ato]] conseguimos [[lexico:t:ter:start|ter]], captar [[lexico:e:esse:start|esse]] objeto. Esta intuição é imediata, é uma [[lexico:c:comunicacao:start|comunicação]] direta entre mim e o objeto. Por conseguinte, fica claro e evidente que existem intuições, embora [[lexico:n:nao:start|não]] fosse mais que esta intuição [[lexico:s:sensivel:start|sensível]]; porém, esta intuição sensível não pode [[lexico:s:ser:start|ser]] a intuição de que se vale o [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]] para fazer o seu [[lexico:s:sistema-filosofico:start|sistema filosófico]]. E não pode ser a intuição de que se vale o filósofo por duas razões fundamentais. A primeira é que a intuição sensível não se aplica senão a objetos que se oferecem aos sentidos, e, por conseguinte, só é aplicável e válida para aqueles casos que, por [[lexico:m:meio:start|meio]] das sensações, nos são imediatamente dados. Em vez disto, o filósofo necessita tomar, como base do seu [[lexico:e:estudo:start|estudo]], objetos que não se apresentam imediatamente na [[lexico:s:sensacao:start|sensação]] e na [[lexico:p:percepcao:start|percepção]] sensível; tem que tomar como [[lexico:t:termo:start|termo]] do seu [[lexico:e:esforco:start|esforço]] objetos não sensíveis. Não pode servir-lhe por conseguinte a intuição sensível. Mas, [[lexico:a:alem:start|além]] disto, há outra [[lexico:r:razao:start|razão]] que impediria ao filósofo usar a intuição sensível, e é porque esta, em rigor, não nos proporciona [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]], pois como não se dirige mais que a um objeto [[lexico:s:singular:start|singular]], a este que está diante de mim, que efetivamente está aí, a intuição sensível tem o [[lexico:c:carater:start|caráter]] da [[lexico:i:individualidade:start|individualidade]], não é válida mais que para esse objeto [[lexico:p:particular:start|particular]] que está diante de mim. Em vez disso, a [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] tem por objeto não o singular que está aí, diante de mim, mas objetos gerais, [[lexico:u:universais:start|universais]]. Por conseguinte, a intuição sensível, que está, pela sua [[lexico:e:essencia:start|essência]], atada à [[lexico:s:singularidade:start|singularidade]] do objeto, não pode servir em filosofia, a qual, pela sua essência, se encaminha à universalidade ou generalidade dos objetos. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}