===== INTUIÇÃO INTELECTUAL, EMOTIVA E VOLITIVA ===== Quando na [[lexico:a:atitude:start|atitude]] da [[lexico:i:intuicao:start|intuição]] o [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]] põe principalmente em [[lexico:j:jogo:start|jogo]] suas [[lexico:f:faculdades:start|faculdades]] intelectuais, então temos a [[lexico:i:intuicao-intelectual:start|intuição intelectual]]. Esta intuição intelectual tem no [[lexico:o:objeto:start|objeto]] seu correlato [[lexico:e:exato:start|exato]]. Já sabemos que [[lexico:t:todo:start|todo]] [[lexico:a:ato:start|ato]] do [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]], todo ato do [[lexico:e:espirito:start|espírito]] na sua integridade, se encaminha para os objetos, e o ato do sujeito tem então sempre seu correlato [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]], consistente, para tal intuição, na [[lexico:e:essencia:start|essência]] do objeto. A intuição intelectual é um [[lexico:e:esforco:start|esforço]] para captar diretamente mediante um ato direto do espírito, a essência, ou seja, aquilo que o objeto é. Mas existe, [[lexico:a:alem:start|além]] disso, outra atitude [[lexico:i:intuitiva:start|intuitiva]] do sujeito em que atuam predominantemente [[lexico:m:motivos:start|motivos]] de [[lexico:c:carater:start|caráter]] [[lexico:e:emocional:start|emocional]]. Esta segunda [[lexico:e:especie:start|espécie]] de intuição, que chamamos [[lexico:i:intuicao-emotiva:start|intuição emotiva]], tem também seu correlato no objeto. O correlato a que se refere intencionalmente a intuição emotiva já [[lexico:n:nao:start|não]] é a essência do objeto, já não é aquilo que o objeto é, mas o [[lexico:v:valor:start|valor]] do objeto, aquilo que o objeto vale. No primeiro caso a intuição nos permite captar o éidos, [[lexico:c:como-se:start|como se]] diz em [[lexico:g:grego:start|grego]], a essência ou a [[lexico:c:consistencia:start|consistência]] do objeto. No segundo caso, ao contrário, o que captamos não é aquilo que o objeto é, mas aquilo que o objeto vale, ou seja, se o objeto é [[lexico:b:bom:start|Bom]] ou mau, agradável ou desagradável, [[lexico:b:belo:start|belo]] ou feio, magnífico ou mísero. Todos estes valores que estão no objeto são captados por uma intuição predominantemente emotiva. E existe uma terceira intuição na qual as motivações internas do sujeito, que se coloca nessa atitude, são predominantemente volitivas. Esta terceira intuição em que os motivos que se entrechocam são derivados da [[lexico:v:vontade:start|vontade]], derivados do querer, tem também seu correlato no objeto. Não se refere nem a essência, como a intuição intelectual, nem ao valor, como a intuição emotiva. Refere-se à [[lexico:e:existencia:start|existência]], à [[lexico:r:realidade:start|realidade]] [[lexico:e:existencial:start|existencial]] do objeto. Por [[lexico:m:meio:start|meio]] da intuição intelectual propende o pensador filosófico a desentranhar aquilo que o objeto é. Por meio da intuição emotiva propende a desentranhar aquilo que o objeto vale, o valor do objeto. Por meio da [[lexico:i:intuicao-volitiva:start|intuição volitiva]] desentranha, não aquilo que é, senão que é, que existe, que está aí, que é algo distinto de mim. A existência do [[lexico:s:ser:start|ser]] manifesta-se ao [[lexico:h:homem:start|homem]] mediante um [[lexico:t:tipo:start|tipo]] de intuição predominantemente volitiva. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}