===== INTELECTO POSSÍVEL ===== VIDE [[lexico:i:intelecto-agente|intelecto agente]] [[lexico:n:nao|Não]] é este o [[lexico:l:lugar|lugar]] para reconstruirmos a famosa [[lexico:d:disputa|disputa]] sobre a [[lexico:u:unidade|unidade]] ou sobre a [[lexico:m:multiplicidade|multiplicidade]] do [[lexico:i:intelecto-possivel|intelecto possível]] que, originada de uma obscura passagem do [[lexico:d:de-anima|De anima]] de [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]], dividiu profundamente a [[lexico:v:vida|vida]] intelectual do século XIII. É suficiente lembrar que Averróis, como porta-voz de uma concepção profunda (que hoje se tornou estranha, mas que certamente está incluída entre as mais elevadas expressões do [[lexico:p:pensamento|pensamento]] medieval), que vê na [[lexico:i:inteligencia|inteligência]] algo [[lexico:u:unico|único]] e supraindividual, de que cada um é simplesmente, para usar a bela [[lexico:i:imagem|imagem]] de Proust, um “coinquilino” que se limita a oferecer, com seu [[lexico:p:ponto|ponto]] de vista, o olhar, sustenta que o [[lexico:i:intelecto|intelecto]] [[lexico:p:possivel|possível]] é único e separado; incorruptível e [[lexico:e:eterno|eterno]], ele se junta (copulatur) contudo a cada um dos homens, para que cada um deles possa concretamente exercer de maneira ativa a [[lexico:i:inteleccao|intelecção]], através dos fantasmas que se encontram no [[lexico:s:sentido|sentido]] interno. [AgambenE:150-151]