===== ILUMINISMO ===== (in. Enlightenment; fr. Philosophie des lumières; al. Aufklàrung; it. Illuminismó). Linha filosófica caracterizada pelo empenho em estender a [[lexico:r:razao|razão]] como [[lexico:c:critica|crítica]] e guia a todos os campos da [[lexico:e:experiencia|experiência]] humana. Nesse [[lexico:s:sentido|sentido]], [[lexico:k:kant|Kant]] escreveu: "O Iluminismo é a saída dos homens do [[lexico:e:estado|Estado]] de minoridade devido a eles mesmos. Minoridade é a incapacidade de Utilizar o [[lexico:p:proprio|próprio]] [[lexico:i:intelecto|intelecto]] sem a [[lexico:o:orientacao|orientação]] de [[lexico:o:outro|outro]]. Essa minoridade será devida a eles mesmos se [[lexico:n:nao|não]] for causada por deficiência intelectual, mas por [[lexico:f:falta|falta]] de [[lexico:d:decisao|decisão]] e [[lexico:c:coragem|coragem]] para Utilizar o intelecto como guia. ‘[[lexico:s:sapere-aude|sapere aude]]! Tem coragem de usar teu intelecto!’ é o [[lexico:l:lema|lema]] do Iluminismo" (Was ist [[lexico:a:aufklarung|Aufklärung]]?, em Op., ed. [[lexico:c:cassirer|Cassirer]], IV, p. 169). O Iluminismo compreende três aspectos diferentes e conexos: 1) [[lexico:e:extensao|extensão]] da crítica a toda e qualquer [[lexico:c:crenca|crença]] e [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]], sem [[lexico:e:excecao|exceção]]; 2) realização de um conhecimento que, por [[lexico:e:estar|estar]] [[lexico:a:aberto|aberto]] à crítica, inclua e organize os instrumentos para sua própria correção; 3) [[lexico:u:uso|uso]] [[lexico:e:efetivo|efetivo]], em todos os campos, do conhecimento assim atingido, com o [[lexico:f:fim|fim]] de melhorar a [[lexico:v:vida|vida]] privada e [[lexico:s:social|social]] dos homens. Esses três aspectos, ou melhor, compromissos fundamentais, constituem um dos modos recorrentes de entender e praticar a [[lexico:f:filosofia|Filosofia]], cuja [[lexico:e:expressao|expressão]] já se encontra no período [[lexico:c:classico|clássico]] da [[lexico:g:grecia|Grécia]] antiga (v. Filosofia). O [[lexico:d:discurso|discurso]] de Péricles em Tucídides (II, 35-46) é a melhor e mais autêntica [[lexico:d:descricao|descrição]] do Iluminismo antigo. Por Iluminismo [[lexico:m:moderno|moderno]] entende-se comumente o período que vai dos últimos decênios do séc. XVII aos últimos decênios do séc. XVIII: [[lexico:e:esse|esse]] período muitas vezes é [[lexico:d:designado|designado]] simplesmente Iluminismo ou século das luzes. 1) O Iluminismo, por um lado, adota a [[lexico:f:fe|fé]] cartesiana na razão e, por outro lado, acha que é [[lexico:b:bem|Bem]] mais limitado o poder da razão. A lição da modéstia que o [[lexico:e:empirismo-ingles|empirismo inglês]], sobretudo em [[lexico:l:locke|Locke]], dera às pretensões cognoscitivas do [[lexico:h:homem|homem]] não é esquecida: o [[lexico:e:empirismo|empirismo]], aliás, passa a fazer [[lexico:p:parte|parte]] integrante do Iluminismo A expressão [[lexico:t:tipica|típica]] desta [[lexico:l:limitacao|limitação]] dos poderes da razão é a doutrina da [[lexico:c:coisa|coisa]] em si , lugar-comum do Iluminismo e como tal compartilhado por Kant. Essa doutrina significa que os poderes cognoscitivos humanos, tanto sensíveis quanto racionais, vão até onde vai o [[lexico:f:fenomeno|fenômeno]], mas não [[lexico:a:alem|além]]. Assim, o Iluminismo é caracterizado, em primeiro [[lexico:l:lugar|lugar]], pela extensão da crítica [[lexico:r:racional|racional]] aos poderes cognoscitivos, portanto pelo [[lexico:r:reconhecimento|reconhecimento]] dos limites entre a [[lexico:v:validade|validade]] efetiva desses poderes e suas pretensões fictícias. O [[lexico:c:criticismo|criticismo]] kantiano, que, como Kant afirma, pretende levar a razão ao tribunal da razão (Crít. R. Pura, Pref. à la edição), [[lexico:n:nada|nada]] mais é que a realização [[lexico:s:sistematica|sistemática]] de uma [[lexico:t:tarefa|tarefa]] que [[lexico:t:todo|todo]] o Iluminismo assumiu. Ao lado desta limitação dos poderes cognoscitivos, primeira [[lexico:c:caracteristica|característica]] do Iluminismo por [[lexico:s:ser|ser]] o primeiro [[lexico:e:efeito|efeito]] do [[lexico:c:compromisso|compromisso]] de estender a crítica racional a qualquer [[lexico:c:campo|campo]], há outro [[lexico:a:aspecto|aspecto]] fundamental desse mesmo compromisso: não existem campos privilegiados, dos quais a crítica racional deva ser excluída. Sob este segundo aspecto, o Iluminismo, mais que extensão, é correção fundamental do [[lexico:c:cartesianismo|cartesianismo]]. De [[lexico:f:fato|fato]], para [[lexico:d:descartes|Descartes]] a crítica racional não tinha direitos fora do campo da [[lexico:c:ciencia|ciência]] e da [[lexico:m:metafisica|metafísica]]. Os campos da [[lexico:p:politica|política]] e da [[lexico:r:religiao|religião]] deveriam continuar sendo tabus, e no próprio campo da [[lexico:m:moral|moral]] Descartes acha que a razão não tenha a sugerir outra coisa a não ser a reverência às normas tradicionais. O Iluminismo não aceita estas renúncias cartesianas; seu primeiro [[lexico:a:ato|ato]], aliás, foi estender a [[lexico:i:indagacao|indagação]] racional ao domínio da religião e da política. O [[lexico:d:deismo|deísmo]] inglês é de fato a primeira [[lexico:m:manifestacao|manifestação]] do Iluminismo; consiste na tentativa de determinar a validade da religião "nos limites da razão" (como dirá Kant), mas de uma razão cujas possibilidades já foram delimitadas previamente pela experiência. Por outro lado, os Tratados sobre o [[lexico:g:governo|governo]] de Locke iniciam a crítica política iluminista, depois retomada e levada a [[lexico:t:termo|termo]] por [[lexico:m:montesquieu|Montesquieu]], Turgot, [[lexico:v:voltaire|Voltaire]] e pelos escritores da [[lexico:r:revolucao|Revolução]]. No domínio moral, a [[lexico:t:teoria|teoria]] dos sentimentos morais (1759) de [[lexico:a:adam-smith|Adam Smith]], as obras dos moralistas franceses ([[lexico:l:la-rochefoucauld|La Rochefoucauld]], La Bruyère, Vauvenargues), que punham em [[lexico:e:evidencia|evidência]] a importância do [[lexico:s:sentimento|sentimento]] e das paixões na [[lexico:c:conduta|conduta]] do homem, bem como as doutrinas morais de [[lexico:h:hume|Hume]], marcam a abertura deste campo de indagação à crítica racional e à busca de novos fundamentos para a vida moral do homem. Ao mesmo [[lexico:t:tempo|tempo]], a [[lexico:o:obra|obra]] de Beccaria, Dei diritti e delle pene (1764), abria à indagação racional o domínio do [[lexico:d:direito|direito]] penal. Obviamente, os resultados obtidos em todos esses campos são diferentes e sua importância varia. Mas o [[lexico:s:significado|significado]] do Iluminismo não consiste na [[lexico:s:soma|soma]] de seus resultados, mas no fato de haver aberto à crítica domínios até então fechados e por haver iniciado em tais domínios um [[lexico:t:trabalho|trabalho]] eficaz que desde então não foi interrompido. A [[lexico:a:atitude|atitude]] crítica própria do Iluminismo está bem expressa em sua resoluta hostilidade à [[lexico:t:tradicao|tradição]]. Na tradição, o Iluminismo vê uma [[lexico:f:forca|força]] hostil que mantém vivas crenças e preconceitos que é sua [[lexico:o:obrigacao|obrigação]] destruir. Aquilo que impropriamente tem-se denominado [[lexico:a:anti-historicismo|anti-historicismo]] iluminista na [[lexico:r:realidade|realidade]] é antitradicionalismo: a [[lexico:r:recusa|recusa]] em aceitar a [[lexico:a:autoridade|autoridade]] de tradição e de reconhecer nela qualquer [[lexico:v:valor|valor]] [[lexico:i:independente|independente]] da razão. O Dicionário [[lexico:h:historico|histórico]] e crítico (1697) de [[lexico:b:bayle|Bayle]], concebido como coletânea e [[lexico:r:refutacao|refutação]] dos erros da tradição, é o maior documento da atitude constante dos iluministas de todos os países. Tradição e [[lexico:e:erro|erro]] para eles coincidiam. E embora hoje essa [[lexico:t:tese|tese]] possa parecer extremista e tão dogmática quanto a tese que identifica tradição e [[lexico:v:verdade|verdade]], não se deve esquecer que só ela, graças a um [[lexico:e:esforco|esforço]] hercúleo, possibilitou a [[lexico:l:libertacao|libertação]] dos fortes entraves que a tradição impunha à livre [[lexico:p:pesquisa|pesquisa]], permitindo chegar aos novos [[lexico:c:conceitos|conceitos]] (de que ainda hoje dispomos) de [[lexico:h:historia|história]] e de [[lexico:h:historiografia|historiografia]]. Esta última vinha constituindo, nesse período, os cânones que lhe garantiam, na [[lexico:m:medida|medida]] do [[lexico:p:possivel|possível]], a Independência em [[lexico:r:relacao|relação]] a crenças e preconceitos no reconhecimento e na avaliação dos fatos. Por outro lado, a história vinha-se configurando como o [[lexico:p:progresso|progresso]] possível (v. adiante). 2) Já se disse que o empirismo fez parte do Iluminismo De fato, só a atitude empirista garante a abertura do domínio da ciência e, em [[lexico:g:geral|geral]], do conhecimento, à crítica da razão, pois consiste em admitir que toda verdade pode e deve ser colocada à [[lexico:p:prova|prova]], eventualmente modificada, corrigida ou abandonada. Isso explica por que o Iluminismo sempre esteve estritamente unido à atitude empirista. O empirismo é o [[lexico:p:ponto|ponto]] de partida e o [[lexico:p:pressuposto|pressuposto]] de muitos deístas; é a filosofia defendida por Voltaire, [[lexico:d:diderot|Diderot]], D’Alembert e que, através da obra de [[lexico:w:wolff|Wolff]], domina os rumos do Iluminismo alemão até Kant. Em estreita ligação com essa atitude está a importância que o Iluminismo atribui à ciência. Com o Iluminismo, a ciência, esta filha mais nova da [[lexico:c:cultura|cultura]] ocidental, candidata-se ao primeiro lugar na [[lexico:h:hierarquia|hierarquia]] das [[lexico:a:atividades|atividades]] humanas. A [[lexico:f:fisica|física]], cuja primeira sistematização se encontra na obra de Newton ([[lexico:p:principios|Princípios]] matemáticos de [[lexico:f:filosofia-natural|filosofia natural]], 1687), é acatada pelos iluministas como a ciência mãe ou como a "verdadeira" filosofia. As pesquisas de Boyle encaminham a química para a guinada decisiva, que levou à sua organização como ciência positiva; a obra de [[lexico:b:buffon|Buffon]] e de outros naturalistas assinala, também para as ciências biológicas, etapas fundamentais de [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]]. Mas, também aí, o mais importante não são os resultados obtidos, mas sim a direção do [[lexico:c:caminho|caminho]] tomado. Tudo o que esses resultados têm de dogmático, incompleto, provisório, pode ser corrigido pelo próprio compromisso fundamental do Iluminismo, de não bloquear a obra da razão em nenhum campo e em nenhum nível. 3) O Iluminismo não é somente uso crítico da razão; é também o compromisso de utilizar a razão e os resultados que ela pode obter nos vários campos de pesquisa para melhorar a vida individual e social do homem. Esse compromisso não é compartilhado igualmente por todos os iluministas. Alguns deles, que contribuíram de [[lexico:f:forma|forma]] eminente para o desenvolvimento da crítica racional do [[lexico:m:mundo|mundo]] [[lexico:h:humano|humano]], não o aceitam. Isso ocorre, p. ex., com Hume, que declara filosofar para seu próprio deleite. Mas, por outro lado, ele constitui a [[lexico:s:substancia|substância]] da [[lexico:p:personalidade|personalidade]] de muitos pensadores iluministas e também de empreendimentos como a [[lexico:e:enciclopedia|Enciclopédia]], que tomaram para si a tarefa da [[lexico:l:luta|luta]] contra o preconceito e a [[lexico:i:ignorancia|ignorância]]. Essa luta, assim como a luta contra os privilégios empreendida pela Revolução Francesa com base nos compromissos e nas concepções iluministas, tem como [[lexico:o:objetivo|objetivo]] declarado a [[lexico:f:felicidade|felicidade]] ou o [[lexico:b:bem-estar|bem-estar]] do [[lexico:g:genero|gênero]] humano. Nesse aspecto, o Iluminismo é responsável por duas concepções de fundamental importância para a cultura [[lexico:m:moderna|moderna]] e contemporânea: a concepção de [[lexico:t:tolerancia|tolerância]] e a de progresso. O [[lexico:p:principio|princípio]] da tolerância religiosa, que não só exige a convivência pacífica das várias confissões religiosas, mas também impede que a religião se torne um [[lexico:i:instrumento|instrumento]] de governo, encontra no Iluminismo a primeira defesa no sentido de defini-lo como [[lexico:e:elemento|elemento]] da cultura ocidental, não suscetível de [[lexico:n:negacao|negação]] no âmbito dessa mesma cultura. Por outro lado, o compromisso de [[lexico:t:transformacao|transformação]], próprio do Iluminismo, leva à concepção da história como progresso, ou seja, como [[lexico:p:possibilidade|possibilidade]] de melhoria do ponto de vista do [[lexico:s:saber|saber]] e dos [[lexico:m:modos-de-vida|modos de vida]] do homem. Voltaire, [[lexico:c:condorcet|Condorcet]] e Turgot são os que mais contribuem para formular a [[lexico:n:nocao|noção]] de um [[lexico:d:devir|devir]] histórico aberto à obra do homem, suscetível de receber as marcas que o homem lhe quer imprimir. Essa noção serviu para apagar o sentimento de [[lexico:f:fatalidade|fatalidade]] histórica que impedia qualquer iniciativa de transformação. Mais [[lexico:t:tarde|Tarde]], o [[lexico:r:romantismo|Romantismo]] dirá que a história é a própria Razão Absoluta, que nela, em cada um de seus momentos, tudo aquilo que deve ser é e o progresso é fatal ou inevitável; e verá no Iluminismo, que contrapôs a história à tradição e negou esta última, uma concepção "abstrata" ou "anti-histórica". Mas na realidade o que o Romantismo visava era apenas declarar inútil ou [[lexico:i:impossivel|impossível]] o compromisso de transformação: confiando na força da Razão Histórica, pretendia imprimir o selo da [[lexico:e:eternidade|Eternidade]] nas lições em que a via encarnada. Isso confirma que, se e quando a filosofia quiser assumir a tarefa (que [[lexico:p:platao|Platão]] já lhe atribuía) de tornar o mundo humano, a atitude iluminista e seus pressupostos fundamentais são as primeiras condições dessa tarefa. Assim se denomina o [[lexico:m:movimento|movimento]] cultural e intelectual que pretende dominar pela razão a [[lexico:p:problematica|problemática]] total do homem. — Movimentos dessa [[lexico:n:natureza|natureza]], houve-os sempre em [[lexico:n:numero|número]] avultado, mas de [[lexico:m:modo|modo]] especial recebe este [[lexico:n:nome|nome]] o período histórico que abrange os séculos XVII e XVIII. — [[lexico:c:causa|causa]] do Iluminismo foi o prurido de [[lexico:l:liberdade|liberdade]] que a razão sentiu, quando os povos ocidentais chegaram à maioridade e, devido aos êxitos da [[lexico:c:ciencia-natural|ciência natural]], se lhes desvelou a [[lexico:c:consciencia|consciência]] de si mesmos. A razão humana julgou-se capaz de [[lexico:c:compreender|compreender]] de modo exaustivo a realidade e propôs-se transformar, de [[lexico:a:acordo|acordo]] com suas opiniões, todas as esferas da vida, pondo de lado a história. Daí, o [[lexico:c:carater|caráter]] sedutor da filosofia iluminista e sua [[lexico:i:influencia|influência]] literária sobre a [[lexico:m:massa|massa]] dos intelectuais ("filosofia popular"). Do ponto de vista [[lexico:r:religioso|religioso]], o iluminismo foi motivado pelo cansaço provocado pelas divisões em [[lexico:m:materia|matéria]] de crenças, diante das quais se esperava encontrar na razão, comum a todos os homens, um princípio de [[lexico:u:unidade|unidade]] e de conciliação. Extraindo dos diversos credos religiosos o que neles havia de comum a todos, obtinha-se uma religião [[lexico:n:natural|natural]] puramente racional, que excluía toda [[lexico:s:sorte|sorte]] de [[lexico:r:revelacao|revelação]] e vínculo [[lexico:s:sobrenatural|sobrenatural]] bem como toda autoridade natural recebida de [[lexico:d:deus|Deus]]. Esta religião, apresentada geralmente sob a forma de deísmo, era tida como a religião pura e primitiva. O Iluminismo teve início na Inglaterra e na França. Na Inglaterra, uniu-se ao empirismo de Locke e de Hume, na Holanda e na França, a Descartes e a [[lexico:s:spinoza|Spinoza]]. Traço fundamental do Iluminismo francês e alemão ([[lexico:l:leibniz|Leibniz]], Wolff, Reimarus, [[lexico:l:lessing|Lessing]], Kant) é o [[lexico:r:racionalismo|racionalismo]]. A filosofia moral do Iluminismo, cultivada principalmente na Inglaterra ([[lexico:h:hobbes|Hobbes]], Shaftesbury, [[lexico:b:bentham|Bentham]]), procurou, por um lado, apoio no deísmo, libertando-se, por outro lado, de toda [[lexico:p:pressuposicao|pressuposição]] religiosa e metafísica (Bayle). O Iluminismo desembocou no [[lexico:r:radicalismo|radicalismo]] de Voltaire e dos [[lexico:e:enciclopedistas|enciclopedistas]], e acabou, finalmente, no crasso [[lexico:m:materialismo|materialismo]] de [[lexico:h:holbach|Holbach]] e Lamettrie. A par do racionalismo do Iluminismo e em [[lexico:o:oposicao|oposição]] a ele, surgiu uma corrente que enveredou pela senda do sentimento, não menos natural, fazendo deste a [[lexico:f:fonte|fonte]] mais profunda da humana [[lexico:a:atividade|atividade]] ([[lexico:r:rousseau|Rousseau]] e outros). Contrária ao desdém da história, [[lexico:c:caracteristico|característico]] da concepção puramente científico-naturalista do Iluminismo da primeira fase, é a [[lexico:f:filosofia-da-historia|filosofia da história]] de Herder, que transfere para o domínio da história a concepção evolutiva do [[lexico:o:organico|orgânico]]. — [[lexico:b:brugger|Brugger]].