===== ÍDOLO ===== VIDE [[lexico:i:idolos:start|ídolos]] Francis [[lexico:b:bacon:start|Bacon]] chamou ídolos ou falsas noções às superstições que assaltam o [[lexico:e:espirito:start|espírito]] dos homens e das quais é preciso livrarmo-nos com o [[lexico:f:fim:start|fim]] de levar a cabo a autêntica “[[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]] da [[lexico:n:natureza:start|natureza]]”. No livro primeiro do NOVUM [[lexico:o:organon:start|Organon]] divide-os em [[lexico:q:quatro:start|Quatro]]: os idola tribu (ídolos da tribo), os idola specus (ídolos da caverna), os idola fori (ídolos do foro ou do ágora) e os idola theatri (ídolos do teatro ou [[lexico:e:espetaculo:start|espetáculo]]). Os ídolos da tribo são próprios de toda a [[lexico:r:raca:start|raça]] humana: as suas caraterísticas são certa [[lexico:t:tendencia:start|tendência]] para supor que há na natureza mais [[lexico:o:ordem:start|ordem]] e [[lexico:r:regularidade:start|regularidade]] que as que existem, tendência para se aferrarem às opiniões adotadas, influências nocivas da [[lexico:v:vontade:start|vontade]] e dos afetos, incompetências e engano dos sentidos, [[lexico:a:aspiracao:start|aspiração]] às abstrações e a outorgar [[lexico:r:realidade:start|realidade]] a [[lexico:c:coisas:start|coisas]] que são meramente desejadas ou imaginadas. Os ídolos da caverna são os do [[lexico:h:homem:start|homem]] individual, visto que cada homem, diz Bacon, vive numa caverna [[lexico:p:particular:start|particular]] que refrata a [[lexico:l:luz:start|luz]] da natureza. Devem-se tais ídolos à particular [[lexico:c:constituicao:start|constituição]], corporal ou mental, de cada [[lexico:i:individuo:start|indivíduo]], à [[lexico:e:educacao:start|educação]] ou hábitos ou acidentes de individuais. Como há muitos homens, há muitas espécies de ídolos da caverna. Os ídolos do foro, ágora ou mercado são os que se originam no trato de uns homens com os outros. Consistem sobretudo em adjudicar aos termos significados errôneos ou na [[lexico:s:suposicao:start|suposição]] de que uma vez que se tem um [[lexico:t:termo:start|termo]] ou uma [[lexico:e:expressao:start|expressão]] (como os de [[lexico:f:fortuna:start|fortuna]], [[lexico:p:primeiro-motor:start|primeiro motor]], [[lexico:e:elementos:start|elementos]] do [[lexico:f:fogo:start|fogo]]), se tem também as realidades correspondentes. Os ídolos do teatro são os que emigram para o espírito dos homens procedentes dos vários dogmas filosóficos e de leis equivocadas de [[lexico:d:demonstracao:start|demonstração]]. São assim chamados, porque no entender de Bacon, os sistemas recebidos são outros tantos cenários que representam [[lexico:m:mundos:start|mundos]] fictícios. Há tantos ídolos do teatro como seitas filosóficas, mas Bacon classifica-os em três grupos: os sofísticos (baseados em falsos raciocínios: [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]]), os empíricos (baseados em precipitações e ousadas generalizações: alquimistas), e os supersticiosos (baseados na reverência pela mera [[lexico:a:autoridade:start|autoridade]] e [[lexico:t:tradicao:start|tradição]]: [[lexico:p:pitagorismo:start|pitagorismo]], [[lexico:p:platonismo:start|platonismo]]). {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}