===== IDEIA DA FENOMENOLOGIA ===== O [[lexico:e:estudo:start|estudo]] aprofundado das Meditationes de prima [[lexico:p:philosophia:start|philosophia]] de [[lexico:d:descartes:start|Descartes]] e a [[lexico:r:reflexao:start|reflexão]] sobre a [[lexico:c:critica:start|crítica]] kantiana da [[lexico:r:razao-pura:start|razão pura]] levaram-no à concepção de uma [[lexico:f:fenomenologia:start|fenomenologia]] [[lexico:t:transcendental:start|transcendental]] e «ao [[lexico:c:conceito:start|conceito]] e [[lexico:u:uso:start|uso]] [[lexico:c:concreto:start|concreto]] da [[lexico:r:reducao:start|redução]] fenomenológica» alcançando uma primeira elaboração [[lexico:s:sistematica:start|sistemática]] nas lições do ano de 1907, em Göttingen, editadas as cinco primeiras em 1950 com o título A [[lexico:i:ideia:start|ideia]] de fenomenologia. É nas duas primeiras lições que [[lexico:h:husserl:start|Husserl]] trata «da [[lexico:d:deducao:start|dedução]] completa e suficiente do principio gnoseológico: em toda a [[lexico:i:investigacao:start|investigação]] gnoseológica de qualquer [[lexico:t:tipo:start|tipo]] de [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] é preciso executar a redução gnoseológica, isto é, marcar toda a [[lexico:t:transcendencia:start|transcendência]] que aí entra em [[lexico:j:jogo:start|jogo]] com o [[lexico:i:indice:start|índice]] de [[lexico:p:posicao:start|posição]] fora de circuito ou do índice de indiferença, de nulidade gnoseológica, de um índice que diz isto: a [[lexico:e:existencia:start|existência]] de todas estas transcendências, creia [[lexico:e:eu:start|eu]] nelas ou [[lexico:n:nao:start|não]], em [[lexico:n:nada:start|nada]] me diz aqui [[lexico:r:respeito:start|respeito]]; aqui não há [[lexico:l:lugar:start|lugar]] para formular um [[lexico:j:juizo:start|juízo]] sobre ela, fica inteiramente fora de jogo». É por esta redução gnoseológica, ou como Husserl logo adiante prefere, redução fenomenológica, que obtenho um [[lexico:d:dado:start|dado]] [[lexico:a:absoluto:start|absoluto]], sem transcendência alguma, conquistando aquela [[lexico:a:ausencia:start|ausência]] de pressupostos que o segundo volume das [[lexico:i:investigacoes-logicas:start|Investigações Lógicas]] exigia. Não vamos examinar em pormenor as [[lexico:i:ideias:start|ideias]] sobre a redução fenomenológica expendidas nesta [[lexico:o:obra:start|obra]]; só adquirem pleno [[lexico:s:sentido:start|sentido]] em [[lexico:f:funcao:start|função]] do que será [[lexico:d:dito:start|dito]] em obras posteriores, em que os problemas da redução fenomenológica aparecem postos em [[lexico:t:todo:start|todo]] o seu alcance. Basta-nos sublinhar que A [[lexico:i:ideia-da-fenomenologia:start|Ideia da Fenomenologia]], integralmente orientada para o [[lexico:p:problema:start|problema]] do conhecimento, considera [[lexico:n:necessario:start|necessário]] o [[lexico:r:retorno:start|retorno]] a doações absolutas (absoluten Gegebenheiten). Este [[lexico:r:regresso:start|regresso]] à [[lexico:e:esfera:start|esfera]] da doação absoluta é o que caracteriza o [[lexico:m:metodo:start|método]] da redução fenomenológica. Estas considerações sobre a redução fenomenológica apresentadas em A Ideia da Fenomenologia foram ampliadas, sistematizadas e corrigidas no primeiro volume das Ideias para uma fenomenologia pura e uma [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] fenomenológica e em Meditações Cartesianas, constituindo uma via de redução, a que se chamou cartesiana, elaborada com base em determinada [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]] das duas primeiras [[lexico:m:meditacoes-metafisicas:start|meditações metafísicas]] de Descartes. O estudo e a publicação dos inéditos husserlianos revelaram, paralelamente a esta, outras vias, que o [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]] foi construindo mas o certo é que a via cartesiana foi a primeira no [[lexico:t:tempo:start|tempo]] a [[lexico:s:ser:start|ser]] desenvolvida e aquela em que mais trabalhou; nas obras editadas em [[lexico:v:vida:start|vida]], salvo num passo ou noutro, tal como acontece em [[lexico:l:logica-formal:start|Lógica formal]] e [[lexico:l:logica:start|lógica]] transcendental, é sempre a ela que recorre. De [[lexico:s:sorte:start|sorte]] que podemos, de certo [[lexico:m:modo:start|modo]], designá-la pelo [[lexico:c:caminho:start|caminho]] [[lexico:p:puro:start|puro]] e [[lexico:s:simples:start|simples]] da redução. Esta via tem ainda a [[lexico:v:vantagem:start|vantagem]] de integrar o [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] de Husserl numa vasta [[lexico:p:perspectiva:start|perspectiva]] histórica, tornando a sua [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] mais acessível. Por isso será a adoptada neste breve estudo. [Morujão] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}