===== IDEALISMO CONTEMPORÂNEO ===== Fundamental para o [[lexico:i:idealismo-contemporaneo|idealismo contemporâneo]] é a [[lexico:v:visao|visão]] da peculiaridade do [[lexico:e:espirito|espírito]], da [[lexico:l:lei|lei]] objetiva e do [[lexico:c:carater|caráter]] criador do [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]]. Os idealistas vêem com notável acuidade aquilo para que os empiristas são cegos: o espírito é [[lexico:a:alguma-coisa|alguma coisa]] radicalmente diferente da [[lexico:m:materia|matéria]] e irredutível a esta, a lei [[lexico:l:logica|lógica]] ou [[lexico:m:moral|moral]] [[lexico:n:nao|não]] pode estribar num [[lexico:p:processo|processo]] [[lexico:p:psiquico|psíquico]] (assim, pelo menos, entre os neokantianos) e o [[lexico:a:ato|ato]] de conhecimento não é [[lexico:s:simples|simples]] aceitação passiva de impressões. Graças a estas concepções, o [[lexico:i:idealismo|Idealismo]] ultrapassa, sem [[lexico:d:duvida|dúvida]], em larga escala, a visão primitiva do [[lexico:m:materialismo|materialismo]], do [[lexico:p:positivismo|positivismo]], do [[lexico:p:psicologismo|psicologismo]], [[lexico:b:bem|Bem]] como do [[lexico:s:subjetivismo|subjetivismo]] [[lexico:t:teorico|teórico]] e axiológico. Os idealistas opõem-se também energicamente ao [[lexico:i:irracionalismo|irracionalismo]] vitalista. Devemos-lhes toda uma [[lexico:s:serie|série]] de contribuições muito valiosas. Recordemos a [[lexico:e:estetica|Estética]] de [[lexico:c:croce|Croce]], a [[lexico:t:teoria|teoria]] dos valores da [[lexico:e:escola-de-baden|escola de Baden]] e as sutis e penetrantes análises do ato de conhecer, que por vezes tanto nos surpreendem. Mas suas concepções são ainda unilaterais e tão exclusivamente racionalistas que certos aspectos da [[lexico:r:realidade|realidade]] não encontram nelas o devido [[lexico:l:lugar|lugar]]. A [[lexico:c:caracteristica|característica]] de todos os idealistas é uma [[lexico:f:falta|falta]] de [[lexico:c:compreensao|compreensão]] do [[lexico:m:mundo|mundo]] material, que eles, em última [[lexico:i:instancia|instância]], reduzem à [[lexico:c:condicao|condição]] de [[lexico:p:puro|puro]] [[lexico:f:fenomeno|fenômeno]]. Tampouco possuem, pelo menos a maioria deles, a compreensão do [[lexico:r:real|real]] e do [[lexico:c:concreto|concreto]], e manifestam uma [[lexico:t:tendencia|tendência]] para substituir o [[lexico:s:ser|ser]] por funções lógicas destituídas de conteúdo. Isto é, em grande [[lexico:p:parte|parte]], a [[lexico:c:consequencia|consequência]] de dois [[lexico:p:principios|princípios]] fundamentais, admitidos sem exame prévio: o [[lexico:p:principio|princípio]] da [[lexico:i:imanencia|imanência]] e o [[lexico:c:conceptualismo|conceptualismo]]. O resultado final é que, tal como sucede aos empiristas, eles não são capazes de resolver as questões concretas e agudas do [[lexico:h:homem|homem]] enquanto tal. Isto se [[lexico:n:nota|nota]], particularmente, em matéria de [[lexico:r:religiao|religião]], perante a qual, se excetuarmos a [[lexico:e:escola|escola]] de Baden, não revelam a menor compreensão. Continuam sendo em tudo isto representantes da [[lexico:m:mentalidade|mentalidade]] [[lexico:t:tipica|típica]] do século XIX, e a [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] deles é suplantada hoje por novas correntes, mais concretas e mais abertas à [[lexico:t:totalidade|totalidade]] do ser.