===== HISTÓRIA DA TEOLOGIA ===== Em todos os ciclos culturais encontramos os temas teológicos surgirem como [[lexico:m:materia|matéria]] filosófica, no período intermédio entre a fase de [[lexico:f:formacao|formação]] de uma [[lexico:c:cultura|cultura]] e o período de maturidade, o período [[lexico:c:classico|clássico]]. Assim, na cultura hindu, na [[lexico:e:epoca|época]] dos brâmanes, dos hinos védicos, e dos Upanixades até à dos Sutras, os temas teológicos são tratados mais religiosamente, sem [[lexico:m:metodo|método]] metafísico. A [[lexico:t:teologia|teologia]] religiosa, sagrada, prepondera sobre a teologia [[lexico:n:natural|natural]], que já procura uma [[lexico:j:justificacao|justificação]] filosófica, e que só pode surgir naqueles instantes em que a [[lexico:f:fe|fé]] vacila ante as oposições. É o que sucede no período que vai dos Upanixades até a formação dos seis sistemas da [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] hindu. Na cultura grega, encontramos esparsamente, entre os autores socráticos, referências sobre temas teológicos,. Mas é sobretudo com [[lexico:p:platao|Platão]] que estes surgem com a concepção do [[lexico:b:bem|Bem]] e do acidental [[lexico:d:demiurgo|demiurgo]], que é apenas um [[lexico:s:simbolo|símbolo]], por muitos julgado como fundamental da [[lexico:f:filosofia-platonica|filosofia platônica]]; [[lexico:e:erro|erro]] que se perpetuou por deficiência de [[lexico:a:analise|análise]] [[lexico:s:simbolica|simbólica]] por [[lexico:p:parte|parte]] de estudiosos. [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]] deu à teologia grandes contribuições. A [[lexico:i:ideia-de-deus|ideia de Deus]] é expressada, [[lexico:n:nao|não]] mais por [[lexico:s:simbolos|símbolos]], mas por analogias mais diretas com a [[lexico:r:realidade|realidade]], e [[lexico:d:deus|Deus]] passa a [[lexico:s:ser|ser]] o motor imóvel que põe tudo em [[lexico:m:movimento|movimento]], o [[lexico:a:ato-puro|ato puro]], [[lexico:n:necessario|necessário]], imutável. Não conhece as [[lexico:c:coisas|coisas]] do [[lexico:m:mundo|mundo]]. É o motor imóvel dos astros (carece até de [[lexico:l:liberdade|liberdade]]). Como Aristóteles aceitava cerca de 55 motores imóveis, incriados, diferentes entre si, muitos o classificam de pluralista. Com [[lexico:p:plotino|Plotino]], Deus é uma [[lexico:e:entidade|entidade]] única, transcendentalíssima. Sobre ele [[lexico:n:nada|nada]] sabemos como é, mas apenas como não é. É uma [[lexico:t:teologia-negativa|teologia negativa]], a de Plotino (apofática). Assim Deus é in-finito, in-menso. Contudo, para Plotino, Deus é a [[lexico:o:origem|origem]] de todas as coisas. Na primeira fase do cristianismo, no Ocidente, tivemos o período dos [[lexico:a:apologistas|apologistas]], defensores da nova fé. Com os Santos Padres surge a fase da [[lexico:p:patristica|patrística]], com Justino, Minúcio, Felix, Irineu, Clemente de [[lexico:a:alexandria|Alexandria]], Orígenes e [[lexico:s:santo|santo]] [[lexico:a:agostinho|Agostinho]], quando os temas lógicos são tratados filosoficamente. Na Idade Média desponta a [[lexico:e:escolastica|escolástica]] com Santo Anselmo, Duns Scot, São [[lexico:b:boaventura|Boaventura]], Alexandre de Hales, [[lexico:a:alberto-magno|Alberto Magno]], Almaricus del Bene, [[lexico:t:tomas-de-aquino|Tomás de Aquino]] e, posteriormente, Suarez, Fonseca, [[lexico:m:molina|Molina]] Banez e outros. A teologia natural conhece seu pleno [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]]. Na Idade [[lexico:m:moderna|moderna]] temos uma plêiade de filósofos, [[lexico:d:descartes|Descartes]], [[lexico:l:leibniz|Leibniz]], [[lexico:m:malebranche|Malebranche]], Rosmini, Gilberti, seguidos por Balfour, Laberthonnière, Brunetière, Ollé Laprune, [[lexico:b:blondel|Blondel]], [[lexico:g:gabriel-marcel|Gabriel Marcel]], [[lexico:m:maritain|Maritain]], Lotze, Urráburu, Hellin, Garrigou-Lagrange, Gonzalez, Marin, Barbado, etc.