===== HISTÓRIA DA FILOSOFIA ===== A [[lexico:f:filosofia|Filosofia]], como toda [[lexico:c:ciencia|ciência]], tem também sua [[lexico:h:historia|história]], na dupla acepção do [[lexico:t:termo|termo]]: enquanto [[lexico:s:sequencia|sequência]] cronológica de acontecimentos e enquanto [[lexico:e:exposicao|exposição]] científica dos mesmos. O [[lexico:o:objeto|objeto]] principal da [[lexico:h:historia-da-filosofia|história da filosofia]] (como ciência) [[lexico:n:nao|não]] são acontecimentos externos, mas os atos da [[lexico:r:razao|razão]] pensante, os [[lexico:p:pensamentos|Pensamentos]] filosóficos, e precisamente o conteúdo dos mesmos em seu decorrer cronológico. (Não pertencem à filosofia, nem por conseguinte à sua história, os [[lexico:m:misterios|mistérios]] da [[lexico:r:revelacao|revelação]] cristã e os mitos). Mas os atos da razão pensante exteriorizam-se numa [[lexico:m:multidao|multidão]] de sujeitos finitos; são, concretamente falando, pensamentos humanos com todos os condicionalismos e contingências do decurso [[lexico:h:historico|histórico]] peculiares ao [[lexico:h:homem|homem]]. A [[lexico:q:questao|questão]] consiste em [[lexico:s:saber|saber]] se e até que [[lexico:p:ponto|ponto]] estes pertencem também ao objeto de uma história da filosofia. A exposição histórico-cultural da história da filosofia ocupar--se-á em considerar, com o máximo de [[lexico:a:atencao|atenção]] [[lexico:p:possivel|possível]], as [[lexico:i:ideias|ideias]] filosóficas em sua [[lexico:r:relacao|relação]] com os demais domínios culturais. Todavia as ideias filosóficas, enquanto manifestações de uma [[lexico:p:pessoa|pessoa]] humana apresentam também um centro [[lexico:s:sintetico|sintético]] de [[lexico:u:unidade|unidade]], mercê do qual se destacam do fluxo dos restantes acontecimentos e do qual recebem um matiz inteiramente [[lexico:p:pessoal|pessoal]] e exclusivo. Isto oferece a base para uma exposição científica, de [[lexico:c:carater|caráter]] histórico-espiritual, da história da filosofia. Aparentado com ela é o [[lexico:m:metodo|método]] histórico-nacional e histórico-racial que [[lexico:p:pesquisa|pesquisa]] os traços comuns do [[lexico:p:povo|povo]] e da [[lexico:r:raca|raça]]. Não obstante, o método que consiste em historiar problemas e ideias será sempre a meta e a coroa de uma história da filosofia. Este [[lexico:m:modo|modo]] de tratá-la pressupõe a recolha fiel dos acontecimentos filosóficos, à margem de preconceitos, o que não quer dizer que se tome tudo em consideração indiscriminadamente. Sendo assim, a mera transmissão de uma filosofia de [[lexico:e:escola|escola]] e a só aplicação de [[lexico:p:principios|princípios]] recebidos a domínios mais vastos revestem-se de importância diminuta. O objeto [[lexico:p:proprio|próprio]], constituem-no, de preferência, os princípios e seu progressivo [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]], as ideias dos filósofos, não enquanto devem sua [[lexico:o:origem|origem]] a estas ou àquelas "influências" acidentais, mas enquanto foram pensadas por [[lexico:v:virtude|virtude]] da razão em [[lexico:g:geral|geral]], portanto em conformidade com o [[lexico:d:dinamismo|dinamismo]] [[lexico:i:imanente|imanente]] às ideias enquanto tais. A [[lexico:n:norma|norma]] para discernir o que pertence à história da filosofia, tomada neste [[lexico:s:sentido|sentido]], não é a relação abstrata da [[lexico:v:verdade|verdade]] ou [[lexico:f:falsidade|falsidade]] [[lexico:f:formal|formal]], mas a contribuição que uma filosofia traz a qualquer [[lexico:p:problema|problema]] [[lexico:r:relativo|relativo]] à [[lexico:c:compreensao|compreensão]] do [[lexico:s:ser|ser]] ou à autocompreensão da razão, tendo superado o [[lexico:e:estado|Estado]] já alcançado pelo mesmo problema. Tal maneira de tratar a história da filosofia eleva-se acima do "[[lexico:e:escandalo|escândalo]]" produzido pelo [[lexico:e:espetaculo|espetáculo]] dos filósofos que entre si se contradizem e evita a tentação de [[lexico:c:ceticismo|ceticismo]], que uma consideração meramente histórico-cultural facilmente insinua. A filosofia e sua história estão entre si numa relação recíproca. A. filosofia, como [[lexico:c:criacao|criação]] do [[lexico:e:espirito|espírito]] [[lexico:h:humano|humano]], só "devêm" em [[lexico:f:forma|forma]] de história. Pelo que, se quer ser criadora, conhecer-se e conhecer seus fins, não pode "abstrair" de sua história. Por [[lexico:o:outro|outro]] lado, também não é possível uma história da filosofia (ao menos, segundo o método que consiste em historiar ideias) sem uma profunda e compreensiva filosofia [[lexico:s:sistematica|sistemática]]. — [[lexico:b:brugger|Brugger]]. A [[lexico:p:pergunta|pergunta]]: Que é filosofia?, implica uma resposta que se divide em duas, pois deve responder não apenas "[[lexico:o:o-que-e|o que é]]", mas também "o que foi", e nesta segunda [[lexico:p:parte|parte]] terá que refazer, como diz [[lexico:o:ortega-y-gasset|Ortega y Gasset]], "para trás o longo itinerário da [[lexico:e:evolucao|evolução]] intelectual até o século VI a. C. Ali se acha a jornada excepcional em que, de pronto, [[lexico:a:alguma-coisa|alguma coisa]] que antes não existia no [[lexico:u:universo|universo]] veio a ser: filosofia". Para [[lexico:e:esse|esse]] pensador, a maneira de tratar uma filosofia não falando dela mesma, senão de sua articulação com o homem que a produziu, consiste a verdadeira [[lexico:s:substancia|substância]] de uma história da filosofia. Contudo, a história da filosofia é diferente da história de quaisquer outras ciências. De [[lexico:f:fato|fato]], possuem estas um firme território de [[lexico:e:estudo|estudo]], ainda que, no transcurso de sua história, sofra esta ou aquela [[lexico:a:alteracao|alteração]], seja por pertinentes alterações, seja por confluência com outros territórios, seja por delimitação de fronteiras. Não existe dificuldade alguma em seguir a evolução de seus conhecimentos dentro de sua província de estudo de tal modo determinável, e de fazer compreensíveis aquelas variações como consequências naturais de seu [[lexico:p:progresso|progresso]]. [[lexico:b:bem|Bem]] diverso é o caso da filosofia. Esta carece de um objeto de [[lexico:i:investigacao|investigação]] comum a todos os tempos; daí sua história não exibir um progresso constante, um [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] cada vez mais aproximado. Ao contrário, sempre se fez notar que enquanto nas outras ciências, tão logo adquiram segurança [[lexico:m:metodica|metódica]], depois de suas [[lexico:o:origens|origens]] rapsódicas, a [[lexico:r:regra|regra]] é a elaboração parcimoniosa de suas verdades (somente interrompida, de [[lexico:t:tempo|tempo]] em tempo, por abalos favoráveis), na filosofia, excepcionalmente, se leva a cabo uma pós-formação do [[lexico:a:adquirido|adquirido]]; de modo que os grandes sistemas da filosofia começam a resolver ab ovo a [[lexico:t:tarefa|tarefa]] novamente formulada [[lexico:c:como-se|como se]] as doutrinas passadas não tivessem senão bem pouca importância. Daí a relação da filosofia com sua história não coincidir como a da ciência com a sua, pois neste [[lexico:u:ultimo|último]] caso são duas [[lexico:c:coisas|coisas]] distintas: a ciência, por um lado, e, por outro, o que foi a ciência, isto é, sua história. São independentes, e a ciência pode ser conhecida e cultivada independentemente da história do que foi, porquanto pode ser construída a partir de um objeto e do saber que em [[lexico:d:dado|dado]] [[lexico:m:momento|momento]] se possui acerca dele. Na filosofia o problema é ela mesma; [[lexico:a:alem|além]] disso, este problema é formulado em cada caso consoante a [[lexico:s:situacao|situação]] histórica e pessoal em que se encontra o [[lexico:f:filosofo|filósofo]], e esta situação está, por sua vez, determinada em boa [[lexico:m:medida|medida]] pela [[lexico:t:tradicao|tradição]] filosófica em que se encontra situada: [[lexico:t:todo|todo]] o passado filosófico já vai incluído em cada [[lexico:a:acao|ação]] de filosofar; finalmente, o filósofo deve levar em conta a [[lexico:t:totalidade|totalidade]] do [[lexico:p:problema-filosofico|problema filosófico]] e, portanto, a própria filosofia a partir de sua [[lexico:r:raiz|raiz]] originária: não pode partir de um estado existente de fato e aceitá-lo, pois tem que começar desde o [[lexico:p:principio|princípio]] e, ao mesmo tempo, desde a situação histórica em que se encontra. Isto é, a filosofia tem que ser formulada e realizada integramente em cada filósofo, mas não de qualquer modo, senão em cada um de modo insubstituível: como lhe vem imposto por toda a filosofia anterior. Assim, em todo filosofar vai inserida a história inteira da filosofia, e sem esta nem é [[lexico:i:inteligivel|inteligível]], nem, sobretudo, poderia [[lexico:e:existir|existir]]. E, ao mesmo tempo, a filosofia não tem mais [[lexico:r:realidade|realidade]] que a que atinge, historicamente, em cada filósofo. Como afirma Julián [[lexico:m:marias|Marías]], existe, pois, uma inseparável conexão entre filosofia e história da filosofia: "a filosofia é histórica, e sua história lhe pertence essencialmente. E, por outro lado, a história da filosofia não é uma mera informação erudita acerca das opiniões dos filósofos, mas a exposição verdadeira do conteúdo [[lexico:r:real|real]] da filosofia. É, pois, com todo rigor, filosofia. A filosofia não se esgota em nenhum de seus sistemas já que consiste na história efetiva de todos eles. E, por sua vez, nenhum pode existir sozinho, pois necessita e envolve todos os anteriores; e ainda mais: cada [[lexico:s:sistema|sistema]] somente atinge a plenitude de sua realidade, de sua verdade, fora de [[lexico:s:si-mesmo|si mesmo]], nos que irão sucedê-lo. Todo filosofar parte da totalidade do passado e se projeta para o [[lexico:f:futuro|futuro]], pondo em marcha a história da filosofia. É isto, [[lexico:d:dito|dito]] em outras [[lexico:p:palavras|palavras]], o que se quer dizer quando se afirma que a filosofia é histórica". A história da filosofia, portanto, se apresenta como [[lexico:c:ciencia-historica|ciência histórica]] e como filosofia, reunindo dois grupos de problemas e de tarefas. Como ciência histórica, visa conhecer o acervo de ideias dos filósofos do passado, remoto ou [[lexico:i:imediato|imediato]]. Mas não se limita a apresentar, simplesmente, o que foi, já que procura nos aproximar desse passado de ideias, esclarecendo-nos seu sentido. Isto é obtido seguindo, no possível, o nascer daquelas ideias; situando-as nos principais movimentos da [[lexico:e:especulacao|especulação]], nos grandes conjuntos sistemáticos e nas correntes do espírito, enquadradas concretamente no marco das idades históricas e dos diferentes povos; e descobrindo finalmente os pressupostos básicos e as últimas posições e atitudes que constituíram o solo fecundo de onde brotaram os [[lexico:c:conceitos|conceitos]], problemas e sistemas da filosofia. Mas a história da filosofia é também pura e autêntica filosofia. Não é, como poderia dizer um não iniciado dado à [[lexico:i:ironia|ironia]], uma historia errorum. Contra a irônica concepção de que a história da filosofia não passa de um "informe amontoado de opiniões contraditórias" reagiu [[lexico:h:hegel|Hegel]], pois [[lexico:q:quem|quem]] a estude com alguma profundidade vê nela uma honrada e às vezes heroica [[lexico:l:luta|luta]] pela verdade. Não apenas uma luta honrada como também um [[lexico:e:esforco|esforço]] continuado que apresenta ao longo de sua [[lexico:d:dimensao|dimensão]] [[lexico:t:temporal|temporal]] certa coesão interna. Como diz [[lexico:r:rickert|Rickert]], "somente pela história nos livramos da história". Assim, através da história da filosofia chegamos a uma [[lexico:c:critica|crítica]] da razão humana, historicamente embasada, resultando daí uma auto-afirmação do espírito. Isto é, os instrumentos do espírito humano, suas formas de [[lexico:i:intuicao|intuição]], seus conceitos, tendências ideológicas, problemas, [[lexico:h:hipoteses|hipóteses]], teorias, revelam sua [[lexico:n:natureza|natureza]] e seu poder justamente no decurso do tempo. Em [[lexico:s:suma|suma]], a história da filosofia deve esforçar-se por captar, sem preconceitos, os fatos da [[lexico:e:experiencia|experiência]] interna e histórica do filosofo, partindo da total conexão estrutural contida em cada homem e que destaca sua realidade nas épocas históricas. Isto porque, como assinala [[lexico:d:dilthey|Dilthey]], em [[lexico:o:oposicao|oposição]] a Hegel, "não se explica o desenvolvimento da filosofia em virtude das [[lexico:r:relacoes|relações]] que mantêm entre si os conceitos no [[lexico:p:pensamento|pensamento]] [[lexico:a:abstrato|abstrato]], mas em virtude das mudanças que se realizam no homem inteiro consoante sua [[lexico:v:vida|vida]] e realidade plenas. Por isso se procura averiguar a conexão causai que os sistemas filosóficos mantiveram com a totalidade da [[lexico:c:cultura|cultura]] e com a qual influíram sobre esta. Toda [[lexico:a:atitude|atitude]] nova da [[lexico:c:consciencia|consciência]] diante da realidade, que se traduz em [[lexico:p:pensamento-filosofico|pensamento filosófico]], se faz valer, ao mesmo tempo, no [[lexico:c:conhecimento-cientifico|conhecimento científico]] desta realidade, nas apreciações axiológicas dessa realidade pelo [[lexico:s:sentimento|sentimento]] e nas [[lexico:a:acoes|ações]] da [[lexico:v:vontade|vontade]], tanto na [[lexico:c:conduta|conduta]] da vida como na direção da [[lexico:s:sociedade|sociedade]]. A história da filosofia nos faz patentes as atitudes da consciência ante a realidade, as relações reais entre estas atitudes e o desenvolvimento que assim surge. Deste modo nos oferece a [[lexico:p:possibilidade|possibilidade]] de conhecer o [[lexico:l:lugar|lugar]] histórico de cada uma das manifestações da [[lexico:l:literatura|literatura]], da [[lexico:t:teologia|teologia]] e das ciências". Em certas ocasiões, a história da filosofia poderia ter-se revelado como empecilho ao pensamento vivo, uma carga e um [[lexico:o:obstaculo|obstáculo]] para quem se lançasse à busca da verdade. "Não creias no passado! — referia-se Emerson à natureza. [[lexico:e:eu|eu]] te entrego um [[lexico:m:mundo|mundo]] novo, pela primeira vez. Nos momentos de [[lexico:l:lazer|lazer]], sonhas que existe atrás de ti história, literatura e ciência bastantes para esgotar o pensamento e prescrever-te o futuro, e, também, todo o futuro. Nos momentos de [[lexico:l:lucidez|lucidez]], verás que [[lexico:n:nada|nada]] ainda foi [[lexico:e:escrito|escrito]]." [Autobiographie, I, 273, tradução francesa de R. Michaud.] Palavras de pioneiro conquistador, que manifesta surdo rancor pelo passado em face da [[lexico:l:liberdade|liberdade]] do futuro. É também, em outro sentido, a liberdade de espírito que [[lexico:d:descartes|Descartes]] proclamava contra as forças do passado, ao reconstruir, desde os. alicerces, o edifício da filosofia. Há, em verdade, múltiplas razões para temer o passado, quando se pretende permanecer no presente e nele eternizar-se, como se apenas a [[lexico:p:permanencia|permanência]] criasse algum [[lexico:d:direito|direito]]. Mas a história é, precisamente, a [[lexico:d:disciplina|disciplina]] que encara o passado como tal, e que, quanto mais o penetra, mais percebe, em cada um desses momentos, uma [[lexico:o:originalidade|originalidade]] sem precedentes e que jamais retornará. Longe de ser um entrave, a história é, pois, em filosofia, como em tudo, verdadeira [[lexico:l:libertacao|libertação]]. Ela só, pela variedade de vistas que proporciona ao espirito humano, pode desarraigar preconceitos e deter os juízos prematuros. Contudo, é possível uma [[lexico:v:visao|visão]] de conjunto do passado filosófico? Não correrá o [[lexico:r:risco|risco]] de, em virtude de sua enorme [[lexico:c:complicacao|complicação]] de fatos, ser muito difícil, se não seleciona e prefere somente abandonar-se ao [[lexico:r:ritmo|ritmo]] de pensamentos indefinidamente múltiplos, ou ainda superficial, se escolhe? É certo que não se pode [[lexico:r:representar|representar]] o passado sem, de qualquer maneira, classificar os fatos; esta [[lexico:c:classificacao|classificação]] implica certos postulados. A própria [[lexico:i:ideia|ideia]] de levar a cabo uma história da filosofia supõe, com [[lexico:e:efeito|efeito]], que foram admitidos e resolvidos, pelo menos provisoriamente, os três problemas seguintes: I Quais as origens e quais as fronteiras da filosofia? A filosofia nasceu no século VI a.C, nas cidades jônicas, como admite a tradição que remonta a [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]], ou teve origem mais antiga, nos países gregos ou orientais? O historiador da filosofia pode e deve limitar-se a seguir o desenvolvimento da filosofia na [[lexico:g:grecia|Grécia]] e nos países de [[lexico:c:civilizacao|civilização]] greco--romana, ou deve estender suas vistas às civilizações do Oriente? II. Em segundo lugar, até que ponto e em que medida o pensamento filosófico teve desenvolvimento suficientemente autônomo para tornar-se objeto de uma história distinta da de outras disciplinas intelectuais? Não está ele demasiadamente ligado às ciências, â [[lexico:a:arte|arte]], à [[lexico:r:religiao|religião]], à vida [[lexico:p:politica|política]], para que se possa fazer das doutrinas filosóficas objeto de uma pesquisa separada? III. Finalmente, pode-se [[lexico:f:falar|falar]] de uma evolução regular ou de um progresso da filosofia? Ou, então, o pensamento humano possui, desde o [[lexico:c:comeco|começo]], todas as soluções possíveis dos problemas que apresenta, e não faz senão repetir-se indefinidamente? Ou, ainda, os sistemas se substituem uns aos outros de maneira arbitrária e [[lexico:c:contingente|contingente]]? Desses três problemas pensamos que não existe qualquer solução rigorosa, e todas as soluções, que se pretendem aplicar, contêm postulados implícitos. É, portanto, indispensável tomar [[lexico:p:posicao|posição]] acerca dessas questões, se se deseja abordar a história da filosofia. O [[lexico:u:unico|único]] partido possível é separar, explicitamente, os postulados contidos na solução que admitirmos. [Bréhier]