===== HEN ===== εν, ἐν, ἔν, hen: um, o [[lexico:u:uno:start|uno]] 1. A busca pré-socrática de uma [[lexico:a:arche:start|arche]] para todas as [[lexico:c:coisas:start|coisas]] terminou normalmente num [[lexico:p:principio:start|princípio]] [[lexico:u:unico:start|único]], a [[lexico:r:reducao:start|redução]] da variedade de existentes a uma [[lexico:m:materia:start|matéria]] ou [[lexico:s:substancia:start|substância]] única, sem ênfase, contudo, na [[lexico:u:unicidade:start|unicidade]] do princípio. Os primeiros dualistas foram, ao que parece, os pitagóricos; «ao que parece» porque o [[lexico:j:juizo:start|juízo]] assenta na [[lexico:e:exegese:start|exegese]] de um [[lexico:t:texto:start|texto]] difícil, em [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]], a juntar ao [[lexico:f:fato:start|fato]] de que numa data posterior os pitagóricos se tornaram monistas e, como é habitualmente o caso das fontes pitagóricas, a [[lexico:d:discriminacao:start|discriminação]] entre cedo e [[lexico:t:tarde:start|Tarde]] [[lexico:n:nao:start|não]] é uma [[lexico:q:questao:start|questão]] [[lexico:s:simples:start|simples]]. 2. Na [[lexico:m:metafisica:start|Metafísica]] 986a Aristóteles diz que os pitagóricos criaram o supremo [[lexico:l:limite:start|limite]] ([[lexico:p:peras:start|peras]]) dos stoicheia e o [[lexico:i:ilimitado:start|ilimitado]] (apeirou); são os [[lexico:e:elementos:start|elementos]] do mesmo e do [[lexico:o:outro:start|outro]] e estes últimos produzem o uno (hen), donde procede toda a [[lexico:s:serie:start|série]] dos arithmoi. Isto parecia delinear a [[lexico:d:distincao:start|distinção]] entre pares de stoicheia opostos (limite-ilimitado, mesmo-outro) e o seu [[lexico:p:produto:start|produto]], hen, que é a arche ou o [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de partida do [[lexico:n:numero:start|número]]. Mas, algumas linhas adiante, no mesmo passo, Aristóteles passa a dizer que alguns pitagóricos alinham os seus stoicheia em duas colunas paralelas, contendo a esquerda o limite, o outro, o uno, etc, e a direita, o ilimitado, o mesmo, a [[lexico:p:pluralidade:start|pluralidade]]. Se tomarmos em conta o que parece [[lexico:s:ser:start|ser]] um [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] posterior da [[lexico:e:escola:start|escola]] ([[lexico:v:ver:start|ver]] 10 infra), temos assim três pontos de vista muito diferentes sobre o uno: o uno como posterior aos stoicheia, o uno como um [[lexico:s:stoicheion:start|stoicheion]], e o uno anterior a tudo o mais. 3. Estas especulações baseiam-se em considerações físicas e matemáticas (as implicações morais não estão evidentemente ausentes nestes pontos de vista pitagóricos; também na coluna esquerda na Metafísica 986a [[lexico:f:figura:start|figura]] «o [[lexico:b:bem:start|Bem]]»; ver [[lexico:e:ethica-nichomacos:start|Ethica Nichomacos]] 1096b), mas a próxima aparição do uno dá-se num contexto dominado pela [[lexico:l:logica:start|lógica]] (confrontar o comentário de Aristóteles no De gen. et corr. I, 325a). Esta é a «Via da [[lexico:v:verdade:start|verdade]]» de [[lexico:p:parmenides:start|Parmênides]] onde ele procura ilustrar que, se o ser (on) é, então é uno no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] de ser simultaneamente único (monogenes; írg. 8, versos 11-13) e indivisível (adiaireton; ibid. versos 22-25). 4. Para apoiar a [[lexico:a:argumentacao:start|argumentação]] de Parmênides, [[lexico:z:zenao:start|Zenão]] construíra uma série de [[lexico:a:antinomias:start|antinomias]] dialéticas. Estas tomam a [[lexico:f:forma:start|forma]] de postular uma [[lexico:h:hipotese:start|hipótese]], neste caso em que há uma pluralidade de seres, e de mostrar que as conclusões que dela decorrem são tão absurdas como as apresentadas contra o Ser Uno de Parmênides (Parm. 128a-e). [[lexico:p:platao:start|Platão]] constrói um conjunto como este de [[lexico:h:hipoteses:start|hipóteses]] e coloca-as na boca do [[lexico:p:proprio:start|próprio]] Parmênides no [[lexico:d:dialogo:start|diálogo]] do mesmo [[lexico:n:nome:start|nome]]. O [[lexico:t:tema:start|tema]] é o uno (to hen). Os passos que se seguem (Parm. 137c ss.) envolvem uma série de obscuridades, não sendo a menor destas a de [[lexico:s:saber:start|saber]] se o uno em [[lexico:d:discussao:start|discussão]] é o Ser Uno de Parmênides ou a própria [[lexico:u:unidade:start|unidade]] [[lexico:t:transcendente:start|transcendente]] de Platão (a [[lexico:e:expressao:start|expressão]] grega é ambígua e em 135e Parmênides sugere que gostaria de alargar a [[lexico:d:dialetica:start|dialética]] de Zenão aos eide; mas confrontar 137b). De novo, é isto [[lexico:e:eristica:start|erística]] de Zenão ou [[lexico:d:dialektike:start|dialektike]] platônica (é chamada gymnasia em 135c-e)? 5. Seja o que for que a [[lexico:m:moderna:start|moderna]] [[lexico:i:investigacao:start|investigação]] diga sobre o assunto, e ela tende a ver a segunda metade do diálogo como considerações lógicas sobre o Ser Uno, o juízo da última [[lexico:t:tradicao:start|tradição]] platônica é claro. As hipóteses do Parmênides tornaram-se um texto [[lexico:s:sagrado:start|sagrado]] sobre o Uno como [[lexico:h:hypostasis:start|hypostasis]] transcendente. É citado com maior frequência do que qualquer outra [[lexico:o:obra:start|obra]] exceto o [[lexico:t:timeu:start|Timeu]] nas Enéades, e [[lexico:p:proclo:start|Proclo]] escreveu um comentário exaustivo sobre ele. 6. Teve Platão uma doutrina especial do Uno? Na [[lexico:m:medida:start|medida]] em que trata a unidade dos eide individuais, Platão sustenta continuamente que eles são indivisíveis ([[lexico:f:fedon:start|Fédon]] 78d, Republica 476a), e vai ao ponto de lhes chamar énades ou mónadas (Phil. 15a-b, 16d-e). Mas estamos consideravelmente pouco informados sobre o [[lexico:e:eidos:start|eidos]] do uno ou da própria Unidade. Platão dirige-se, de fato, ao uno (hen) e ao [[lexico:m:multiplo:start|múltiplo]] ([[lexico:p:plethos:start|plethos]]) como um [[lexico:p:problema:start|problema]] dialético no Phil. 13e-18d. Menciona, como já resolvido, o problema do múltiplo-no-uno ao nível de unidades orgânicas como o [[lexico:h:homem:start|homem]] (14d-e; ver [[lexico:h:holon:start|holon]]), mas permanece a questão intrigante do eidos monádico e da sua [[lexico:d:distribuicao:start|distribuição]] através da pluralidade de coisas materiais e o problema correlato da inter-relação ([[lexico:k:koinonia:start|koinonia]]) dos eide (15b-c; a questão é posta como estando para ser resolvida mas não o é; ver [[lexico:m:methexis:start|methexis]], [[lexico:m:mimesis:start|mimesis]]). Para resolver isto reporta-se à solução pitagórica (ou, como lhe chama, prometeica; 16c) de converter o hen e o plethos com per as e [[lexico:a:apeiron:start|apeiron]], que são, por sua vez, integrados no seu próprio [[lexico:p:processo:start|processo]] de reunião ([[lexico:s:synagoge:start|synagoge]]) e [[lexico:d:divisao:start|divisão]] ([[lexico:d:diairesis:start|diairesis]]). Estes últimos são, de fato, um [[lexico:m:movimento:start|movimento]] dialético do múltiplo para o Uno e vice-versa, mas o uno que a synagoge alcança não é de [[lexico:m:modo:start|modo]] algum um Uno transcendente, mas antes um eidos genérico do [[lexico:t:tipo:start|tipo]] descrito no Soph. 253d-e «como um eidos estendendo-se através de muitos eide que estão separados». 7. O [[lexico:s:sofista:start|sofista]] também levanta a questão do próprio Uno, i. e.; o eidos do hen, contra Parmênides (245a-b), não já o do diálogo platônico mas o [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]] da «Via da Verdade». Se o Ser Uno esférico é tal como Parmênides o descreve no frg. 8, versos 42 ss., então é um [[lexico:t:todo:start|todo]] feito de partes e, assim, tem de diferir do próprio Uno, que é perfeitamente simples. Mas o texto não tem [[lexico:s:sequencia:start|sequência]] por não nos informar que há um eidos do Uno. Quando, mais adiante no mesmo diálogo (254d ss.), Platão passa a discutir as «maiores espécies» dos eide, o Uno não está em [[lexico:e:evidencia:start|evidência]] em [[lexico:p:parte:start|parte]] nenhuma e [[lexico:p:plotino:start|Plotino]] tem de fazer uma [[lexico:e:explicacao:start|explicação]] longa para justificar que a sua omissão é apropriada (Enéadas VI, 2, 9-12). 8. A importância do uno em Platão é, então, exceto para o curioso problema do Parmênides, duma não maior relevância do que a dos outros eide e talvez menor do que a dos megista gene do Sofista. [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] mais flagrante, contudo, é a [[lexico:p:posicao:start|posição]] que este parece assumir na quase contemporânea [[lexico:a:academia:start|Academia]]. O tratamento próprio de Aristóteles quanto ao uno é classificá-lo entre os «[[lexico:t:transcendentais:start|transcendentais]]»: a unidade, como o ser, é predicada analogicamente através de todas as [[lexico:k:kategoriai:start|kategoriai]] (Metafísica 1003a-b, 1053b). Mas quanto ao um como unidade este não é mais do que a arche de uma série [[lexico:m:matematica:start|matemática]] (ibid. 1016b) e assim está convencido de que Platão deve [[lexico:t:ter:start|ter]] defendido que o Uno era uma substância separada (ibid. 996a; refutado 1001a-b) e a arche de todos os eide visto que o Uno e o Ser são os summa genera dos quais todos os eide são espécies (ibid. 996a, 998b). As [[lexico:o:origens:start|origens]] desta [[lexico:c:conviccao:start|convicção]] são algo difíceis de [[lexico:c:compreender:start|compreender]], mas estão obviamente ligadas à sua alegação, muitas vezes repetida, de que Platão identificou os eide com os números (ver [[lexico:a:arithmos:start|arithmos]] 3). Um outro comentário leva-nos na mesma direção. Aristóteles também declara que Platão identificou o Uno com o Bem (ibid. 1091a-b), e nós sabemos que isto se baseia em algo mais de que na [[lexico:l:leitura:start|leitura]] do famoso passo sobre o Bem transcendente na Republica 509b [[lexico:d:dado:start|dado]] que sabemos por outra [[lexico:f:fonte:start|fonte]] ([[lexico:a:aristoxeno:start|Aristóxeno]], Elem. harm. II, p. 30) que Platão fez também esta identificação na sua lição «Sobre o Bem» (ver [[lexico:a:agrapha-dogmata:start|agrapha dogmata]]) que tinha que ver com a matemática. 9. Aristóteles acrescenta que Espeusipo, sucessor de Platão, evitou esta dificuldade porque, se bem que fazendo do Uno uma arche, não o identificou com o Bem (ibid. 1091b) mas fez desta o resultado de um processo evolutivo (ibid. 1072b-1073a). As opiniões de Espeusipo sobre as próprias archai são igualmente referidas. Substituiu os eide platônicos pela [[lexico:m:mathematika:start|mathematika]] (Metafísica 1028b), derivando os números, conforme a prescrita maneira pitagórica, do Uno e da Pluralidade (ibid. 1085b, 1087b). O Uno de Espeusipo não é, pois, um princípio supremo num [[lexico:s:sistema:start|sistema]] monista, mas um de dois co-princípios do número. [[lexico:x:xenocrates:start|Xenócrates]] pertence à mesma tradição; fez dos eide números (1028b, 1069a, etc.) e derivou-os da [[lexico:m:monada:start|Mônada]] e da [[lexico:d:diade:start|Díade]], baseado numa exegese do Timeu 35a (Plutarco, De procr. an. 1012d). Prossegue identificando o Uno com o Pai e [[lexico:z:zeus:start|Zeus]], o Primeiro [[lexico:d:deus:start|Deus]], nons, enquanto a Díade pode ser chamada a Mãe dos [[lexico:d:deuses:start|deuses]] e a [[lexico:a:alma-do-mundo:start|alma do mundo]] (Aécio I, 7, 30). 10. Em todas estas teorias das archai é de notar que o uno permanece um fator estável; é o seu correlato que altera as nuances: o apeiron dos pitagóricos, a polarizada Díade Infinita de Platão e Xenócrates, e o plethos pluralista de Espeusipo e os pitagóricos (aoristos [[lexico:d:dyas:start|dyas]]; Metafísica 987b; ver [[lexico:p:physica:start|Physica]] 206b; a dyas não aparece na [[lexico:t:terminologia:start|terminologia]] de Phil. 24a-25b mas o que é descrito é dual na [[lexico:n:natureza:start|natureza]]). Uma [[lexico:o:opiniao:start|opinião]] bastante diferente aparece no [[lexico:r:renascimento:start|Renascimento]] pitagórico do primeiro século em que escritores como Eudoro (in Simplício, Physica 181) e Alexandre Polyhistor (D. L. viu, 25) descrevem um [[lexico:p:pitagorismo:start|pitagorismo]] que sustentava que a própria Díade Infinita derivava da [[lexico:m:monas:start|monas]]. 11. As afinidades entre [[lexico:p:pitagoras:start|Pitágoras]] e a Academia em breve foram exploradas por ambas as partes. O próprio Aristóteles já tinha unido as duas (ver mimesis e confrontar a frequente justaposição de Espeusipo e Pitágoras na Metafísica). A derivação dos [[lexico:p:principios:start|princípios]] transcendentes platônicos dos [[lexico:d:dialogos:start|diálogos]] posteriores feitos em termos de [[lexico:t:teoria:start|teoria]] pitagórica do número é particularmente assinalada, e esta [[lexico:r:referencia:start|referência]] de um pitagórico posterior, Moderato de Gades, foi conservada por Simplício (Physica 230-231). Nela estão presentes todas as posteriores hipóstases neoplatônicas: a primeira, o Uno, para [[lexico:a:alem:start|além]] do Ser; a segunda, o Uno que é realmente [[lexico:r:real:start|real]], o [[lexico:i:inteligivel:start|inteligível]], os eide; e a terceira, o Uno, que participa (methexis) do primeiro Uno e dos eide. A ênfase posta no Uno no tratado de Moderato é reveladora do seu ponto de vista pitagórico. Um [[lexico:r:relato:start|relato]] [[lexico:s:semelhante:start|semelhante]] das três hipóstases do acadêmico Albino mostra a sua [[lexico:o:orientacao:start|orientação]] no sentido do [[lexico:f:filebo:start|Filebo]] e do Timeu ao descrever as três hipóstases como [[lexico:n:nous:start|noûs]] (Epit. X, 1-2). Aqui, porém, há algo de Aristóteles: o primeiro noûs, além de ser o [[lexico:d:demiourgos:start|demiourgos]] (ibid. XII, 1) e o Pai e [[lexico:c:causa:start|causa]] de toda a [[lexico:b:bondade:start|bondade]] e verdade, pensa-se a si próprio (ibid. X, 3). Mas foi o Uno que eventualmente triunfou sobre o noûs. Numénio, pitagórico do século II, que Plotino estudou, já tinha reduzido o noûs e a [[lexico:f:funcao:start|função]] demiúrgica para o segundo [[lexico:l:lugar:start|lugar]] (ver noûs 18) e o seu «Primeiro Deus» é absolutamente uno e indivisível (Eusébio, Praep. Evang. XI, p. 537). 12. Este é, em [[lexico:e:essencia:start|essência]], o Uno, a primeira [[lexico:h:hipostase:start|hipóstase]] de Plotino, que está para além do Ser e completamente sem qualquer qualificação (Enéadas VI, 9, 3). A unidade não é [[lexico:p:predicado:start|predicado]] dele (VI, 9, 5); de fato, [[lexico:n:nada:start|nada]] está nele: ele é o que é, i. é, é a sua própria [[lexico:a:atividade:start|atividade]] e essência (VI, 8, 12-13). Contudo, duas correções se seguem: não é uma unidade numérica (monas; VI, 9, 5), nem é o aristotélico [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] do pensamento (VI, 7, 37; ver [[lexico:n:noesis:start|noesis]] 18). 13. A [[lexico:t:transcendencia:start|transcendência]] do Uno, afirmada com crescente ênfase na tradição filosófica posterior, leva a uma crise do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] (ver [[lexico:a:agnostos:start|agnostos]]). Plotino enfrenta o problema deste primeiro princípio transcendente que está para além do Ser, a [[lexico:a:apreensao:start|apreensão]] e a [[lexico:d:descricao:start|descrição]] por uma aplicação da teoria da mimesis e um recurso notável à [[lexico:i:introspeccao:start|introspecção]]. O problema da mimesis pode ser abordado por dois lados. Um, propriamente aristotélico, é o da unidade da [[lexico:p:pessoa:start|pessoa]] (ver Metafísica 1003b). Dele progride-se através de graus de unidade cada vez mais elevados até à simplicidade absoluta que é o Uno (VI, 9, 1-2). De um ponto de vista mais platônico, a [[lexico:i:inteleccao:start|intelecção]] é uma [[lexico:e:especie:start|espécie]] de movimento rotativo nos céus mas perturbado em nós por causa dos movimentos contraditórios provenientes do [[lexico:c:corpo:start|corpo]] (Timeu 37a-b; Leis X, 897d; ver noesis 11). Para Plotino o Uno é o centro imóvel de todos estes movimentos e numa [[lexico:m:metafora:start|metáfora]] de bailarinos em volta de um corifeu ele explica os nossos movimentos irregulares (v. g. [[lexico:s:sensacao:start|sensação]], [[lexico:r:raciocinio:start|raciocínio]] [[lexico:d:discursivo:start|discursivo]]) pelo nosso afastamento do regente aproximando-nos dos espectadores (VI, 9, 8; sobre o princípio da «[[lexico:a:atencao:start|atenção]]» ver noesis 21, noûs 18, e as observações extraordinárias em I, 4, 10). Em ambos os casos, assim, a verdadeira unidade deve ser procurada dentro de nós próprios. O Uno é conhecido não pelo raciocínio, que é necessariamente um exercício em pluralidade, mas pela [[lexico:p:presenca:start|presença]] (parousia) em nós da unidade (VI, 9, 4). A [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] do Uno é completada pela [[lexico:r:reflexao:start|reflexão]] interior, a «[[lexico:f:fuga:start|fuga]] do só para o Só» (VI, 9, 11), que procura tornar a [[lexico:a:alma:start|alma]] completamente simples (VI, 9, 7). No [[lexico:m:mundo:start|mundo]] inteligível, esta [[lexico:u:uniao:start|união]] [[lexico:m:mistica:start|mística]] com o Uno é uma [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] permanente, a verdadeira [[lexico:a:afrodite:start|Afrodite]] celestial; aqui, no entanto, é apenas ocasional, e nós experimentamos antes a [[lexico:v:vulgar:start|vulgar]] cortesã Afrodite (VI, 9, 9; sobre a própria união mística ocasional de Plotino com o Uno, ver [[lexico:p:porfirio:start|Porfírio]], Vita Plot. XXIII). 14. Tal como Plotino avança, in Enéadas VI, 9, 1-2, da unidade relativa para a unidade absoluta, do mesmo modo Proclo deriva o Uno [[lexico:a:absoluto:start|absoluto]] da presença de unos que participam (methexis) da Unidade (Elem. theol. props. 1-6; para o [[lexico:m:metodo:start|método]], cf. [[lexico:t:trias:start|trias]]). Há, como em Aristóteles, uma causa final transcendente (prop. 8), bem como uma causa eficiente transcendente (prop. 11); estas identificam-se e são o Uno (prop. 12-13). Para as outras hipóstases neoplatônicas, ver noûs, [[lexico:p:psyche-tou-pantos:start|psyche tou pantos]], [[lexico:p:psyche:start|psyche]]; para o modo de progressão, [[lexico:p:proodos:start|proodos]], trias. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}