===== GRAUS DO SER ===== (Graus de [[lexico:p:perfeicao:start|perfeição]]). Os [[lexico:g:graus-do-ser:start|graus do ser]] estruturam em sua [[lexico:d:diversidade:start|diversidade]] e [[lexico:h:harmonia:start|harmonia]] a [[lexico:o:ordem:start|ordem]] do [[lexico:u:universo:start|universo]]. Temos [[lexico:a:acesso:start|acesso]] a eles, partindo do [[lexico:h:homem:start|homem]], em [[lexico:q:quem:start|quem]] todos convergem como num centro. Como [[lexico:m:microcosmo:start|microcosmo]] (universo em [[lexico:p:ponto:start|ponto]] pequeno) ele reflete o [[lexico:m:macrocosmo:start|macrocosmo]] (universo grande). No homem se compenetram, antes de mais [[lexico:n:nada:start|nada]], os dois domínios fundamentais do espiritual e do corpóreo, que nele se reúnem para constituir "uma" [[lexico:n:natureza:start|natureza]] ou [[lexico:e:essencia:start|essência]]. Nesta o [[lexico:e:espirito:start|espírito]] é [[lexico:r:realidade:start|realidade]] mais poderosa em plenitude e profundeza do [[lexico:s:ser:start|ser]]. Mais ainda. Segundo S. [[lexico:t:tomas-de-aquino:start|Tomás de Aquino]], ele representa o [[lexico:t:tipo:start|tipo]] mais elevado de ser, o [[lexico:g:grau:start|grau]] supremo de [[lexico:v:vida:start|vida]], pois que, de algum [[lexico:m:modo:start|modo]], denota infinidade. — Partindo do homem, os graus do espírito ascendem ao sôbre-humano e os graus do [[lexico:c:corpo:start|corpo]] descem ao infra-humano. Ao espírito do homem convém, em seu operar, a infinidade, enquanto seu conhecer e querer podem abarcar tudo em [[lexico:g:geral:start|geral]] e, neste [[lexico:s:sentido:start|sentido]], ele "é, de algum modo, todas as [[lexico:c:coisas:start|coisas]]", consoante a [[lexico:f:formula:start|fórmula]] de [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] e de S. Tomás. Todavia, ele é, ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]], [[lexico:f:finito:start|finito]] em seu ser e, por seu corpo, está [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] à espacialidade e à [[lexico:t:temporalidade:start|temporalidade]], de [[lexico:s:sorte:start|sorte]] que deve conquistar tudo com seu [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] conceptual que [[lexico:p:parte:start|parte]] da [[lexico:i:intuicao-sensivel:start|intuição sensível]]. Já Aristóteles viu que, acima do espírito [[lexico:h:humano:start|humano]], era [[lexico:p:possivel:start|possível]] um espírito [[lexico:p:puro:start|puro]], ou seja, isento do corpóreo, uma vez que o espírito humano, em suas operações, precisa do corpo, apenas como [[lexico:c:condicao:start|condição]], e [[lexico:n:nao:start|não]] como [[lexico:p:principio:start|princípio]] co-operante, e em seu ser depende tão pouco do corpo que, após a [[lexico:m:morte:start|morte]], continuará sendo imortal sem ele. Espirito puro é, acima de tudo, [[lexico:d:deus:start|Deus]] que, sendo "o" Ser, é a plenitude absoluta ou é simplesmente [[lexico:i:infinito:start|infinito]]. Por isso mesmo, com sua [[lexico:i:intuicao-intelectual:start|intuição intelectual]] abarca tudo em [[lexico:t:todo:start|todo]] [[lexico:m:momento:start|momento]]; e, como [[lexico:o:origem:start|origem]] que é de todas as coisas, intui-as todas enquanto procedem de [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]]. Segundo a [[lexico:r:revelacao:start|revelação]] cristã, abaixo de Deus, há ainda [[lexico:e:espiritos:start|espíritos]] puros finitos, cada um dos quais participa, conforme sua [[lexico:s:situacao:start|situação]] na escala do ser, da [[lexico:v:visao:start|visão]] criadora de Deus, que desde o princípio neles imprime uma cópia de suas [[lexico:i:ideias:start|ideias]]. Desintegrando o homem gradualmente, podemos [[lexico:c:compreender:start|compreender]] o infra humano. O que resta, após a [[lexico:s:separacao:start|separação]] da vida espiritual, corresponde, plasmado sem [[lexico:d:duvida:start|dúvida]] numa [[lexico:t:totalidade:start|totalidade]] que lhe é peculiar, ao [[lexico:a:animal:start|animal]]. Possui, todavia, vida consciencial, circunscrita porém ao [[lexico:c:circulo:start|círculo]] de suas necessidades vitais. Separando também toda [[lexico:c:consciencia:start|consciência]], temos em resultado, moldado por seu turno numa totalidade peculiar sua, o [[lexico:v:vegetal:start|vegetal]], o qual com sua vida [[lexico:i:inconsciente:start|Inconsciente]] opera todavia de modo [[lexico:i:imanente:start|imanente]]. Prescindindo, por [[lexico:u:ultimo:start|último]], da vida em geral, chegamos ao inorgânico que em sua [[lexico:a:acao:start|ação]] e [[lexico:p:paixao:start|paixão]] está só referido ao [[lexico:e:exterior:start|exterior]]. Os degraus que constituem a escala do [[lexico:e:ente:start|ente]] intra-mundano são verdadeiros graus do ser, [[lexico:d:dado:start|dado]] que o ente existe só porque participa ([[lexico:p:participacao:start|participação]]) dele (ser). Em frente a esta concepção, N. [[lexico:h:hartmann:start|Hartmann]] não vê mais do que estratos do ente intra-mundano sem flexão interna ([[lexico:a:analogia:start|analogia]]) do ser. Como [[lexico:l:lei:start|lei]] suprema da estratificação, estabelece a seguinte: os estratos superiores não procedem dos inferiores e, por isso mesmo, não podem ser reduzidos a eles; contudo, dependem dos inferiores, porque sem eles não existiriam. — Note-se que esta última [[lexico:a:afirmacao:start|afirmação]] só com limitações é aplicável ao espírito humano, mas não o é, por [[lexico:f:forma:start|forma]] alguma, ao espírito puro. — Lötz. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}