===== FUNDAMENTO DO REALISMO ===== As páginas precedentes, determinando o [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de partida de uma [[lexico:e:epistemologia-tomista:start|epistemologia tomista]], resolviam já, em seu [[lexico:p:principio:start|princípio]], a [[lexico:q:questao:start|questão]] do [[lexico:r:realismo:start|realismo]]. Desde que pela [[lexico:r:reflexao:start|reflexão]] se toma [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] do que é o [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]], [[lexico:n:nao:start|não]] se pode mais fazer [[lexico:a:abstracao:start|abstração]] deste. Não será contudo inútil retornar a essa tomada de [[lexico:p:posicao:start|posição]] inicial a [[lexico:f:fim:start|fim]] de melhor destacar-lhe todas as condições e pelo [[lexico:p:proprio:start|próprio]] [[lexico:f:fato:start|fato]] de se aperceber mais nitidamente ainda do seu [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] correto. Previamente, deveremos julgar certas tentativas destinadas a justificar, de um ponto de vista crítico, o realismo do conhecimento. **- Algumas tentativas feitas para reencontrar o [[lexico:r:real:start|real]] a partir do [[lexico:c:cogito:start|cogito]].** [[lexico:d:descartes:start|Descartes]] abrira, com esta [[lexico:f:finalidade:start|finalidade]], duas vias sobre as quais não seremos demasiado surpreendidos de [[lexico:v:ver:start|ver]] o [[lexico:n:neotomismo:start|neotomismo]] se lançar. Lembremo-nos de início da maneira pela qual o autor das [[lexico:m:meditacoes-metafisicas:start|Meditações Metafísicas]] reencontrava, no [[lexico:t:termo:start|termo]] de suas reflexões, [[lexico:e:esse:start|esse]] [[lexico:m:mundo:start|mundo]] [[lexico:e:exterior:start|exterior]] do qual inicialmente se afastara. Se não estou seguro de que minhas [[lexico:i:ideias:start|ideias]] claras relativas ao mundo material não tenham sua [[lexico:o:origem:start|origem]] em mim, posso afirmar a mesma [[lexico:c:coisa:start|coisa]] das minhas sensações? Estas implicam uma passividade que requer fora de mim uma [[lexico:p:potencia:start|potência]] ativa proporcionada; ora esta não poderia [[lexico:s:ser:start|ser]] [[lexico:d:deus:start|Deus]], que então seria enganador; resta portanto que existem realidades corporais, [[lexico:c:causas:start|causas]] necessárias de minhas sensações. Diversas adaptações deste [[lexico:a:argumento:start|argumento]] foram tentadas. A [[lexico:a:afirmacao:start|afirmação]], na origem de nossas sensações, de uma [[lexico:c:causalidade:start|causalidade]] exterior, não é certamente inexata; mas não é de [[lexico:m:modo:start|modo]] algum recorrendo a esta causalidade que tomaremos consciência da [[lexico:o:objetividade:start|objetividade]] das ditas sensações. [[lexico:a:alem:start|Além]] disso, falseando completamente o [[lexico:m:mecanismo:start|mecanismo]] da [[lexico:p:percepcao:start|percepção]], este modo de proceder tem o inconveniente de me levar a considerar a [[lexico:i:imagem:start|imagem]] como uma duplicação puramente subjetiva do real exterior, ao passo que o apreendo imediatamente. Enfim, do ponto de vista crítico, poder-se-ia contestar esta utilização [[lexico:t:transcendente:start|transcendente]], ainda não justificada, do [[lexico:p:principio-de-causalidade:start|princípio de causalidade]]. É preciso evidentemente renunciar a tomar este [[lexico:c:caminho:start|caminho]]. De um [[lexico:o:outro:start|outro]] ponto de vista, mas que se inspira ainda em Descartes, tentou-se reencontrar o realismo. Desta vez, se fundamenta sobre a [[lexico:c:certeza:start|certeza]] da percepção do [[lexico:e:eu:start|eu]]. Não podemos, como o [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]] do [[lexico:d:discurso:start|discurso]], e após o próprio [[lexico:s:santo:start|santo]] [[lexico:a:agostinho:start|Agostinho]], assentar nossa certeza da [[lexico:e:existencia:start|existência]] de um mundo real sobre esta [[lexico:a:apercepcao:start|apercepção]] privilegiada e imediata do eu que nossa consciência reflexa atinge? Aqui, aparentemente, não há distância nem [[lexico:o:obstaculo:start|obstáculo]] entre o [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] cognoscente e o [[lexico:o:objeto:start|objeto]] conhecido: estão ontologicamente no mesmo [[lexico:p:plano:start|plano]] e, além do mais, são radicalmente idênticos um ao outro. Ali ainda é [[lexico:n:necessario:start|necessário]] formular as mais graves reservas a [[lexico:r:respeito:start|respeito]] das consequências sistemáticas que se pretendem tirar dessa [[lexico:a:apreensao:start|apreensão]], .concludente aliás no que concerne à existência do eu, do sujeito pensante. E desde logo haveria [[lexico:l:lugar:start|lugar]] para observar que esta apreensão do eu, mesmo se é reconhecida como imediata, não atinge a [[lexico:p:perfeicao:start|perfeição]] do conhecimento per essentiam que caracteriza a [[lexico:i:inteleccao:start|intelecção]] dos [[lexico:e:espiritos:start|espíritos]] puros. E sobretudo importa lembrar que, nas condições de [[lexico:u:uniao:start|união]] com nosso [[lexico:c:corpo:start|corpo]] em que se encontra nossa [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]], essa [[lexico:f:faculdade:start|faculdade]] não tem por objeto próprio, direta e imediatamente alcançado, o mundo dos espíritos, mas sim o das [[lexico:c:coisas:start|coisas]] materiais. Isto que eu percebo, ou de um modo [[lexico:g:geral:start|geral]], estes objetos que me circundam, são, tal é o [[lexico:r:reconhecimento:start|reconhecimento]] básico que se impõe à inteligência. Começar pela apercepção do eu, não é tomar o conhecimento na sua [[lexico:f:fonte:start|fonte]] e é, além disso, se expor a estas dissociações entre o [[lexico:s:sensivel:start|sensível]] e o [[lexico:i:inteligivel:start|inteligível]] que encontramos na origem de [[lexico:t:todo:start|todo]] o [[lexico:m:movimento:start|movimento]] idealista. Seria necessário acrescentar, nos colocando em um ponto de vista [[lexico:s:superior:start|superior]], que o [[lexico:v:valor:start|valor]] [[lexico:a:absoluto:start|absoluto]] de nosso conhecimento não deve [[lexico:e:estar:start|estar]] fundado em nenhuma apreensão [[lexico:p:particular:start|particular]] do ser, mas sobre a [[lexico:s:significacao:start|significação]] realista da [[lexico:n:nocao:start|noção]] transcendente de ser, a qual envolve, como o sabemos, de modo [[lexico:i:implicito:start|implícito]], todos os seres particulares, mas não se encontra monopolizada por nenhum deles **- Os [[lexico:e:elementos:start|elementos]] do [[lexico:j:juizo:start|juízo]].** Procedemos [[lexico:a:agora:start|agora]] de maneira positiva. Nosso inspirador principal aqui será o Pe. Roland-Cosselin, que, na [[lexico:p:parte:start|parte]] construtiva de seu Essai, analisara com um excepcional rigor o [[lexico:a:ato:start|ato]] de conhecer. Trata-se de [[lexico:s:saber:start|saber]] o mais clara e perfeitamente [[lexico:p:possivel:start|possível]] [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] conhecer. Não há outro [[lexico:m:meio:start|meio]] evidentemente para se chegar aí senão examinando atentamente nossos diversos conhecimentos. Para não nos estender muito, suporemos adquirida esta primeira conclusão: o ato perfectivo do conhecimento, aquele em que, em particular, ele toma consciência de modo distinto de [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]], é o juízo. Desde agora, portanto, nossa [[lexico:i:indagacao:start|indagação]] sobre a [[lexico:n:natureza:start|natureza]] do conhecimento se encontra centralizada sobre o juízo. Tomemos, para fixar nosso [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]], um juízo qualquer: "esta cortina é azul", e esforcemo-nos em discernir seus elementos constitutivos. Numa primeira abordagem somos surpreendidos pelo [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]] de [[lexico:u:unidade:start|unidade]] ou de ligação que apresenta. Tinha diante de mim duas noções, a de "cortina" e a de uma cair, o "azul"; afirmando "esta cortina é azul" eu unifico e ligo estas duas noções; reconhecendo sua conveniência, atribuo à segunda, a de "azul" à primeira, a de "cortina": o juízo se oferece ao meu olhar como uma [[lexico:r:relacao:start|relação]] de [[lexico:a:atribuicao:start|atribuição]]. Mas um outro relacionamento, mais fundamental, em um certo [[lexico:s:sentido:start|sentido]], me parece compreendido no ato de pensamento que analiso. Digo que a atribuição que acabo de proceder é verdadeira. O que se deve entender com isto? Que esta atribuição é conforme a [[lexico:r:realidade:start|realidade]]; meu juízo me parece [[lexico:v:verdadeiro:start|verdadeiro]] porque parece estar em relação de [[lexico:a:adequacao:start|adequação]] com o que é. Em um juízo tal qual este que examino, além da relação entre o sujeito e o [[lexico:p:predicado:start|predicado]], existe, igualmente percebido, uma relação entre meu pensamento e o ser, relação constitutiva da [[lexico:v:verdade:start|verdade]] deste juízo. É fácil de se dar conta de que esta relação é um [[lexico:e:elemento:start|elemento]] [[lexico:e:essencial:start|essencial]] desse ato. Se, com [[lexico:e:efeito:start|efeito]], suprimo esta relação, negando-a por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]]: "não, esta cortina efetivamente não é azul", meu primeiro juízo perde toda [[lexico:c:consistencia:start|consistência]]: não há mais relação com o que é, e a relação que estabelecera entre o sujeito e o predicado se esfuma. Seria fácil reconhecer que também outros juízos se prestam a decomposições semelhantes. Tal coisa é imediatamente evidente para todas as afirmações categóricas que implicam a cópula "é". É também quase manifesto que, nas proposições com sujeito e [[lexico:v:verbo:start|verbo]] sem cópula [[lexico:a:aparente:start|aparente]], "a neve cai", por exemplo, só verdadeiramente penso na [[lexico:m:medida:start|medida]] em que me refiro ao que é. E se considerássemos as outras formas de juízo que o [[lexico:l:logico:start|lógico]] distingue, como o juízo de relação, o juízo [[lexico:h:hipotetico:start|hipotético]], observaríamos que, tanto nestes casos como no precedente, só afirmo por uma [[lexico:r:referencia:start|referência]] ao real. Podemos, pois, concluir com o Pe. Roland-Gosselin (Essai, p. 43) : "... a [[lexico:a:analise:start|análise]] do juízo me permite constatar que o objeto não está inteiramente determinado para o sujeito, e não pode ser afirmado por ele, senão na medida em que é pensado em relação com "o que é". Sem esta relação o juízo é sem valor." Consideremos agora o aspecto [[lexico:s:subjetivo:start|subjetivo]] ou a [[lexico:a:atividade:start|atividade]] de conhecimento que está implicada no juízo. Se me é perguntado o que faz com que eu afirme que "esta cortina é azul"? O que responderia? -"É porque vejo que é assim, ou que a cortina me parece ser azul". Julgo que vejo ou que isto me aparece. E tomemos cuidado, pois esta aparição que condiciona meu pensamento não é necessariamente uma percepção dos sentidos; há um [[lexico:a:aparecer:start|aparecer]] no princípio dos meus mais abstratos juízos. Se digo por exemplo "o todo é maior do que a parte", é porque intelectualmente vejo que é assim. O aparecer ou, se quisermos, a [[lexico:e:evidencia:start|evidência]], é um elemento [[lexico:c:constitutivo:start|constitutivo]] de todo juízo. Assim, vemos o que convém [[lexico:p:pensar:start|pensar]] das filosofias que, à maneira kantiana, pretenderiam conduzir a [[lexico:o:operacao:start|operação]] do juízo a um ato de [[lexico:s:sintese:start|síntese]] pura. Em uma tal operação, certamente o [[lexico:e:espirito:start|espírito]] não está inativo, ele atribui positivamente o predicado ao sujeito; mas se o faz é porque se vê objetivamente determinado. Um juízo sem [[lexico:i:intuicao:start|intuição]], um juízo cego está totalmente fora de toda [[lexico:p:psicologia:start|psicologia]] real. Definitivamente, direi, portanto, que o juízo se manifestou a mim como um duplo relacionamento, apoiando-se finalmente sobre um valor de ser que me aparece e sobre a evidência de uma certa relação com o ser: "todo juízo supõe na origem, pelo menos [[lexico:l:logica:start|lógica]], da atividade do sujeito, uma "evidência de ser", e exige para ser plenamente determinado uma "evidência" do liame de atribuição, por meio da qual se exprime, com "aquilo que é" (Roland-Gosselin, Essai, p. 51). **- Significação realista do juízo.** O que é pois este ser, do qual me parece suspensa toda minha atividade judicativa? Afastemos previamente as [[lexico:s:significacoes:start|significações]] idealistas que poderiam ser dadas. Inicialmente, o ser ao qual se refere o juízo não é o ser, de alguma maneira subjetivo, que se encontra afirmado pela cópula: "esta cortina é azul"; a realidade a que me dirijo e pela qual me meço não é o "é" de minha [[lexico:p:proposicao:start|proposição]]. O que é efetivamente posto por meu pensamento, não é outra coisa senão o [[lexico:e:ens:start|ens]] verum, este "ser verdadeiro" distinguido por [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] e [[lexico:t:tomas-de-aquino:start|Tomás de Aquino]] do ens [[lexico:s:simpliciter:start|simpliciter]], o qual exprime a realidade da conformidade de minha inteligência ao ser [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]]. É em [[lexico:f:funcao:start|função]] deste próprio ser objetivo que julgo; e o ser da relação de verdade só tem sentido relativamente a ele. Não posso portanto dizer que, através de minha afirmação, sou eu [[lexico:q:quem:start|quem]] pôs o ser, como uma [[lexico:f:forma:start|forma]] proveniente do sujeito. Como também, este ser que mede meu pensamento não pode ser considerado como um [[lexico:p:puro:start|puro]] objeto, cuja realidade seria o ser pensado. Quem não vê, de um lado, que a relação de objetividade não é, de modo algum, constitutiva do que me aparece e, de outro lado, que o ser enquanto conhecido supõe ele mesmo o ser do qual não é senão um modo particular: a [[lexico:n:nocao-de-ser:start|noção de ser]] ultrapassa na sua significação a de objeto e lhe é portanto anterior: o ser não é formalmente o que é conhecido ou o que é objeto de conhecimento. Mas o que é então, em definitivo? Já o dissemos, ele é aquilo que é, esse [[lexico:c:complexo:start|complexo]] onde distinguimos estes dois aspectos de um "algo", de uma [[lexico:e:essencia:start|essência]], "que é" ou que é ordenada à existência. Esta última nos apareceu, por outro lado, como o elemento determinante [[lexico:u:ultimo:start|último]], como a [[lexico:a:atualidade:start|atualidade]] última de nossa noção. Ora, o real não é [[lexico:n:nada:start|nada]] mais do que aquilo que existe ou que se refere à existência. Dizer que o conhecimento é [[lexico:r:relativo:start|relativo]] ao que é ou que se reporta ao real, ou, portanto, que tem valor realista, é significar exatamente a mesma coisa. Esta consideração, tão decisiva quanto [[lexico:s:simples:start|simples]] e imediata, resolve quanto a si o [[lexico:p:problema:start|problema]] do realismo do conhecimento. Pelo fato de que, julgando, meço-me ao que é, meu conhecimento tem, em princípio, uma [[lexico:d:dimensao:start|dimensão]] realista. Conhecer, sei agora, é perceber o que é. Importa observar, no término desta análise, que este real a que me refiro e que afirmo nos meus juízos não possui sempre exatamente o mesmo valor. Há modalidades de ser diferentes. Se afirmo, por exemplo, que "o [[lexico:h:homem:start|homem]] é um bípede", coloco uma afirmação [[lexico:u:universal:start|universal]], possuindo evidentemente valor objetivo, mas cujo objeto não existe à maneira desta mesa que afirmo também [[lexico:e:existir:start|existir]]. O "fim do mundo" igualmente me aparece como algo, mas que será realizado somente no [[lexico:f:futuro:start|futuro]]. Em todos estes casos é efetivamente ao ser que termino por me referir, mas segundo modalidades de realização que não são todas iguais. No seu realismo, meu pensamento respeita, portanto, o valor mesmo da realidade dos seus diferentes objetos. Uma análise detalhada de meu conhecimento será necessária, para que eu possa apreciar o valor realista de cada um de seus modos. Conclusão — Ainda que devêssemos [[lexico:t:ter:start|ter]] sido demasiado breves, cremos haver mostrado de modo suficiente em que base se funda o realismo de nosso conhecimento. Nem a análise da [[lexico:s:sensacao:start|sensação]] pura, nem a afirmação do sujeito espiritual, conseguem assegurar convenientemente tal [[lexico:t:tese:start|tese]]; só a reflexão sobre o juízo nos coloca aqui no verdadeiro caminho. Restaria, para esclarecer completamente esta questão do [[lexico:f:fundamento-do-realismo:start|fundamento do realismo]], examinar as provas que quisemos dar tomando como ponto de apoio os valores de [[lexico:o:ordem:start|ordem]] apetitiva: os [[lexico:i:imperativos:start|imperativos]] da [[lexico:r:razao-pratica:start|razão prática]], a [[lexico:c:crenca:start|crença]], ou ainda, a [[lexico:a:acao:start|ação]]. Pode acontecer que os argumentos que se costumam escalonar, partindo-se destes elementos subjetivos, não sejam sempre desprovidos de valor. Mas é certo que não podem substituir essa [[lexico:t:tomada-de-consciencia:start|tomada de consciência]] direta do realismo de nosso conhecimento especulativo que alcança, na sua verdadeira natureza, a relação fundamental do pensamento com o ser. O ponto de partida ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]] da [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]] e da [[lexico:t:teoria-do-conhecimento:start|teoria do conhecimento]] não está na ação, mas nesta apreensão refletida do ser que se realiza no juízo. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}