===== FILOSOFISMOS ===== A extrema degradação a que chegou a [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] com o [[lexico:p:positivismo:start|positivismo]], o [[lexico:m:materialismo:start|materialismo]], o [[lexico:s:sociologismo:start|sociologismo]] e todos os filosofismos correlatos, combatendo as verdades da [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] [[lexico:n:natural:start|natural]] pela [[lexico:u:utopia:start|utopia]] das fórmulas físico-químicas, gerou toda a [[lexico:a:angustia:start|angústia]] contemporânea, cujo [[lexico:u:unico:start|único]] remédio consiste precisamente em sair do [[lexico:c:circulo-vicioso:start|círculo vicioso]] de um [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] que nega verbalmente o [[lexico:s:ser:start|ser]] com os seus [[lexico:p:principios:start|princípios]] e depois reduz o ser aos acidentes e os [[lexico:p:principios-da-inteligencia:start|princípios da inteligência]] aos princípios da [[lexico:m:matematica:start|matemática]] para completar a falsificação do [[lexico:m:mundo:start|mundo]] e da [[lexico:v:vida:start|vida]]. A solução deve consistir na restauração da filosofia autêntica do ser, fundada na [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] quotidiana, esclarecida pelos princípios imutáveis da [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]], os quais nos conduzem à [[lexico:e:essencia:start|essência]] do ser, princípios esses que se nutrem da experiência [[lexico:s:sensivel:start|sensível]], da experiência volitiva que intui a [[lexico:e:existencia:start|existência]] do ser, da experiência emotiva que intui o [[lexico:v:valor:start|valor]] do ser e da vida. A restauração da filosofia do ser [[lexico:n:nao:start|não]] é outra cousa senão o [[lexico:r:retorno:start|retorno]] ao [[lexico:s:senso:start|senso]] natural, a abolição do [[lexico:e:esforco:start|esforço]] contra-naturam do pensamento [[lexico:m:moderno:start|moderno]] com suas raízes cartesianas e do pensamento contemporâneo com suas raízes kantianas. No entanto, esta restauração teria parecido geralmente [[lexico:i:impossivel:start|impossível]], enquanto se acreditasse na infalibilidade dos métodos matemáticos do [[lexico:c:conhecimento-cientifico:start|conhecimento científico]], com a sua [[lexico:v:visao:start|visão]] físico-química e homogênea da [[lexico:r:realidade:start|realidade]]. Mas depois da revisão do valor filosófico da [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] contemporânea, pela [[lexico:c:critica:start|crítica]] principalmente de Boutroux e [[lexico:b:bergson:start|Bergson]], havendo caído o castelo de cartas sobre o qual se apoiava [[lexico:t:todo:start|todo]] positivismo e todo materialismo, juntamente com o sociologismo e o [[lexico:f:fenomenismo:start|fenomenismo]] evolucionista, o [[lexico:c:caminho:start|caminho]] que se abre, não é o de uma nova contradictio in adiecto, qual por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]] a do "[[lexico:e:existencialismo:start|existencialismo]]" que toma por necessária uma existência [[lexico:c:contingente:start|contingente]]. O caminho que se abre é o de um retorno, não à filosofia do passado, (porque a filosofia verdadeira ou é perene ou não é filosofia) e sim um retorno à filosofia da consciência natural, esclarecida pelos princípios da inteligência, apoiada pela tríplice [[lexico:i:intuicao:start|intuição]] intelectiva, volitiva e emotiva do mundo e da vida: aquela filosofia em [[lexico:s:suma:start|suma]], que não pretende forjar e sim descobrir a [[lexico:v:verdade:start|verdade]], reabilitando a [[lexico:r:razao:start|razão]] contra o [[lexico:r:racionalismo:start|racionalismo]] e levando a intuição intelectiva da realidade até suas últimas conseqüências, sem se confinar ao matematismo, no qual redundou toda visão racionalista da realidade. Toda a [[lexico:o:obra:start|obra]] de Bergson, que parece dirigida contra a inteligência, em verdade não o é senão contra as formas matemático-quantitativas do [[lexico:s:saber-cientifico:start|saber científico]], contra a ciência contemporânea, a qual, depois de haver falsificado a realidade do mundo [[lexico:e:exterior:start|exterior]], pretendeu ainda aplicar suas "leis" à "[[lexico:a:analise:start|análise]]" da vida interior, reduzindo a uma só e horizontal [[lexico:h:homogeneidade:start|homogeneidade]] toda a complexa heterogeneidade dos seres e do Ser, do mundo e da vida. Delinear novamente uma filosofia dos seres e do Ser, não é, nem pode ser outra cousa, senão retomar os pontos fundamentais do que se chamou o pensamento escolástico e isto simplesmente porque esta é uma doutrina que se apoia sobre a experiência [[lexico:r:real:start|real]] e integral da vida, a experiência do Ser e do [[lexico:e:existir:start|existir]]; e [[lexico:q:quem:start|quem]] quisesse abolir os fundamentos da doutrina [[lexico:e:escolastica:start|escolástica]] e reconstruir novamente uma filosofia fundada na consciência natural e nos [[lexico:p:primeiros-principios:start|primeiros princípios]] da Inteligência, [[lexico:n:nada:start|nada]] mais faria do que reconstruir essa mesma filosofia escolástica, que não é a [[lexico:t:teoria:start|teoria]] inventada por este ou aquele [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]], por [[lexico:f:forca:start|força]] desta ou daquela circunstância histórico-social, e sim, a doutrina [[lexico:d:descoberta:start|descoberta]] pelo [[lexico:p:pensamento-filosofico:start|pensamento filosófico]] na realidade objetiva do mundo, do [[lexico:h:homem:start|homem]] e de [[lexico:d:deus:start|Deus]]. E pelo [[lexico:f:fato:start|fato]] de que essa realidade é uma só, desde que a sua experiência seja esclarecida pelos princípios da [[lexico:i:intuicao-intelectual:start|intuição intelectual]], a sua formulação em termos filosóficos há de ser um conjunto de conclusões harmônicas e intemporais. Isto porque, os princípios da filosofia são [[lexico:u:universais:start|universais]] e não peculiares, na sua essência, a esta ou aquela [[lexico:c:cultura:start|cultura]], como acreditava [[lexico:s:spengler:start|Spengler]]. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}