===== FILOSOFIAS DA ÍNDIA ===== Todas as [[lexico:f:filosofias-da-india:start|filosofias da Índia]] apresentam-se como uma [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]] e uma retomada dos hinos védicos, escritos há cinco milênios; eles próprios representam somente um [[lexico:e:esforco:start|esforço]] para fixar uma [[lexico:v:visao:start|visão]] completa e total da [[lexico:v:verdade:start|verdade]], herdada de "longínquos ancestrais" num passado muito distante. O [[lexico:p:principio:start|princípio]] da [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] hindu é que o [[lexico:s:saber:start|saber]] [[lexico:a:abstrato:start|abstrato]] [[lexico:n:nao:start|não]] tem em si nenhum [[lexico:v:valor:start|valor]] se não nos conduz a fazer uma [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] da verdade. Exprimindo-se inicialmente através de "invocações" (mantra), e depois de "parábolas" (upanixades), "ritos" (brahmana) e "técnicas" ([[lexico:i:ioga:start|ioga]]), a filosofia contemporânea encontrou em [[lexico:a:aurobindo:start|Aurobindo]] uma [[lexico:e:expressao:start|expressão]] discursiva e [[lexico:r:racional:start|racional]]. [[lexico:t:todo:start|todo]] o [[lexico:p:problema:start|problema]] é ultrapassar o [[lexico:d:dualismo:start|dualismo]] [[lexico:n:natural:start|natural]] da [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] comum ([[lexico:m:maya:start|Maya]]) e participar da [[lexico:v:vida:start|vida]] divina (lila). Para chegar a isso, Madhvacharya preconizava o [[lexico:c:caminho:start|caminho]] da adoração, e Çankaracharya o do [[lexico:t:trabalho:start|trabalho]] interior. Contrapõe-se geralmente as filosofias do [[lexico:d:desapego:start|desapego]] ([[lexico:v:vedanta:start|vedanta]], çivaismo, [[lexico:b:budismo:start|budismo]]) ao [[lexico:m:misticismo:start|misticismo]], que, ao contrário, nos convida a perder-mo-nos no [[lexico:m:mundo:start|mundo]] (tantrismo, vishnuismo). Doutrina da [[lexico:s:sabedoria:start|sabedoria]] sem [[lexico:s:ser:start|ser]] por isso [[lexico:i:irracional:start|irracional]], a filosofia hindu exerceu sempre um forte poder de [[lexico:s:seducao:start|sedução]] sobre a filosofia ocidental; inspirou diretamente a filosofia de [[lexico:s:schopenhauer:start|Schopenhauer]], e indiretamente uma certa [[lexico:t:tradicao:start|tradição]] de nossa filosofia, que passa notadamente por [[lexico:p:plotino:start|Plotino]]. [[lexico:b:bergson:start|Bergson]] consagrou — um capítulo das Duas fontes da [[lexico:m:moral:start|moral]] e da [[lexico:r:religiao:start|religião]] ao misticismo hindu, oposto ao misticismo cristão. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}