===== FILOSOFIA PATRÍSTICA ===== Entende-se por [[lexico:f:filosofia-patristica|filosofia patrística]] o conjunto de [[lexico:i:ideias|ideias]] filosóficas da [[lexico:e:epoca|época]] [[lexico:p:patristica|patrística]], isto é, dos Padres da Igreja e da [[lexico:a:antiguidade|antiguidade]] cristã. A [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] patrística [[lexico:n:nao|não]] possui [[lexico:u:unidade|unidade]] [[lexico:s:sistematica|sistemática]] nem histórico-evolutiva, mas assume importância histórico-filosófica, como preparação da [[lexico:e:escolastica|escolástica]]. As ideias filosóficas estão entranhadas na [[lexico:v:vida|vida]] cristã e na penetração teológica do patrimônio da [[lexico:f:fe|fé]], no qual encontram sua [[lexico:n:norma|norma]]. Só em poucos autores, nomeadamente em S. [[lexico:a:agostinho|Agostinho]], adquirem ampla elaboração autônoma. O cristianismo, a [[lexico:p:principio|princípio]], não tinha [[lexico:n:necessidade|necessidade]] alguma de atuação filosófica, no que respeita à fé na [[lexico:r:revelacao|revelação]] divina feita por Cristo. A [[lexico:s:situacao|situação]] variou, quando se fez sentir a necessidade de defender ([[lexico:a:apologistas|apologistas]]) a doutrina cristã perante os que lhe eram estranhos, e de [[lexico:m:modo|modo]] peculiar perante as pessoas cultas. Na polêmica travada contra o [[lexico:p:politeismo|politeísmo]], utilizaram-se ideias da filosofia antiga, ideias porém que eram, ao mesmo [[lexico:t:tempo|tempo]], rejeitadas como [[lexico:f:fundamento|fundamento]] suficiente da vida. Novo contacto com a filosofia, ofereceu-o a polêmica da Igreja com a balbuciante [[lexico:e:especulacao|especulação]] religiosa do [[lexico:g:gnosticismo|gnosticismo]]. Este não se satisfazia com a [[lexico:s:simples|simples]] [[lexico:c:crenca|crença]] dos cultos religiosos (dos judeus, dos pagãos, dos cristãos), mas pretendia ascender, por sobre eles, à gnose, ao [[lexico:s:saber|saber]] especulativo. Ao [[lexico:s:sincretismo|sincretismo]] e [[lexico:s:simbolismo|simbolismo]] ([[lexico:s:simbolo|símbolo]]) fantasioso da "falsa" gnose opôs Clemente de [[lexico:a:alexandria|Alexandria]] a gnose "verdadeira", uma combinação da [[lexico:f:filosofia-grega|filosofia grega]] com a [[lexico:t:tradicao|tradição]] cristã, que, apropriando-se os recursos conceptuais filosóficos e transformando-os, se propõe chegar a uma dogmática especulativa e sistemática. Foi Orígenes [[lexico:q:quem|quem]] pela primeira vez a elaborou. Embora repelida em muitos pontos pela [[lexico:c:consciencia|consciência]] eclesiástica, continuou ela sendo o princípio dominante da [[lexico:u:uniao|união]] de [[lexico:t:teologia|teologia]] e filosofia, que, através de S. Agostinho, passou para a escolástica. 0 cristianismo repudiou sempre o [[lexico:e:epicurismo|epicurismo]] e o [[lexico:c:ceticismo|ceticismo]]. [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]], cuja [[lexico:e:escola|escola]] se entregou de preferência a [[lexico:a:atividades|atividades]] literárias eruditas, exerceu também pouca [[lexico:i:influencia|influência]] sobre a filosofia patrística. As fontes desta são principalmente o [[lexico:e:estoicismo|estoicismo]], o [[lexico:p:platonismo|platonismo]], a filosofia religiosa de Fílon e, mais que tudo, o [[lexico:n:neoplatonismo|neoplatonismo]], as doutrinas do qual não foram entanto aceitas sem prévia [[lexico:s:selecao|seleção]] eprofunda remodelação. Historicamente eficaz foi a filosofia patrística principalmente na [[lexico:f:forma|forma]] que S. Agostinho lhe deu (augustinismo). — [[lexico:b:brugger|Brugger]].