===== FILOSOFIA DA RELIGIÃO ===== [[lexico:f:filosofia-da-religiao|filosofia da religião]] é a [[lexico:i:investigacao|investigação]] filosófica da [[lexico:r:religiao|religião]] como tal ou daquilo pelo qual as religiões históricas se distinguem, enquanto religião, dos restantes fenômenos culturais. Sua investigação primordial incide sobre a [[lexico:e:essencia|essência]] da religião, sobre o que esta é e deve [[lexico:s:ser|ser]] na plenitude de seu [[lexico:c:conceito|conceito]]. Desde este [[lexico:p:ponto|ponto]] de vista, importa determinar um conceito de religião que, por um lado, seja bastante amplo para abarcar em si integralmente a [[lexico:e:experiencia|experiência]] histórica da religião e, por [[lexico:o:outro|outro]] lado, suficientemente determinado para excluir [[lexico:t:todo|todo]] e qualquer substitutivo da religião. Para esclarecer a essência da religião, a [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] serve-se da [[lexico:t:teologia|teologia]] [[lexico:n:natural|natural]], que põe o [[lexico:p:problema-de-deus|problema de Deus]] e da [[lexico:p:possibilidade|possibilidade]] de conhecê-lo. Mas, para [[lexico:a:apreender|apreender]] a religião em suas manifestações históricas, a filosofia da religião precisa da [[lexico:c:ciencia|ciência]] comparada das religiões e da [[lexico:f:fenomenologia|fenomenologia]] religiosa, ou seja, da [[lexico:d:descricao|descrição]] [[lexico:e:eidetica|eidética]] da religião que ponha em destaque o que nos atos religiosos fundamentais e especiais há de específico. Só aferindo as manifestações históricas da religião pelo conceito prenhe da mesma é que a filosofia da religião consegue formar um [[lexico:j:juizo|juízo]] valorativo das religiões. Tanto a [[lexico:n:natureza|natureza]] de [[lexico:d:deus|Deus]] enquanto ser [[lexico:p:pessoal|pessoal]], como o [[lexico:f:fato|fato]] de muitas religiões apelarem para comunicações divinas, tornam [[lexico:n:necessario|necessário]] que a filosofia da religião se ocupe da [[lexico:q:questao|questão]] da possibilidade da [[lexico:r:revelacao|revelação]]. — As pesquisas sobre as condições concretas da [[lexico:o:origem|origem]] e do cunho peculiar da religião no [[lexico:h:homem|homem]] individual, pertencem ao domínio da [[lexico:p:psicologia-da-religiao|psicologia da religião]] ([[lexico:p:psicologia|psicologia]] da religião); as pesquisas relativas às formas comunitárias da religião, à sua [[lexico:p:posicao|posição]] perante a [[lexico:c:cultura|cultura]] e [[lexico:v:vida|vida]] do [[lexico:e:espirito|espírito]], são do domínio da [[lexico:s:sociologia|sociologia]] da religião. A filosofia da religião como [[lexico:d:disciplina|disciplina]] filosófica [[lexico:p:particular|particular]], foi criada pelo [[lexico:n:neokantismo|neokantismo]]. A filosofia neokantiana da religião reduz a religião a um "[[lexico:a:a-priori|a priori]]" [[lexico:r:religioso|religioso]]. Isto é [[lexico:v:verdade|verdade]], na [[lexico:m:medida|medida]] em que o homem por natureza se sintoniza com o religioso, mas o neokantismo erra, quando nega o ser ao [[lexico:o:objeto|objeto]] da religião. —[[lexico:b:brugger|Brugger]].