===== FILOSOFIA DA LINGUAGEM ===== O [[lexico:e:estudo|estudo]] da [[lexico:l:linguagem|linguagem]] por [[lexico:p:parte|parte]] da [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] é tão antigo como a própria filosofia. Já na [[lexico:a:antiguidade|antiguidade]] existia a [[lexico:o:opiniao|opinião]] de que a linguagem se devia atribuir a um convênio [[lexico:a:arbitrario|arbitrário]] dos homens ([[lexico:s:sofistas|sofistas]]), opinião esta oposta a outra que considerava a linguagem como [[lexico:a:alguma-coisa|alguma coisa]] dada pela [[lexico:n:natureza|natureza]] (Estóicos). [[lexico:p:platao|Platão]] e [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]] adotaram [[lexico:p:posicao|posição]] intermédia. A [[lexico:f:filosofia-da-linguagem|filosofia da linguagem]] como peculiar [[lexico:d:disciplina|disciplina]] filosófica existe só desde W. von [[lexico:h:humboldt|Humboldt]]. Foi estimulada principalmente pela [[lexico:l:linguistica|linguística]] comparada (estudo da [[lexico:f:funcao|função]] [[lexico:u:universal|universal]] da linguagem e da [[lexico:e:estrutura|estrutura]] [[lexico:e:essencial|essencial]] da mesma) e pela [[lexico:p:psicologia|psicologia]] empírica ([[lexico:i:investigacao|investigação]] dos [[lexico:e:elementos|elementos]] da linguagem e de suas condições psíquico-físicas.) — As mais importantes tarefas da filosofia da linguagem são o esclarecimento das [[lexico:r:relacoes|relações]] entre [[lexico:p:pensamento|pensamento]] e [[lexico:f:fala|fala]] (primazia e [[lexico:i:influencia|influência]]), entre as funções expressiva e representativa da linguagem, a elucidação das condições psíquico-físicas da fala, do papel desempenhado pelo [[lexico:i:individuo|indivíduo]] e pela [[lexico:c:comunidade|comunidade]] nacional na construção da [[lexico:l:lingua|língua]], das relações entre a linguagem-tipo e a estrutura das línguas particulares, a investigação da [[lexico:o:origem|origem]] primeira da linguagem no [[lexico:t:tempo|tempo]], [[lexico:b:bem|Bem]] como da origem da linguagem na criança e na ulterior [[lexico:e:evolucao|evolução]] da língua. — As direções da filosofia da linguagem divergem principalmente na [[lexico:q:questao|questão]] da coordenação de pensamento e língua. Enquanto a antiga filosofia da linguagem admitia unanimamente a independência e supremacia do pensamento em [[lexico:r:relacao|relação]] à fala, sendo diversamente concebida a relação entre ambos (segundo a direção empirista : a linguagem é produzida pelo pensamento, com o [[lexico:f:fim|fim]] de este se comunicar; segundo a direção idealista , a linguagem é [[lexico:m:manifestacao|manifestação]] perfeitamente adequada do pensamento), muitos autores modernos absorvem o pensamento na linguagem (Ipsen) ou o derivam desta (Stenzel). — [[lexico:b:brugger|Brugger]].