===== FILOSOFIA COMO CIÊNCIA RIGOROSA ===== O escopo fundamental de [[lexico:h:husserl|Husserl]] pode caracterizar-se como busca de uma fundamentação absoluta das ciências através de um [[lexico:s:saber|saber]] originário, de um saber radical. Contrariamente às tendências positivistas da [[lexico:e:epoca|época]], Husserl [[lexico:n:nao|não]] vai buscar [[lexico:e:esse|esse]] saber fundamentador a uma [[lexico:c:ciencia|ciência]] [[lexico:p:particular|particular]] — a [[lexico:p:psicologia|psicologia]] científica — nem tão pouco se reduz a uma [[lexico:r:reflexao|reflexão]] sobre a [[lexico:e:enciclopedia|enciclopédia]] das ciências e seus métodos. Procura antes alcançar um terreno anterior a qualquer construção científica, onde se dará [[lexico:r:razao|razão]] do [[lexico:o:objeto|objeto]] e da [[lexico:v:validade|validade]] de cada uni dos saberes particulares. A [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] aparece como uma [[lexico:s:sondagem|sondagem]] prévia da conexão entre o [[lexico:s:ser|ser]] e o saber. A filosofia é fundamentação absoluta. Esta exigência de Husserl leva-o a conceber "a [[lexico:f:filosofia-como-ciencia-rigorosa|filosofia como ciência rigorosa]]". Rigor que não é interpretado à maneira das ciências existentes, mas no [[lexico:s:sentido|sentido]], [[lexico:b:bem|Bem]] preciso, de ser, como escreve no Epílogo às minhas [[lexico:i:ideias|ideias]], «ciência de fundamentação última, ou [[lexico:o:o-que-e|o que é]] o mesmo, á partir de auto-responsabilidade última, na qual, por conseguinte, não atua [[lexico:e:evidencia|evidência]] predicativa e pré-predicativa alguma como base inquestionada do [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]]»; portanto, num [[lexico:p:plano|plano]] prévio a qualquer elaboração científica e mesmo ao da [[lexico:v:vida|vida]] quotidiana. [Morujão]