===== FILOSOFIA ALEMÃ ===== Designa, quase exclusivamente, o período ([[lexico:f:fim|fim]] do séc. XVIII — [[lexico:c:comeco|começo]] do séc. XIX) que vai de [[lexico:k:kant|Kant]] a [[lexico:h:hegel|Hegel]] e constitui a grande [[lexico:e:epoca|época]] do [[lexico:i:idealismo-alemao|idealismo alemão]] (Kant, [[lexico:r:reinhold|Reinhold]], Maïmon, [[lexico:f:fichte|Fichte]], [[lexico:j:jacobi|Jacobi]], [[lexico:s:schelling|Schelling]], Hegel). [[lexico:e:esse|esse]] período foi precedido, no séc. XVII, pela [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] de [[lexico:l:leibniz|Leibniz]], reexposta e divulgada por [[lexico:w:wolff|Wolff]]. Foi seguido, no séc. XIX, pelo [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]] do [[lexico:n:neokantismo|neokantismo]], que se esforça por aprofundar a [[lexico:t:teoria|teoria]] kantiana do [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] e por adaptá-la às formas da ciencia [[lexico:m:moderna|moderna]] ([[lexico:e:escola-de-marburgo|escola de Marburgo]]: H. [[lexico:c:cohen|Cohen]], P. [[lexico:n:natorp|Natorp]], E. [[lexico:c:cassirer|Cassirer]]); pela [[lexico:f:filosofia-dos-valores|filosofia dos valores]] da [[lexico:e:escola-de-baden|escola de Baden]]: Lotze, H. [[lexico:r:rickert|Rickert]]; pelo nascimento da [[lexico:f:fenomenologia|fenomenologia]] com Edmund [[lexico:h:husserl|Husserl]]. Destaque-se, no começo do séc. XX, a [[lexico:o:obra|obra]] profunda de E. [[lexico:l:lask|Lask]], que tenta fazer a [[lexico:s:sintese|síntese]] do [[lexico:c:criticismo|criticismo]] kantiano e do [[lexico:i:intuicionismo|intuicionismo]] da fenomenologia; a [[lexico:f:filosofia-da-natureza|filosofia da natureza]] de Nicolai [[lexico:h:hartmann|Hartmann]]; a renovação do [[lexico:i:idealismo|Idealismo]] alemão com Arnold Gehlen, a filosofia do [[lexico:s:ser|ser]] de Martin [[lexico:h:heidegger|Heidegger]] e a [[lexico:f:filosofia-da-existencia|filosofia da existência]] de Karl [[lexico:j:jaspers|Jaspers]]. De um [[lexico:m:modo|modo]] [[lexico:g:geral|geral]], a [[lexico:f:filosofia-alema|filosofia alemã]] está marcada, ao longo de toda a sua [[lexico:h:historia|história]], por um duplo [[lexico:d:desejo|desejo]] de aprofundamento, que se desenvolve por vezes à custa da clareza das [[lexico:i:ideias|ideias]] e que tem sua [[lexico:o:origem|origem]] na [[lexico:m:mistica|mística]] de [[lexico:m:mestre|mestre]] Eckart (séc. XIII — XIV) e de J. Boehme (séc. XVI), e da clareza [[lexico:a:analitica|analítica]] própria ao [[lexico:e:espirito|espírito]] alemão. Pode-se distinguir, nessa história, os racionalistas, que se inspiram na segunda [[lexico:t:tendencia|tendência]] (Leibniz, séc. XVII; Kant, Fichte, séc. XVIII — XIX; Husserl, E. Lask, séc. XX), e os românticos, que se inspiram na primeira (Schelling, Hegel, Heidegger).