===== FILOLOGIA ===== (gr. philologia; lat. philologia; in. Philology; fr. Philologie, al. Philologie; it. Filologia). Para [[lexico:p:platao:start|Platão]], essa [[lexico:p:palavra:start|palavra]] significava [[lexico:a:amor:start|amor]] aos discursos (Teet., 161 a); na idade [[lexico:m:moderna:start|moderna]], passou a designar a [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] da palavra, ou melhor, o [[lexico:e:estudo:start|estudo]] [[lexico:h:historico:start|histórico]] da [[lexico:l:lingua:start|língua]]. [[lexico:v:vico:start|Vico]] opôs filologia e [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]]: "A filosofia contempla a [[lexico:r:razao:start|razão]] de onde [[lexico:p:parte:start|parte]] a ciência do [[lexico:v:verdadeiro:start|verdadeiro]]; a filologia observa a [[lexico:a:autoridade:start|autoridade]], o arbítrio [[lexico:h:humano:start|humano]], de onde parte a [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] do certo" (Scienza nuova, dign. 10). Seria [[lexico:t:tarefa:start|tarefa]] dos filólogos o "[[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] das línguas e dos feitos dos povos". filologia e filosofia completam-se no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] de que os filósofos deveriam "conferir" suas razões com a autoridade dos filólogos, e os filólogos deveriam "confirmar" sua autoridade com a razão dos filósofos. No [[lexico:c:conceito:start|conceito]] [[lexico:m:moderno:start|moderno]], filologia é a ciência que tem por [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]] a reconstituição histórica da [[lexico:v:vida:start|vida]] do passado através da língua, portanto dos seus documentos literários. Por conseguinte, os projetos e os resultados dessa ciência, do [[lexico:m:modo:start|modo]] como ela se formou, sobretudo no séc. XIX, vão muito [[lexico:a:alem:start|além]] da humilde tarefa à qual desejaram limitá-la os filósofos do [[lexico:i:idealismo:start|Idealismo]] romântico. [[lexico:h:hegel:start|Hegel]] já se opunha aos "filólogos", historiadores que faziam seu [[lexico:t:trabalho:start|trabalho]] em [[lexico:n:nome:start|nome]] da [[lexico:h:historia:start|história]] filosófica, única história capaz de descobrir [[lexico:a:a-priori:start|a priori]] o [[lexico:p:plano:start|plano]] providencial do [[lexico:m:mundo:start|mundo]] (Philosophie der [[lexico:g:geschichte:start|Geschichte]], ed. Lasson, pp. 8 ss.). No mesmo sentido, [[lexico:c:croce:start|Croce]] chamava de história filológica a história dos historiadores, à qual contrapunha a história "especulativa", que identificava com a filosofia (Croce, [[lexico:t:teoria:start|teoria]] e storia della storiografia, 1917; La storia comepensiero e come azione, 1938). Na [[lexico:r:realidade:start|realidade]], a história filológica é a história dos historiadores, ao passo que a história especulativa [[lexico:n:nada:start|nada]] mais é que a concepção providencialista do mundo histórico, que nada tem a [[lexico:v:ver:start|ver]] com a [[lexico:h:historiografia:start|historiografia]] científica. O [[lexico:a:adjetivo:start|adjetivo]] filológico [[lexico:n:nao:start|não]] pode sequer [[lexico:s:ser:start|ser]] usado para designar formas monótonas e [[lexico:m:mal:start|mal]] realizadas de historiografia, pois a filologia não é em nada responsável por elas. Tampouco a [[lexico:f:funcao:start|função]] de conservação e reconstituição do material documentário e das fontes, que [[lexico:n:nietzsche:start|Nietzsche]] chamou de [[lexico:h:historia-arqueologica:start|história arqueológica]] , é um [[lexico:t:tipo:start|tipo]] inferior de história, porque só é [[lexico:p:possivel:start|possível]] quando um [[lexico:i:interesse:start|interesse]] inteligente guia as escolhas oportunas e as torna úteis à tarefa da [[lexico:c:critica:start|crítica]] e da reconstituição históricas. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}