===== FÉDON ===== Phaedo Pelo menos a julgar pelo pouco que nos foi [[lexico:l:legado|legado]] sobre ele, o menos original dos socráticos menores foi Fédon (a [[lexico:q:quem|quem]], no entanto, [[lexico:p:platao|Platão]] dedicou o seu mais [[lexico:b:belo|belo]] [[lexico:d:dialogo|diálogo]]). Diz sobre ele Diógenes Laércio: "Fédon de Elide, dos eupátridas, foi capturado quando da [[lexico:q:queda|Queda]] de sua pátria, sendo obrigado a permanecer em uma casa de transgressores. Mas, fechando a porta, conseguiu fazer contato com [[lexico:s:socrates|Sócrates]]. Por [[lexico:f:fim|fim]], estimulados por Sócrates, Alcebíades, [[lexico:c:criton|Críton]] e seus amigos o resgataram. Desde então, ficou livre, dedicando-se à [[lexico:f:filosofia|Filosofia]]." Escreveu [[lexico:d:dialogos|diálogos]], entre os quais Zópiro e Simão, que se perderam. Depois da [[lexico:m:morte|morte]] de Sócrates, fundou uma [[lexico:e:escola|escola]] em sua nativa Elida. Os testemunhos indicam bastante claramente que ele seguiu duas direções em sua [[lexico:e:especulacao|especulação]]: a erístico-dialética e a [[lexico:e:etica|ética]], destacando-se sobretudo nesta última. Em seu Zópiro, deve [[lexico:t:ter|ter]] desenvolvido o [[lexico:c:conceito|conceito]] de que o [[lexico:l:logos|Logos]] (o logos [[lexico:s:socratico|socrático]]) [[lexico:n:nao|não]] encontra nenhum [[lexico:o:obstaculo|obstáculo]] na [[lexico:n:natureza|natureza]] do [[lexico:h:homem|homem]], no [[lexico:s:sentido|sentido]] de que ele está em condições de dominar até mesmo os caráteres mais rebeldes e os temperamentos mais passionais. Zópiro era um "fisiognomista", ou seja, alguém que considerava [[lexico:s:saber|saber]] deduzir da [[lexico:f:fisionomia|fisionomia]] dos homens o seu [[lexico:c:carater|caráter]] [[lexico:m:moral|moral]]. Baseando-se nos traços de Sócrates, ele sentenciou que o [[lexico:f:filosofo|filósofo]] devia [[lexico:s:ser|ser]] um homem vicioso, suscitando a hilaridade [[lexico:g:geral|geral]]. Mas foi o [[lexico:p:proprio|próprio]] Sócrates quem defendeu Zópiro, explicando que verdadeiramente ele havia sido assim, antes que o seu logos filosófico o transformasse. E evidente que Fédon aprofundou um [[lexico:a:aspecto|aspecto]] da filosofia socrática cuja eficácia havia experimentado diretamente (como vimos, o logos de Sócrates havia sido capaz de libertá-lo da [[lexico:a:abjecao|abjeção]] em que havia caído, permanecendo prisioneiro em uma casa de transgressores). Mas [[lexico:e:esse|esse]] também era um aspecto que refletia muito [[lexico:b:bem|Bem]] um dos traços mais típicos do [[lexico:i:intelectualismo|intelectualismo]] de Sócrates, ou seja, a [[lexico:c:conviccao|convicção]] sobre a [[lexico:o:onipotencia|onipotência]] do logos e do [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] no âmbito da [[lexico:v:vida|vida]] moral. A escola de Elida teve breve [[lexico:d:duracao|duração]]. A Fédon sucedeu Plisteno, nativo da mesma [[lexico:c:cidade|cidade]]. Mas, uma [[lexico:g:geracao|geração]] mais [[lexico:t:tarde|Tarde]], Menedemos, proveniente da escola do megarense Estilpones, recebeu a herança da escola de Elida e mudou-a para Erétria, imprimindo-lhe, juntamente com Asclepíades de Fliunte, uma direção análoga à da escola megarense, privilegiando decididamente a [[lexico:o:orientacao|orientação]] erístico-dialética, mas sem dar qualquer contribuição de destaque.