===== EXPERIÊNCIA E FILÓSOFOS ===== VIDE [[lexico:a:aisthesis|aisthesis]] A [[lexico:o:observacao|observação]] dos jônios, as tentativas de explicações matemáticas dos pitagóricos e dos [[lexico:a:atomistas|atomistas]] são acontecimentos da [[lexico:e:experiencia|experiência]], mas a [[lexico:p:presenca|presença]] da experiência [[lexico:n:nao|não]] se positiva no [[lexico:p:pensamento-filosofico|pensamento filosófico]] da [[lexico:g:grecia|Grécia]], apesar das investigações dos astrônomos e médicos gregos. A [[lexico:t:teoria|teoria]] das [[lexico:s:substancias|substâncias]] sensíveis e não sensíveis que são [[lexico:o:objeto|objeto]] da [[lexico:f:fisica|física]] de [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]] não correponde a nenhum [[lexico:p:principio|princípio]] de experiência. [[lexico:p:platao|Platão]], [[lexico:r:republica|República]], censura a experiência como invasão do [[lexico:c:campo|campo]] do [[lexico:d:divino|divino]], como pretensão [[lexico:s:soberba|soberba]] do [[lexico:e:espirito|espírito]] [[lexico:h:humano|humano]]. Ainda no século XVII de nossa era, foi com a [[lexico:a:astronomia|astronomia]] de Kepler que se afirmou a [[lexico:n:necessidade|necessidade]] da experiência, que, com Galileu, se tornou a chave do [[lexico:c:conhecimento-cientifico|conhecimento científico]]. Não obstante, em [[lexico:d:descartes|Descartes]] ela não aparece como [[lexico:e:expressao|expressão]] de [[lexico:c:certeza|certeza]], mas como certa [[lexico:e:especie|espécie]] de [[lexico:v:visao|visão]] intelectual, que é o [[lexico:a:ato|ato]] do [[lexico:p:proprio|próprio]] [[lexico:e:entendimento|entendimento]]: "Só o entendimento é capaz de perceber a [[lexico:v:verdade|verdade]]" (Regles, XIX, X). Só com a [[lexico:i:inducao|indução]] de [[lexico:b:bacon|Bacon]] é que a experiência se intromete de [[lexico:m:modo|modo]] [[lexico:p:positivo|positivo]] nos trabalhos de [[lexico:f:filosofia|Filosofia]]. [[lexico:l:locke|Locke]] e [[lexico:h:hume|Hume]] compartilham a [[lexico:c:conviccao|convicção]] baconiana de que é na experiência que [[lexico:t:todo|todo]] [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] tem [[lexico:o:origem|origem]]. A despeito da afirmativa com que abre a introdução da [[lexico:c:critica-da-razao-pura|Crítica da razão pura]], [[lexico:k:kant|Kant]] toma a experiência no [[lexico:s:sentido|sentido]] de conhecimento próprio da [[lexico:c:ciencia|ciência]] [[lexico:m:matematica|matemática]] e retrocede às formas [[lexico:a:a-priori|a priori]] da [[lexico:s:sensibilidade|sensibilidade]]. [[lexico:f:fichte|Fichte]], que não tinha nenhuma [[lexico:r:relacao|relação]] com a matemática, [[lexico:p:parte|parte]] da [[lexico:c:consciencia|consciência]] e retrocede a [[lexico:a:atividades|atividades]] espirituais inconscientes. Para os positivistas e pragmatistas dos séculos XIX e XX ([[lexico:c:comte|Comte]], [[lexico:m:mach|Mach]], W. [[lexico:j:james|James]]), só a experiência se mostra capaz de resolver as questões que se apresentam à nossa [[lexico:c:curiosidade|curiosidade]]. A [[lexico:i:ideia|ideia]] fundamental pragmatista encontra-se em Mach, ap. Messer, Filos, act., 110: "Um conhecimento (isto é, um [[lexico:j:juizo|juízo]] [[lexico:v:verdadeiro|verdadeiro]]) é sempre uma experiência psíquica imediata ou imediatamente [[lexico:u:util|útil]] à [[lexico:v:vida|vida]]".