===== EVOLUCIONISMO ===== [[lexico:t:teoria|teoria]] segundo a qual as diferentes espécies animais se transformam pelo [[lexico:s:simples|simples]] [[lexico:m:movimento|movimento]] de uma [[lexico:r:revolucao|revolução]] (por [[lexico:e:exemplo|exemplo]], o [[lexico:h:homem|homem]] resultaria do macaco). — Essa teoria, sustentada no [[lexico:f:fim|fim]] do século passado por [[lexico:l:lamarck|Lamarck]] e [[lexico:d:darwin|Darwin]], [[lexico:n:nao|não]] é hoje muito acreditada. Subsiste entre as espécies lacunas que a [[lexico:a:antropologia|antropologia]] e a paleontologia não parecem perto de preencher. Ao invés de um evolucionismo [[lexico:g:geral|geral]], reconhece-se um paralelismo das espécies, que não têm nenhum contato entre elas, mas evoluem independentemente umas das outras e no seio de certos limites muito estreitos. Entre as [[lexico:h:hipoteses|hipóteses]] avançadas para [[lexico:e:explicar|explicar]] a [[lexico:e:evolucao|evolução]] dos indivíduos e das espécies, as mais importantes são o "lamarckismo" ([[lexico:i:influencia|influência]] do [[lexico:m:meio|meio]]), o "[[lexico:d:darwinismo|darwinismo]]" ([[lexico:s:selecao|seleção]] [[lexico:n:natural|natural]]) o "[[lexico:m:mutacionismo|mutacionismo]]" ([[lexico:c:criacao|criação]] de espécies novas através de bruscas modificações genéticas) e o "neodarwinismo" (que nega a [[lexico:h:hereditariedade|hereditariedade]] dos [[lexico:c:caracteres|caracteres]] adquiridos e analisa a ‘evolução ao nível das transformações dos gens e dos cromossomos). O evolucionismo (teoria da descendência, transformismo) trata, em geral, da [[lexico:o:origem|origem]] daí espécies (filogênese), isto é, procura, mediante um [[lexico:p:processo|processo]] de derivação, reduzir a [[lexico:m:multiplicidade|multiplicidade]] de formas da [[lexico:v:vida|vida]] orgânica a umas poucas formas primitivas, e até em sua [[lexico:f:forma|forma]] mais radical, a uma só [[lexico:e:especie|espécie]] primitiva, e reduzir, por sua vez, esta à [[lexico:m:materia|matéria]] inorgânica por meio da [[lexico:g:geracao|geração]] espontânea ou equivoca (generatio spontanea ou aequivoca). O evolucionismo estreme está em [[lexico:c:contradicao|contradição]] com os fatos: um [[lexico:s:ser|ser]] vivo só pode originar-se de [[lexico:o:outro|outro]] ser vivo (vida). Existe provavelmente uma variação da espécie, condicionada pela evolução, até ao [[lexico:g:grau|grau]] denominado por Lineu "[[lexico:o:ordem|ordem]]" (p. ex., entre os animais ferozes); mas não se demonstrou com segurança sua [[lexico:e:existencia|existência]] entre as "classes" (p. ex., mamíferos e aves), e muito menos entre os "tipos" ou hyl (p. ex., vertebrados e invertebrados). A teoria geral da evolução adotou as foi mas denominadas darwinismo e lamarckismo. Segundo Darwin, a [[lexico:n:natureza|natureza]] produziu originariamente uma profusão de formas entre si pouco diferenciadas. Explica ele pela seleção a [[lexico:a:atual|atual]] [[lexico:l:limitacao|limitação]] a um [[lexico:n:numero|número]] relativamente pequeno de espécies [[lexico:b:bem|Bem]] definidas: nem todas as formas saíram igualmente vitoriosas na [[lexico:l:luta|luta]] pela existência, sobrevivendo somente as mais aptas para [[lexico:v:viver|viver]]. Estas se transmitiram ulteriormente por hereditariedade, constituindo as espécies atuais. — É inegável o [[lexico:i:influxo|influxo]] da seleção na [[lexico:f:formacao|formação]] das espécies hoje existentes, mas ela não explica as profundas diferenças entre as diversas ordens de seres vivos, como nem a evolução específica [[lexico:s:superior|superior]]. Os organismos primitivos não são mais incapazes de viver que os superiores. — Segundo Lamarck, as formas estruturais e funcionais do ser vivo originaram-se pela [[lexico:a:adaptacao|adaptação]] ativa às diversas condições de vida (p. ex., a membrana interdigital dos palmípedes, pela [[lexico:n:necessidade|necessidade]] de nadar). Estes caracteres pouco a pouco adquiridos ter-se-iam fixado definitivamente por hereditariedade. — O lamarckismo esbarra no duplo [[lexico:o:obstaculo|obstáculo]], de que a paleontologia nos descobre só tipos já determinadamente constituídos sem as inumeráveis formas intermediárias teoricamente necessárias (o que vale também contra o darwinismo) e de que até hoje a transmissão hereditária (hereditariedade) de caracteres adquiridos, positivos, não foi ainda demonstrada. O que a [[lexico:e:experiencia|experiência]] mostra, em mudanças de formas no transcurso das gerações, são as chamadas mutações, que consistem em variações que, preparadas talvez desde há muito [[lexico:t:tempo|tempo]] e favorecidas por qualquer circunstância, aparecem repentinamente e desde aí se tornam hereditárias. As mutações são frequentes na natureza, mas, de ordinário, só dizem [[lexico:r:respeito|respeito]] a variações de escassa importância, que em nenhum caso afetam o [[lexico:p:plano|plano]] estrutural total do [[lexico:o:organismo|organismo]], não sendo portanto suficientes para explicar as grandes variações dos tipos. — Na variação das espécies, importa distinguir dois casos: 1. modificação de uma organização fundamental já existente e adaptação da mesma a determinadas circunstâncias do meio [[lexico:a:ambiente|ambiente]] (p. ex., passagem da forma de cinco dedos à de dois dedos e à de um dedo nos equídeos); 2. aparecimento de nova [[lexico:e:estrutura|estrutura]] que não só origina por adaptação dos predecessores ao meio ambiente, senão que exige novo ambiente (p. ex., a passagem de réptil a ave ou mamífero. As variações paulatinas podem levar a uma diversificação das espécies, mas não logram explicar como as estruturas fundamentais se originam umas das outras. A origem dos grandes tipos é [[lexico:p:problema|problema]] insolúvel, do [[lexico:p:ponto|ponto]] de vista das ciências naturais. Os "tipos" ou "filos", e até as "classes" aparecem, a seu tempo, sem membros intermédios. Pode supor-se que surgiram por uma súbita modificação das disposições germinais de seus procriadores. A [[lexico:q:questao|questão]] relativa à origem do homem só pode ser formulada a respeito do [[lexico:c:corpo|corpo]], uma vez que a [[lexico:a:alma|alma]] humana, por sua natureza espiritual, só pode originar-se por criação imediata. Contudo ela não fica resolvida com o que se disse atrás, porque os monos antropomorfos (pitecantropos), os homens fósseis e o homem atual têm somaticamente a mesma estrutura fundamental. Segundo uma [[lexico:o:opiniao|opinião]] espalhada, o homem atual descende do [[lexico:c:chamado|chamado]] homem [[lexico:p:primitivo|primitivo]] e este dos antropóides. Contudo, em [[lexico:s:sentido|sentido]] contrário, [[lexico:f:fala|fala]] em primeiro [[lexico:l:lugar|lugar]] o [[lexico:f:fato|fato]] de que, perante o homem atual, não só os antropóides como também os homens fósseis constituem tipos mais especializados, e, em segundo lugar, o fato de um precursor do homem atual com fronte elevada, grande [[lexico:c:capacidade|capacidade]] de crânio e (em [[lexico:p:parte|parte]]) sem engrossamento supra-orbitário [[lexico:t:ter|ter]] existido ainda "antes" do homem de Neandertal. Os antropóides e os homens fósseis que se apartam do [[lexico:t:tipo|tipo]] atual são pois, ao [[lexico:s:sumo|sumo]], linhas colaterais relativamente ao homem hodierno, não antepassados seus. Se o homem procedesse somaticamente do [[lexico:r:reino|reino]] [[lexico:a:animal|animal]], possuiria sua própria linha de ascendentes, ou seja, teria com o símio, um antepassado comum, cujo plasma germinal conteria potencialmente a ambos. A criação e infusão da primeira alma humana trouxe necessariamente consigo a [[lexico:a:alteracao|alteração]] do plasma? Não o sabemos. A paleontologia [[lexico:n:nada|nada]] diz sobre tal antepassado. Em [[lexico:t:todo|todo]] caso, o homem aparece subitamente como ser dotado de [[lexico:e:espirito|espírito]] e, consoante as descobertas mostram, nunca, nem sequer em suas formas primitivas, existiu sem [[lexico:c:cultura|cultura]]. — [[lexico:b:brugger|Brugger]].