===== ESQUECIMENTO ===== 25. Nas duas últimas [[lexico:p:palavras:start|palavras]] — «[[lexico:o:origem:start|origem]] comum» — tocamos um [[lexico:p:ponto:start|ponto]] importantíssimo para a [[lexico:s:sequencia:start|sequência]] deste ensaio. Com [[lexico:e:efeito:start|efeito]], parece-nos, no mesmo [[lexico:m:movimento:start|movimento]] caíram do [[lexico:s:ser:start|ser]] coisa-Mundo e Homem-coisa. Por sua própria iniciativa, o [[lexico:h:homem:start|homem]] [[lexico:n:nao:start|não]] fez [[lexico:c:coisas:start|coisas]] do que o não era. Homem fabricante de coisas e coisas fabricadas pelo Homem estão entre si como o lado de dentro e o lado de fora da mesma [[lexico:c:carencia:start|carência]] de ser, do mesmo desligamento da origem, da mesma rebelião do [[lexico:a:anjo:start|anjo]] Separador, da mesma subversão de valores absolutos. Mas há valores absolutos? Só os separados, [[lexico:a:alem:start|além]] do [[lexico:h:horizonte:start|horizonte]] [[lexico:e:extremo:start|extremo]], onde, para [[lexico:f:falar:start|falar]] a [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]] do [[lexico:m:mito:start|mito]], moram todas as potências cosmogônicas. Estas, porém, não há como subvertê-las. A subversão acima referida só incide, portanto, sobre o que delas se fez [[lexico:i:imagem:start|imagem]], aquém daquele horizonte. E, como tentaremos mostrar, essa imagem é [[lexico:s:simbolo:start|símbolo]]. «Subversão de valores absolutos» equivale, por conseguinte, à degenerescência dos [[lexico:s:simbolos:start|símbolos]] em coisas-só-coisas. Coisas fazem-se por eliminação ou só obscurecimento ou dissipação do «ser-origem» delas. Por esquecimento ou ocultação (lanthánesthai - lanthánein - alétheia) daquele ser-origem. Assim, diríamos que o símbolo é a [[lexico:v:verdade:start|verdade]] da [[lexico:c:coisa:start|coisa]], ou a coisa em sua verdade. No [[lexico:m:mundo:start|mundo]] [[lexico:d:diabolico:start|diabólico]], olvidada e oculta está a verdade de todos os [[lexico:m:mundos:start|mundos]] simbólicos. Mas só da [[lexico:m:mente:start|mente]] humana, considerada em si mesma, não há [[lexico:c:caminho:start|caminho]] deste Mundo [[lexico:f:falso:start|falso]] para aqueles mundos verdadeiros. Metaforicamente falando, o Ser-Verdade revela-se-nos, se quiser. E se o quiser, a coisa-criatura do Homem e o Homem-criatura do Amigo das coisas desenvolvem-se, despem-se de envolturas que fazem que uma fique sepultada no ocultante e o [[lexico:o:outro:start|outro]] no esquecimento. [EudoroMito:112-113] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}