===== EPICURO ===== EPICURO, [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]] [[lexico:g:grego:start|grego]] (341 -270 a.C). Seu pai era mestre-escola e sua mãe adivinha. Viveu a maior [[lexico:p:parte:start|parte]] de sua [[lexico:v:vida:start|vida]] em Atenas, onde abriu uma [[lexico:e:escola:start|escola]] em 306; "escola" ao [[lexico:a:ar:start|ar]] livre (o célebre "Jardim de Epicuro"), onde viveu em [[lexico:c:comunidade:start|comunidade]] com seus amigos e discípulos. Só nos ficou dele três cartas, que contêm o resumo de sua doutrina, e em [[lexico:p:particular:start|particular]], de sua [[lexico:m:moral:start|moral]]: Epicuro ensinava que o [[lexico:p:prazer:start|prazer]] é o supremo [[lexico:b:bem:start|Bem]], [[lexico:n:nao:start|não]] entendendo por isso que o [[lexico:h:homem:start|homem]] deva abandonar-se às voluptuosidades fáceis, como interpretaram um tanto levianamente, mas sim, ao contrário, que a [[lexico:f:felicidade:start|felicidade]] é a recompensa da [[lexico:s:sabedoria:start|sabedoria]], da [[lexico:c:cultura:start|cultura]] do [[lexico:e:espirito:start|espírito]] e também da prática da [[lexico:v:virtude:start|virtude]]. Sua doutrina do "[[lexico:c:calculo:start|cálculo]] dos prazeres", [[lexico:f:fonte:start|fonte]] de tantos mal-entendidos, necessita [[lexico:s:ser:start|ser]] precisada: Epicuro nos dá como [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]] a atingir o [[lexico:u:uso:start|uso]] [[lexico:r:racional:start|racional]] dos prazeres, que classifica em três grupos, segundo se deva: 1.° favorecê-los; 2.° admiti-los; 3.° fugir-lhes. Ele propõe que se favoreça aqueles que são naturais mas não necessários, e que se fuja daqueles que não são naturais nem necessários. Assim, atingir-se-á ao [[lexico:e:estado:start|Estado]] privilegiado do homem, que é o repouso da [[lexico:a:alma:start|alma]], ou [[lexico:a:ataraxia:start|ataraxia]] (gr. a-taraxis, isento de perturbação). O Jardim de Epicuro era um porto de [[lexico:p:paz:start|paz]] no seio da [[lexico:s:sociedade:start|sociedade]] atormentada de Atenas no século IV a.C, o refúgio de discípulos ativos; a frugalidade e uma relativa austeridade aí reinavam. O [[lexico:p:poeta:start|poeta]] Lucrécio, que foi o mais célebre discípulo de Epicuro, em seu Tratado de [[lexico:n:natureza:start|natureza]] (De natura rerum) disse dele, três séculos após sua [[lexico:m:morte:start|morte]]: "Foi um [[lexico:d:deus:start|Deus]], sim, um deus, o que primeiro descobriu essa maneira de [[lexico:v:viver:start|viver]] que [[lexico:a:agora:start|agora]] se denomina sabedoria." O [[lexico:e:epicurismo:start|epicurismo]] desenvolveu-se no séc. II a.C. no Egito, em Antioquia e em Roma: no século I, com [[lexico:f:fedro:start|Fedro]], foram fundados centro epicuristas em Roma. O epicurismo teve um [[lexico:r:renascimento:start|Renascimento]] no século XVII com [[lexico:g:gassendi:start|Gassendi]], filósofo sensualista, e inspirou a moral utilitarista dos anglo-saxões ([[lexico:b:bentham:start|Bentham]], [[lexico:s:stuart-mill:start|Stuart Mill]]). (V. moral.) Epicuro (341-270 a. C.) afirmava que "a [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] deve servir somente para alcançar a verdadeira [[lexico:l:liberdade:start|liberdade]]", a serenidade em que o espírito tem [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] que o domínio sobre si pertence-lhe totalmente. "O [[lexico:e:essencial:start|essencial]] para à nossa felicidade é a nossa [[lexico:c:condicao:start|condição]] íntima, da qual somos donos". Para a conquista dessa felicidade, é [[lexico:n:necessario:start|necessário]] um [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] [[lexico:v:verdadeiro:start|verdadeiro]] e seguro da [[lexico:r:realidade:start|realidade]] [[lexico:u:universal:start|universal]]. Dessa [[lexico:f:forma:start|forma]], a [[lexico:f:fisica:start|física]] e a [[lexico:t:teoria-do-conhecimento:start|teoria do conhecimento]] (canônica, como a chama Epicuro) são os meios para atingir o [[lexico:f:fim:start|fim]], que é [[lexico:d:dado:start|dado]] pela [[lexico:e:etica:start|ética]]. A canônica é a [[lexico:t:teoria:start|teoria]] do canon do conhecimento. Estabelece a [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] [[lexico:s:sensivel:start|sensível]] como a fonte única de [[lexico:t:todo:start|todo]] [[lexico:s:saber:start|saber]] e, como [[lexico:c:criterio-de-verdade:start|critério de verdade]], a [[lexico:e:evidencia:start|evidência]]. Epicuro fundava sua doutrina no [[lexico:a:atomismo:start|atomismo]] de [[lexico:d:democrito:start|Demócrito]], que já estudamos. A aceitação do [[lexico:n:naturalismo:start|naturalismo]] permite que nos libertemos do temor dos [[lexico:d:deuses:start|deuses]] e do medo da morte. Pregava Epicuro a busca de um prazer estável, e não do prazer em [[lexico:m:movimento:start|movimento]] dos cirenaicos. [[lexico:e:esse:start|esse]] prazer em repouso é a ata-raxia, a [[lexico:a:ausencia:start|ausência]] de perturbação, e a [[lexico:a:aponia:start|aponia]] (a ausência da [[lexico:d:dor:start|dor]]). O prazer espiritual, que sempre está à nossa [[lexico:d:disposicao:start|disposição]], pode cobrir e compensar qualquer [[lexico:s:sofrimento:start|sofrimento]] [[lexico:f:fisico:start|físico]], à proporção, sobretudo, quanto mais elevada e pura fôr a [[lexico:c:contemplacao:start|contemplação]] da [[lexico:v:verdade:start|verdade]], que nos permite pener trar mais fundo no [[lexico:i:infinito:start|infinito]] e no [[lexico:e:eterno:start|eterno]]. É a [[lexico:p:prudencia:start|prudência]], á qual é a mãe da felicidade e a mãe da virtude, também. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}