===== ENTIDADE ===== (lat. entitas; in. Entity; fr. Entité; al. Entität; it. Entita). [[lexico:o:objeto|objeto]] existente no [[lexico:s:sentido|sentido]] 1 da [[lexico:p:palavra|palavra]] [[lexico:e:existencia|existência]], provido de um [[lexico:m:modo|modo]] de [[lexico:s:ser|ser]] especificamente definível. [[lexico:e:esse|esse]] [[lexico:t:termo|termo]] foi introduzido por Duns Scot, que o utilizou para distinguir o modo de ser do [[lexico:i:individuo|indivíduo]], que ele chama de entitas positiva (o mesmo que haecceitas), do modo de ser da [[lexico:n:natureza|natureza]] ou da [[lexico:e:especie|espécie]], que ele chama de entitas quidditativa (Op. Ox., II, d. 3, q. 6). entidade positiva seria, p. ex., [[lexico:s:socrates|Sócrates]]; entidade quiditativa, a espécie [[lexico:h:homem|homem]]. Essa [[lexico:t:terminologia|terminologia]] foi incorporada pela [[lexico:e:escola|escola]] scotista, sendo comumente empregada nas discussões sobre [[lexico:i:individuacao|individuação]], no séc. XIV. [[lexico:l:leibniz|Leibniz]] aludiu a essas discussões numa de suas primeiras obras, De principio individui (1663), na qual usa o termo com o mesmo [[lexico:o:objetivo|objetivo]]. Na [[lexico:l:logica|lógica]] contemporânea esse termo é empregado para indicar [[lexico:t:todo|todo]] objeto cujo [[lexico:s:status|status]] [[lexico:e:existencial|existencial]] possa ser definido, ou então, como também se diz, todo objeto a [[lexico:r:respeito|respeito]] do qual o [[lexico:u:uso|uso]] linguístico comporte um "[[lexico:c:compromisso|compromisso]] [[lexico:o:ontologico|ontológico]]". Carnap defendeu o uso desse termo, insistindo ao mesmo [[lexico:t:tempo|tempo]] no [[lexico:f:fato|fato]] de que as entidade de que se [[lexico:f:fala|fala]] na lógica [[lexico:n:nao|não]] são redutíveis a dados sensíveis, portanto não são entidades reais (Meaning and Necessity, A. 4).