===== DIÓGENES DE APOLÔNIA ===== Já [[lexico:b:bem:start|Bem]] mais séria foi a tentativa de [[lexico:d:diogenes-de-apolonia:start|Diógenes de Apolônia]], que deve [[lexico:t:ter:start|ter]] exercido sua [[lexico:a:atividade:start|atividade]] em Atenas entre 440 e 423 a.C. Diógenes sustentou a [[lexico:n:necessidade:start|necessidade]] de retornar ao [[lexico:m:monismo:start|monismo]] do [[lexico:p:principio:start|princípio]], porque, em sua [[lexico:o:opiniao:start|opinião]], se os [[lexico:p:principios:start|princípios]] fossem muitos, de [[lexico:n:natureza:start|natureza]] diferente entre si, [[lexico:n:nao:start|não]] se poderiam misturar nem agir um sobre o [[lexico:o:outro:start|outro]]. Assim, é [[lexico:n:necessario:start|necessário]] que todas as [[lexico:c:coisas:start|coisas]] nasçam por [[lexico:t:transformacao:start|transformação]] a partir de um mesmo princípio. [[lexico:e:esse:start|esse]] princípio é "[[lexico:a:ar:start|ar]] [[lexico:i:infinito:start|infinito]]", mas "é dotado de muita [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]]". Nessa [[lexico:t:teoria:start|teoria]], ele combina [[lexico:a:anaximandro:start|Anaximandro]] e [[lexico:a:anaxagoras:start|Anaxágoras]]. Eis a sua mais conhecida passagem desenvolvendo esse [[lexico:c:conceito:start|conceito]]: "Parece-me que aquilo que os homens chamam de ar é dotado de inteligência, a todos regendo e governando. Porque, precisamente, ele parece-me [[lexico:s:ser:start|ser]] [[lexico:d:deus:start|Deus]], chegando a toda [[lexico:p:parte:start|parte]], dispondo de tudo e estando dentro de toda [[lexico:c:coisa:start|coisa]]. Não há [[lexico:n:nada:start|nada]] que não participe dele: entretanto, nenhuma coisa dele participa na mesma [[lexico:m:medida:start|medida]] de outra, pois muitos são os modos do [[lexico:p:proprio:start|próprio]] ar e da inteligência. Com [[lexico:e:efeito:start|efeito]], tem muitos modos: mais quente e mais frio, mais seco e mais úmido, mais parado e mais rápido. E há muitas outras modificações infinitas de [[lexico:p:prazer:start|prazer]] e de cor. Também as almas de todos os animais são a mesma coisa, um ar mais quente do que aquele de fora, onde vivemos, mas muito mais frio do que aquele que existe junto ao [[lexico:s:sol:start|sol]]. Ora, esse calor não é igual em cada [[lexico:a:animal:start|animal]] e nem mesmo em cada [[lexico:h:homem:start|homem]], mas também não difere muito: difere só o [[lexico:p:possivel:start|possível]] dentro dos limites da [[lexico:s:semelhanca:start|semelhança]] das coisas. Contudo, não podem ser verdadeiramente do mesmo [[lexico:m:modo:start|modo]] as coisas que mudam, estas e aquelas, antes de se transformarem no mesmo. Assim, já que a transformação tem muitos modos, também de muitos modos e muitos devem ser os animais e, pelo grande [[lexico:n:numero:start|número]] de modificações, dessemelhantes entre si quanto à [[lexico:f:forma:start|forma]], ao modo de [[lexico:v:vida:start|vida]] e à inteligência. Entretanto, todos vivem, vêem e ouvem por [[lexico:o:obra:start|obra]] do mesmo [[lexico:e:elemento:start|elemento]] e também a sua inteligência deriva desse elemento em todos eles." Naturalmente, a nossa [[lexico:a:alma:start|alma]] é ar-pensamento, que, vivendo, respiramos, e que exala-se com o [[lexico:u:ultimo:start|último]] [[lexico:s:suspiro:start|suspiro]] quando morremos. Tendo identificado a inteligência com o princípio-ar, Diógenes fez [[lexico:u:uso:start|uso]] [[lexico:s:sistematico:start|sistemático]] dela, exaltando aquela [[lexico:v:visao:start|visão]] finalística do [[lexico:u:universo:start|universo]] que, em Anaxágoras, era limitada. Ademais, a concepção teleológica de Diógenes teve uma notável [[lexico:i:influencia:start|influência]] no [[lexico:m:meio:start|meio]] ateniense, constituindo um dos pontos de partida do [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] [[lexico:s:socratico:start|socrático]]. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}