===== DICIONÁRIO RACIONAL DAS CIÊNCIAS, ARTES E OFÍCIOS ===== [[lexico:e:enciclopedia|Enciclopédia]] ou [[lexico:d:dicionario-racional-das-ciencias-artes-e-oficios|Dicionário racional das ciências, artes e ofícios]], [[lexico:t:traducao|tradução]] da Cyclopaedia do inglês Chambers, confiada em 1745 pelo livreiro Le Breton a [[lexico:d:diderot|Diderot]]; este, ajudado por D’Alembert, fez dela uma [[lexico:o:obra|obra]] inteiramente original. A publicação da obra escalona-se de 1751 a 1780: 17 volumes in-folio e 11 volumes de pranchas aparecem de 1751 a 1772; 5 volumes de suplementos, que [[lexico:n:nao|não]] são de Diderot, aparecem em 1777, e 2 volumes de pranchas em 1780. O [[lexico:d:discurso|discurso]] preliminar, de D’Alembert, define os [[lexico:p:principios|princípios]] de [[lexico:t:todo|todo]] o encadeamento de nossos conhecimentos, que se ligam segundo a [[lexico:m:memoria|memória]], a [[lexico:i:imaginacao|imaginação]] e a [[lexico:r:razao|razão]], e esboça uma [[lexico:h:historia|história]] dos progressos do [[lexico:e:espirito|espírito]] [[lexico:h:humano|humano]]. Deve-se a [[lexico:v:voltaire|Voltaire]] os artigos "elegância", "eloquência", "espírito" e "imaginação"; a [[lexico:m:montesquieu|Montesquieu]] o artigo "[[lexico:g:gosto|gosto]]"; a [[lexico:r:rousseau|Rousseau]] os artigos sobre [[lexico:m:musica|música]]; a [[lexico:h:helvetius|Helvetius]] e ao abade de [[lexico:c:condillac|Condillac]] os desenvolvimentos de [[lexico:f:filosofia|Filosofia]]; a [[lexico:t:teologia|teologia]] ao abade Yvon; a química a d’[[lexico:h:holbach|Holbach]]; a história [[lexico:n:natural|natural]] a Daubenton; a [[lexico:c:critica|crítica]] literária a Marmontel; a [[lexico:g:gramatica|gramática]] a Dumarsais; a [[lexico:e:economia-politica|economia política]] a Turgot. Diderot foi a [[lexico:a:alma|alma]] e o promotor dessa enciclopédia. Pela primeira vez fora criado um dicionário que poderia satisfazer a todas as curiosidades. Quanto à filosofia da obra, é o espírito de [[lexico:d:descartes|Descartes]], cuja razão é aplicada a todos os problemas espirituais, que pode defini-la: um espírito [[lexico:a:analitico|analítico]] e crítico, condenando o [[lexico:f:fanatismo|fanatismo]] dos padres e as crenças ridículas, assim como a [[lexico:a:autoridade|autoridade]] e a [[lexico:t:tradicao|tradição]], em [[lexico:n:nome|nome]] do [[lexico:p:progresso|progresso]] das ciências.