===== DECADÊNCIA DO OCIDENTE ===== A [[lexico:d:decadencia-do-ocidente:start|Decadência do Ocidente]] foi a [[lexico:o:obra:start|obra]] que tornou famoso Oswald [[lexico:s:spengler:start|Spengler]] (1880-1936). Saiu ela em dois volumes, respectivamente em 1918 e 1922. Nela, a ruína da Alemanha tornou-se a "[[lexico:d:decadencia:start|decadência]] da [[lexico:c:civilizacao:start|civilização]] ocidental". Spengler torna [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]] a [[lexico:d:distincao:start|distinção]] entre [[lexico:n:natureza:start|natureza]] e [[lexico:h:historia:start|história]]: "Uma [[lexico:r:realidade:start|realidade]] é natureza no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] que subordina [[lexico:t:todo:start|todo]] [[lexico:d:devir:start|devir]] ao sido e é história no sentido que subordina todo sido ao devir". A natureza é dominada pela [[lexico:n:necessidade:start|necessidade]] [[lexico:m:mecanica:start|mecânica]], a história pela necessidade orgânica. E é precisamente por isso que a história pode [[lexico:s:ser:start|ser]] entendida através da [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] vivida ou [[lexico:e:erlebnis:start|Erlebnis]], vista como a penetração [[lexico:i:intuitiva:start|intuitiva]] das formas assumidas pelo [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] da história. Diz Spengler: "A [[lexico:h:humanidade:start|humanidade]] [[lexico:n:nao:start|não]] tem nenhum [[lexico:f:fim:start|fim]], nenhuma [[lexico:i:ideia:start|ideia]], nenhum [[lexico:p:plano:start|plano]], do mesmo [[lexico:m:modo:start|modo]] como não têm um fim a [[lexico:e:especie:start|espécie]] das borboletas ou a espécie das orquídeas. A ‘humanidade’ é [[lexico:c:conceito:start|conceito]] zoológico ou então é [[lexico:p:palavra:start|palavra]] desprovida de sentido". No [[lexico:l:lugar:start|lugar]] "daquele desolado quadro da [[lexico:h:historia-universal:start|história universal]] como desenvolvimento linear", Spengler vê "o [[lexico:e:espetaculo:start|espetáculo]] de [[lexico:p:pluralidade:start|pluralidade]] de poderosas civilizações que florescem com [[lexico:f:forca:start|força]] primigenia do útero da [[lexico:t:terra:start|Terra]] materna". "As civilizações são organismos e a história [[lexico:u:universal:start|universal]] é a sua biografia [[lexico:g:geral:start|geral]]". Toda civilização, portanto, é um [[lexico:o:organismo:start|organismo]]. E, como os organismos, as civilizações "aparecem, amadurecem, enlouquecem e não voltam mais". E toda civilização tem um sentido fechado em [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]]: uma [[lexico:m:moral:start|moral]], uma [[lexico:c:ciencia:start|ciência]], uma [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] e um [[lexico:d:direito:start|direito]] têm sentido [[lexico:a:absoluto:start|absoluto]] dentro da própria civilização, mas não têm nenhum fora dela. Diz Spengler: "Há tantas morais quantas são as civilizações, nem mais nem menos." Toda civilização cria os seus próprios valores, que são inteiramente diversos dos valores das outras civilizações. Nisso consiste o [[lexico:a:absolutismo:start|absolutismo]] [[lexico:r:relativo:start|relativo]] dos valores defendido por Spengler: os valores são absolutos no interior de uma civilização, mas se referem só a essa civilização. E as civilizações, como os organismos, são destinadas à decadência: "Quando o fim é alcançado e a plenitude das possibilidades interiores chega [[lexico:a:a-se:start|a se]] realizar completamente em direção ao [[lexico:e:exterior:start|exterior]], a civilização se enrijece repentinamente, encaminha-se para a [[lexico:m:morte:start|morte]], seu [[lexico:s:sangue:start|sangue]] se coagula, suas forças lhe faltam e ela se torna civilização em declínio". Como, aos olhos de Spengler, parecia em declínio a civilização ocidental, em [[lexico:v:virtude:start|virtude]] da crise da moral e da [[lexico:r:religiao:start|religião]], pela prevalência da democracia e do [[lexico:s:socialismo:start|socialismo]] e devido à equiparação entre dinheiro e poder [[lexico:p:politico:start|político]] na democracia. Para Spengler, essa "subversão de todos os valores", de que falara [[lexico:n:nietzsche:start|Nietzsche]], é o [[lexico:s:sintoma:start|sintoma]] infalível da decadência da civilização ocidental. Spengler nunca aderiu abertamente ao nazismo, mas essas suas [[lexico:i:ideias:start|ideias]], como também seus trabalhos posteriores (Prussianismo e socialismo, 1920; Deveres políticos da juventude alemã, 1924; Reconstrução do [[lexico:e:estado:start|Estado]] alemão, 1924; O [[lexico:h:homem:start|homem]] e a [[lexico:t:tecnica:start|técnica]], 1931; Anos de [[lexico:d:decisao:start|decisão]], 1933), que acentuam a polêmica contra a democracia, o [[lexico:l:liberalismo:start|liberalismo]], o [[lexico:r:regime:start|regime]] parlamentar e o capitalismo, influíram no [[lexico:p:processo:start|processo]] de preparação ideológica para o regime nazista. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}