===== DAILÉTICA TRANSCENDENTAL ===== VIDE [[lexico:e:estetica-transcendental:start|estética transcendental]] e [[lexico:a:analitica-transcendental:start|analítica transcendental]] [[lexico:a:agora:start|agora]] se apresenta [[lexico:o:outro:start|outro]] [[lexico:p:problema:start|problema]]. É que existe uma [[lexico:d:disciplina:start|disciplina]] que conhecemos desde [[lexico:p:parmenides:start|Parmênides]], [[lexico:p:platao:start|Platão]], [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]], o [[lexico:p:proprio:start|próprio]] [[lexico:d:descartes:start|Descartes]], [[lexico:l:leibniz:start|Leibniz]], os ingleses. Existe uma disciplina que anseia por conhecer aquilo que as [[lexico:c:coisas:start|coisas]] são "em si mesmas". E a [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]], que pretende conhecer em si mesmas as coisas, [[lexico:n:nao:start|não]] na [[lexico:r:relacao:start|relação]] de [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]], como [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] cognoscente do [[lexico:o:objeto:start|objeto]] a conhecer, mas fora de toda relação, absolutamente em si. A metafísica pretende conhecer dessa maneira a [[lexico:a:alma:start|alma]] humana, o [[lexico:u:universo:start|universo]]; pretende conhecer a [[lexico:d:deus:start|Deus]]. Mas então, visto que para [[lexico:k:kant:start|Kant]] não há mais objetos do que os objetos a conhecer para um sujeito, nem mais sujeito do que o sujeito cognoscente para um objeto, cabe perguntar (e é o que Kant [[lexico:p:pergunta:start|pergunta]]): é [[lexico:p:possivel:start|possível]] esta metafísica que pretende conhecer não na [[lexico:c:correlacao:start|correlação]], mas isoladamente e em si? E a ultima [[lexico:p:parte:start|parte]] da [[lexico:c:critica-da-razao-pura:start|Crítica da Razão Pura]], intitulada "[[lexico:d:dialetica:start|Dialética]] [[lexico:t:transcendental:start|transcendental]]", está destinada a averiguar se a metafísica é possível. A solução que vai dar Kant ao problema da [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] da metafísica podemos vislumbrá-la de antemão antes de ler a dialética transcendental; podemos vislumbrar que a solução vai [[lexico:s:ser:start|ser]] negativa; que Kant vai nos dizer que a metafísica é [[lexico:i:impossivel:start|impossível]]; que o empenho da metafísica é um empenho ilegítimo, porque se na [[lexico:e:estetica:start|estética]] e na [[lexico:a:analitica:start|analítica]] transcendental enumeramos as condições de [[lexico:t:todo:start|todo]] conhecimento possível, ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]] toda a [[lexico:o:objetividade:start|objetividade]] possível, e nos encontramos agora, precisamente, com uma disciplina que quer iludir essas condições indispensáveis de todo conhecimento possível então essa disciplina esquiva, fugindo da submissão às condições imprescindíveis de todo conhecimento, seria uma disciplina ilegítima, que creria chegar àquilo que pretende, mas que seria uma [[lexico:s:simples:start|simples]] [[lexico:i:ilusao:start|ilusão]]. Afigura-se chegar a essas coisas em si mesmas. Porém às coisas em si mesmas não pode haver conhecimento que chegue, [[lexico:d:dado:start|dado]] que o conhecimento se define como conhecimento, não de coisas em si mesmas, mas de objetos a conhecer, ou sejam, fenômenos. Por conseguinte, podemos de antemão supor qual vai ser a resposta à pergunta. Nós vimos já que todo conhecimento é e se verifica como confluência de dois grupos de [[lexico:e:elementos:start|elementos]]: um [[lexico:g:grupo:start|grupo]] de elementos que chamaremos formais e outro grupo de elementos que chamaremos materiais ou de conteúdo. O grupo de elementos formais vem determinado pelas condições [[lexico:a:a-priori:start|a priori]] do [[lexico:e:espaco:start|espaço]], do tempo e as [[lexico:c:categorias:start|categorias]]; mas o espaço, o tempo e as categorias são meras formas, meras condições ontológicas que se aplicam, se imprimem sobre o material proporcionado pela [[lexico:p:percepcao:start|percepção]] [[lexico:s:sensivel:start|sensível]]. O outro grupo de elementos, que conflui com os elementos formais para formar o conhecimento, é a percepção sensível que, ajustando-se e sujeitando-se às formas de espaço, tempo e categorias, constitui o que chamamos a objetividade, a [[lexico:r:realidade:start|realidade]] do objeto a conhecer, na base de dar-nos a [[lexico:m:materia:start|matéria]] do conhecimento. Pois [[lexico:b:bem:start|Bem]]: a metafísica pretende que existe na [[lexico:r:razao:start|razão]] humana a possibilidade de um [[lexico:a:ato:start|ato]] de [[lexico:a:apreensao:start|apreensão]] cognoscitiva que recaia não sobre fenômenos, não sobre objetos a conhecer, submetidos ao espaço, ao tempo e às categorias, mas sobre coisas em si mesmas. Esta é uma [[lexico:f:falta:start|falta]] [[lexico:e:essencial:start|essencial]] contra a [[lexico:d:definicao:start|definição]] e [[lexico:d:descricao:start|descrição]] mesma do conhecimento. Por conseguinte, trata-se agora — para Kant — de descobrir minuciosa [[lexico:m:mente:start|mente]], [[lexico:p:ponto:start|ponto]] por ponto, onde está a falta que comete a metafísica, onde está e em que consiste esta ilusão que a metafísica se faz de chegar às coisas em si mesmas por [[lexico:m:meio:start|meio]] de [[lexico:i:ideias:start|ideias]] racionais. VIDE [[lexico:i:impossibilidade-da-metafisica:start|impossibilidade da metafísica]]; [[lexico:p:psicologia-racional:start|psicologia racional]]; [[lexico:a:antinomias-da-razao-pura:start|antinomias da razão pura]]; [[lexico:p:provas-da-existencia-de-deus:start|provas da existência de Deus]] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}