===== CRÁTILO ===== [[lexico:d:dialogo|Diálogo]] de [[lexico:p:platao|Platão]] sobre a [[lexico:p:propriedade|propriedade]] das [[lexico:p:palavras|palavras]]. Contra o [[lexico:h:heraclitismo|heraclitismo]]. Insuficiência das palavras e das etimologias para chegar à [[lexico:v:verdade|verdade]] e à [[lexico:e:essencia|essência]] das [[lexico:c:coisas|coisas]]. Aparece a [[lexico:t:teoria|teoria]] das [[lexico:i:ideias|ideias]]. **Crátilo na Internet** [Depósito Internet Archive (inglês)->http://www.archive.org/search.php?query=cratylus] [Depósito Internet Archive (francês)->http://www.archive.org/search.php?query=cratyle] Segundo Luc Brisson, a [[lexico:a:antiguidade|antiguidade]] foi unânime a reconhecer no Crátilo a primeira etapa para a [[lexico:c:constituicao|constituição]] de uma [[lexico:c:ciencia|ciência]] da [[lexico:l:linguagem|linguagem]]. Mas, depois de dois séculos, a [[lexico:e:evolucao|evolução]] da [[lexico:l:linguistica|linguística]] relegou este [[lexico:d:dialogos|diálogos]] ao nível de [[lexico:c:curiosidade|curiosidade]]: a conversação de [[lexico:s:socrates|Sócrates]] com Hermógenes e Crátilo parece pouco séria e coerente, pois as etimologias evocadas são próximas do [[lexico:j:jogo-de-palavras|jogo de palavras]] homônimas. Este [[lexico:j:juizo-negativo|juízo negativo]] [[lexico:n:nao|não]] faz [[lexico:j:justica|justiça]] a um diálogo que deve [[lexico:s:ser|ser]] lido em [[lexico:f:funcao|função]] de outros critérios. O Crátilo trata da [[lexico:r:relacao|relação]] que podem entreter as palavras e as coisas que elas designam. Sócrates faz primeiramente reconhecer ao jovem Hermógenes, que sustenta uma [[lexico:t:tese|tese]] convencionalista, que os nomes são instrumentos dotados de uma certa « [[lexico:n:natureza|natureza]] » para « ensinar as coisas ». Mas estes instrumentos são falhos, como o mostra em seguida a Crátilo, que sustenta uma tese naturalista. [[lexico:p:personagem|personagem]] pouco loquaz como um heraclitiano, Crátilo não está totalmente convencido por Sócrates. Quais eram os alvos de Platão escrevendo este diálogo que nos parece tão desconcertante? Uma vez mais, o [[lexico:f:filosofo|filósofo]] ataca à dupla [[lexico:o:orientacao|orientação]] que tinha então tomado a [[lexico:e:educacao|educação]] ([[lexico:p:paideia|paideia]]). [[lexico:r:recusa|recusa]] conduzir [[lexico:t:todo|todo]] o [[lexico:s:saber|saber]] da [[lexico:e:epoca|época]] a suas [[lexico:o:origens|origens]], a [[lexico:l:leitura|leitura]] dos poetas, e denuncia a exigência da [[lexico:i:interpretacao|interpretação]] alegórica que dela decorre, exigência da qual [[lexico:e:eutifron|Eutífron]] dá um [[lexico:b:bom|Bom]] [[lexico:e:exemplo|exemplo]] no diálogo epônimo, que se funda sobre a [[lexico:p:premissa|premissa]] errada de uma [[lexico:a:acesso|acesso]] [[lexico:p:possivel|possível]] à [[lexico:r:realidade|realidade]] bruta das palavras. Platão [[lexico:l:luta|luta]] igualmente contra as pretensões dos grandes tenores da [[lexico:s:sofistica|sofística]], Prodicos e [[lexico:p:protagoras|Protágoras]], [[lexico:a:a-se|a se]] dar conta da etimologia fundando a linguagem sobre o [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] do [[lexico:s:sensivel|sensível]]. Para o Platão do Crátilo, os nomes são imagens das realidades verdadeiras, as Formas que se situam [[lexico:a:alem|além]] do sensível. E é no [[lexico:s:sofista|sofista]] que o [[lexico:p:problema|problema]] posto no Crátilo será resolvido. A retitude de um [[lexico:t:termo|termo]] depende de um [[lexico:a:acordo|acordo]] sobre uma [[lexico:d:definicao|definição]] explicitando « [[lexico:o:o-que-e|o que é]] » a realidade investigada, e obtida ao final de uma [[lexico:d:discussao|discussão]] rigorosa que obedece às regras da [[lexico:d:dialetica|dialética]]. Cratylus 383a-384c — Prólogo Cratylus 384c-391a — A linguagem deriva de uma convenção e é arbitrária Cratylus 391a-421c — A [[lexico:d:denominacao|denominação]] [[lexico:n:natural|natural]] Cratylus 421c-427d — Nomes primitivos e nomes derivados Cratylus 427d-440e — Novo exame do problema