===== CORPO E OBJETO ===== Nosso [[lexico:c:corpo:start|corpo]] é o primeiro [[lexico:o:objeto:start|objeto]] que encontramos no [[lexico:m:mundo:start|mundo]]. No entanto, embora quotidianamente possamos "separar" com facilidade o "nosso" corpo das "[[lexico:c:coisas:start|coisas]] do mundo", uma rápida [[lexico:a:analise:start|análise]] nos mostra que tal [[lexico:s:separacao:start|separação]] [[lexico:n:nao:start|não]] é muito clara em seus fundamentos. Quotidianamente, o que "[[lexico:e:eu:start|eu]] sou" e o que "não sou" são experiências "óbvias", mas um alucinogênico forte ou um [[lexico:e:estado:start|Estado]] psicótico são suficientes para modificar ou mesm eliminar a fronteira entre o "eu" e "mundo": em casos patológicos clássicos o paciente deixa de experimentar partes de seu corpo (as [[lexico:m:maos:start|mãos]], ou as pernas, por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]]) como sendo ligadas a seu "eu"; por [[lexico:o:outro:start|outro]] lado, uma [[lexico:p:pessoa:start|pessoa]] drogada pode experimentar os móveis do quarto, a própria casa e até o mundo como [[lexico:p:parte:start|parte]] de seu corpo. A "[[lexico:r:realidade:start|realidade]]" do corpo, conforme a conhecemos, é [[lexico:f:funcao:start|função]] da [[lexico:o:ontologia:start|ontologia]] do quotidiano, pois só no quotidiano ela se manifesta. E no quotidiano, o nosso corpo possui extensões no mundo: são os objetos. Enquanto que a pertinência a meu "eu" de meus braços, pernas e órgãos constantemente se reafirma pelo [[lexico:i:influxo:start|influxo]] de sensações, a pertinência a meu "eu" do objeto só se revela em sua [[lexico:a:ausencia:start|ausência]]: "sinto [[lexico:f:falta:start|falta]]" do relógio favorito, ou da caneta preferida. São objetos ligados a mim. "Lamento" que meu carro novo esteja quebrado; andar de táxi não é a mesma [[lexico:c:coisa:start|coisa]], desde que o carro (em sua [[lexico:e:existencia:start|existência]] como objeto) é um "[[lexico:s:simbolo:start|símbolo]] do [[lexico:s:status:start|status]]". O objeto se liga a nós, porque em sua ausência "sentimos sua falta", nos sentimos mutilados, um pouco desequilibrados. Mas por que o objeto se liga a nós? E com que ele nos liga? {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}