===== CONHECIMENTO DA ESSÊNCIA ===== Em [[lexico:o:oposicao|oposição]] a um [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] puramente [[lexico:e:empirico|empírico]] que só apreende fenômenos perceptíveis pelos sentidos (o [[lexico:a:aspecto|aspecto]] das [[lexico:c:coisas|coisas]], etc), o [[lexico:c:conhecimento-da-essencia|conhecimento da essência]] descobre a "[[lexico:e:essencia|essência]]", ou seja, aquilo que o [[lexico:o:objeto|objeto]] é. Uma [[lexico:a:apreensao|apreensão]] imediata e direta (isto é, [[lexico:n:nao|não]] dada unicamente na [[lexico:r:reflexao|reflexão]] sobre os próprios atos) da essência no [[lexico:e:ente|ente]] [[lexico:c:concreto|concreto]] pode [[lexico:s:ser|ser]] denominada [[lexico:i:intuicao|intuição]] [[lexico:e:essencial|essencial]] (em alemão: Wesensschau). Certas formas de [[lexico:i:intuicionismo|intuicionismo]] admitem uma intuição essencial [[lexico:i:independente|independente]] da [[lexico:e:experiencia|experiência]]. Inversamente, o [[lexico:e:empirismo|empirismo]] nega toda intuição essencial, porque não possuímos outra intuição senão a experiência. Ambas as opiniões pressupõem que a experiência é puramente [[lexico:s:sensorial|sensorial]]. Em frente a estes pontos de vista, a [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] aristotélico-escolástica ensina uma apreensão imediata do essencial no [[lexico:d:dado|dado]] empírico; este é o [[lexico:s:sentido|sentido]] da [[lexico:e:expressao|expressão]] "intelligibile in sensibili", ou seja, um conteúdo apreensível intelectualmente no sensorial. Quando este conteúdo essencial é desligado do dado concreto e pensado em [[lexico:s:si-mesmo|si mesmo]], obtém-se um [[lexico:c:conceito|conceito]] essencial ([[lexico:a:abstracao|abstração]]). Os [[lexico:c:conceitos|conceitos]] essenciais são [[lexico:p:pressuposicao|pressuposição]] necessária da inteleção apriorística de [[lexico:r:relacoes|relações]] essenciais ([[lexico:p:principios-do-conhecimento|princípios do conhecimento]]). O conhecimento [[lexico:i:imediato|imediato]] da essência mantém-se dentro de limites muito reduzidos; a doutrina [[lexico:e:escolastica|escolástica]] da abstração não diz, de maneira nenhuma, como por vezes se supõe, que apreendemos imediatamente e sem [[lexico:e:esforco|esforço]] a essência específica das coisas (p. ex., do [[lexico:h:homem|homem]], do cavalo, etc.) e que dela podemos deduzir [[lexico:a:a-priori|a priori]] todas as determinações ulteriores. Pelo contrário, primeiramente só são apreendidas de maneira essencial certas notas — não todas — dadas sensorialmente; a [[lexico:m:medida|medida]] mínima de conhecimento da essência é o [[lexico:f:fato|fato]] de o ser concebido como ente. Pelo que, mais acertadamente se [[lexico:f:fala|fala]] de uma apreensão imediata do "essencial", do que de uma intuição da "essência’ simplesmente. A essência [[lexico:s:substancial|substancial]] das coisas só é conhecida de [[lexico:m:modo|modo]] [[lexico:m:mediato|mediato]], partindo do essencial imediatamente apreendido. Mesmo assim, o conhecimento da essência permanece ainda dentro de estreitos limites. As espécies da [[lexico:c:ciencia-natural|ciência natural]] (animais, plantas, corpos inanimados) são, as mais das vezes, conhecidas unicamente em conceitos [[lexico:u:universais|universais]] empíricos, que oferecem, não a essência interna, mas somente a [[lexico:f:forma|forma]] [[lexico:t:tipica|típica]] [[lexico:a:aparente|aparente]]. — De Vries.