===== CLINAMEN ===== VIDE [[lexico:d:declinacao|declinação]] [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]] objetou a [[lexico:d:democrito|Demócrito]] que os átomos que se movem com a mesma velocidade em direção vertical nunca podem encontrar-se. Para responder a esta objecção, supõe-se que [[lexico:e:epicuro|Epicuro]] forjou a doutrina a que Lucrécio chamou do clinamen ou inclinação dos átomos. Consiste em supor que os átomos sofrem um pequeno [[lexico:d:desvio|desvio]] que lhes permite encontrar-se. O [[lexico:p:peso|peso]] dos átomos empurra-os para baixo; o desvio, o clinamen, permite-lhes mover- se noutras direções. Deste [[lexico:m:modo|modo]], considera-se o clinamen como a inserção da [[lexico:l:liberdade|liberdade]] dentro de um [[lexico:m:mundo|mundo]] dominado pelo [[lexico:m:mecanicismo|mecanicismo]]. O vocábulo clinamen foi forjado por Lucrécio e a doutrina em [[lexico:q:questao|questão]] está expressa no seu poema SOBRE A [[lexico:n:natureza|natureza]] DAS [[lexico:c:coisas|coisas]]: “mas que o [[lexico:p:proprio|próprio]] [[lexico:e:espirito|espírito]] [[lexico:n:nao|não]] tenha de [[lexico:e:estar|estar]] dominado fazendo tudo por uma [[lexico:n:necessidade|necessidade]] interna, e que não tenha de estar obrigado, como [[lexico:c:coisa|coisa]] conquistada, a suportar passivamente os acontecimentos, isso é [[lexico:e:efeito|efeito]] desse pequeno desvio dos [[lexico:e:elementos|elementos]] principais, que não têm de ir para um [[lexico:l:lugar|lugar]] determinado num [[lexico:t:tempo|tempo]] fixo”.