===== CAMPO TRANSCENDENTAL ===== Pela [[lexico:e:expressao:start|expressão]] "[[lexico:c:campo-transcendental:start|campo transcendental]]", designamos um domínio da [[lexico:r:reflexao:start|reflexão]] filosófica tratando das condições de [[lexico:p:possibilidade-do-conhecimento:start|possibilidade do conhecimento]]. Esta [[lexico:p:problematica:start|problemática]] "[[lexico:t:transcendental:start|transcendental]]", vale dizer, relativa às condições de [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]], foi elaborada por [[lexico:k:kant:start|Kant]], considerado um dos mais ilustres porta-vozes da [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]] da [[lexico:r:representacao:start|representação]]. Segundo Kant, o [[lexico:l:lugar:start|lugar]] do transcendental, ou seja, o lugar onde se situam as condições tornando [[lexico:p:possivel:start|possível]] o conhecimento e o [[lexico:p:proprio:start|próprio]] [[lexico:o:objeto:start|objeto]], é a [[lexico:s:subjetividade:start|subjetividade]] pura de que falamos acima. O [[lexico:c:campo:start|campo]] transcendental é o campo da subjetividade pura. Esta [[lexico:n:nao:start|não]] é uma [[lexico:r:realidade:start|realidade]] [[lexico:s:substancial:start|substancial]], mas uma pura [[lexico:f:funcao:start|função]] de unificação, a [[lexico:i:instancia:start|instância]] em [[lexico:v:virtude:start|virtude]] da qual e para a qual existe representação; mais radicalmente, é a instância constituinte a partir da qual se produz a representação enquanto tal. A subjetividade pura é o olhar do espectador [[lexico:p:puro:start|puro]] que converte o "[[lexico:e:espetaculo:start|espetáculo]] em espetáculo". Essa subjetividade, cuja [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] interna contém todas as condições de possibilidade do conhecimento, essa [[lexico:s:subjetividade-transcendental:start|subjetividade transcendental]] é uma subjetividade sem espessura. Não se trata de um [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] [[lexico:p:psicologico:start|psicológico]], de um sujeito [[lexico:e:empirico:start|empírico]]; tampouco do sujeito que tem [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] de [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]]. De [[lexico:f:forma:start|forma]] alguma se trata daquilo que pertence ao [[lexico:v:vivido:start|vivido]]. Trata-se de uma pura função que, enquanto tal, só é apreendida e tematizada pela reflexão filosófica. Portanto, de um lado, há o campo transcendental; do [[lexico:o:outro:start|outro]], tudo [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] [[lexico:d:dado:start|dado]] na [[lexico:e:experiencia:start|experiência]], tudo o que justamente é constituído em objeto. Este domínio é o do empírico. É este domínio que constitui o campo [[lexico:a:aberto:start|aberto]] à [[lexico:i:investigacao:start|investigação]] ou à [[lexico:p:pesquisa:start|pesquisa]] científica. O domínio da pesquisa científica é o domínio do empírico: os objetos científicos valem, para nós, enquanto objetos empíricos. Propriamente falando, não existe [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] (no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] da ciência [[lexico:m:moderna:start|moderna]], positiva) daquilo que se situa totalmente fora do campo empírico. Encontramos, na [[lexico:s:separacao:start|separação]] radical entre o campo transcendental e o campo empírico, a [[lexico:o:oposicao:start|oposição]] entre o sujeito puro da representação e o objeto, considerado como aquilo que é dado à representação. A separação entre o campo transcendental e o campo empírico constitui um [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]] fundamental da metafísica da representação. [Ladrière] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}