===== BUDISMO ===== VIDE Budismo O budismo, oriundo da pregação de Buda (morto por volta de 480 a. C.) foi originariamente uma [[lexico:s:seita:start|seita]] do [[lexico:b:bramanismo:start|bramanismo]]. [[lexico:n:nao:start|Não]] sendo [[lexico:p:possivel:start|possível]] fixar com [[lexico:c:certeza:start|certeza]] os ensinamentos do [[lexico:p:proprio:start|próprio]] Buda, limitamo-nos a descrever o budismo na mais antiga [[lexico:f:forma:start|forma]] que nos é acessível. O budismo é uma doutrina de [[lexico:s:salvacao:start|salvação]], que pressupõe a doutrina do ciclo de nascimentos ([[lexico:m:metempsicose:start|metempsicose]]). Tem como fundamentais as "[[lexico:q:quatro:start|Quatro]] verdades": 1. A [[lexico:v:vida:start|vida]] inteira do [[lexico:h:homem:start|homem]] é [[lexico:s:sofrimento:start|sofrimento]], porque tudo é transitório. Não existe nenhum [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] [[lexico:u:ultimo:start|último]] firme, nenhuma [[lexico:s:substancia:start|substância]]: tudo é [[lexico:d:devir:start|devir]], [[lexico:t:transformacao:start|transformação]]. Não existe [[lexico:a:alma:start|alma]], nem [[lexico:e:eu:start|eu]] [[lexico:p:pessoal:start|pessoal]], afora a [[lexico:m:mudanca:start|mudança]] perene dos estados internos. O [[lexico:r:renascimento:start|Renascimento]] não consiste no [[lexico:r:retorno:start|retorno]] da mesma [[lexico:p:pessoa:start|pessoa]], mas na rigorosa conexão causal que impera de uma [[lexico:e:existencia:start|existência]] a outra, não menos que entre os vários estados da mesma existência. 2. A [[lexico:o:origem:start|origem]] do sofrimento é o [[lexico:d:desejo:start|desejo]], a ânsia, o [[lexico:a:apetite:start|apetite]] dos sentidos. O fundamento do sofrimento é exposto pormenorizadamente na doutrina do [[lexico:n:nexo:start|nexo]] causal de doze partes. A [[lexico:v:velhice:start|velhice]] e a [[lexico:m:morte:start|morte]] pressupõe o nascimento, o qual não existe sem o devir. Por sua vez, o devir tem como [[lexico:c:condicao:start|condição]] a [[lexico:a:apreensao:start|apreensão]] do [[lexico:m:mundo:start|mundo]] [[lexico:s:sensivel:start|sensível]], pois sem esta não teria sido possível a vida que conduz ao novo nascimento. A apreensão realiza-se à base do desejo ou [[lexico:a:apetite-sensivel:start|apetite sensível]], o qual ee alimenta mediante a [[lexico:p:percepcao:start|percepção]] causada pelo contacto dos sentidos com as [[lexico:c:coisas:start|coisas]]. Os sentidos pressupõem o [[lexico:c:corpo:start|corpo]] e a alma ("[[lexico:n:nome:start|nome]]" e "forma"). [[lexico:c:corpo-e-alma:start|corpo e alma]] formam-se, quando a [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] do [[lexico:f:futuro:start|futuro]] homem penetrou na mãe. A nova consciência é [[lexico:e:efeito:start|efeito]] da persistência operativa que as realizações da consciência precedente possuem, realizações que têm sua [[lexico:c:causa:start|causa]] na [[lexico:i:ignorancia:start|ignorância]] daquilo que Buda, como salvador, ensinou (as quatro verdades). Esta ignorância deve [[lexico:s:ser:start|ser]] suprimida. Serão então suprimidas igualmente as [[lexico:c:causas:start|causas]] intermédias e o efeito último, que é o sofrimento. 3. A cessação do sofrimento resulta da, completa anulação do desejo. A anulação meramente parcial conduz ou a uma existência celestial ou só a uma existência terrena extraordinária, a partir da qual se alcança o [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]] supremo: o [[lexico:n:nirvana:start|nirvana]]. Todavia este [[lexico:e:estado:start|Estado]] pode igualmente já ser encontrado antes , da morte, se a chama do desejo se tiver extinto completamente. O nirvana não é o [[lexico:n:nada:start|nada]], mas sim a plena [[lexico:l:libertacao:start|libertação]] de tudo [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] caduco, doloroso. [[lexico:a:alem:start|Além]] desta [[lexico:d:determinacao:start|determinação]] negativa, não é possível dizer em que consista o nirvana, porque transcende toda [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] e [[lexico:t:todo:start|todo]] [[lexico:c:conceito:start|conceito]], que são caducos. Descrições ou figurações intuitivas, que procuraram adaptar-se à [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] de círculos mais vastos, apontaram frequentemente o nirvana como um estado paradisíaco. 4. O [[lexico:c:caminho:start|caminho]] para esta meta é a senda de oito partes, que contém em substância as mesmas exigências do [[lexico:i:ioga:start|ioga]]. No cimo das exigências éticas, que não são fins em si, mas meios destinados a apartar os obstáculos para a ascensão espiritual, encontra-se o [[lexico:r:respeito:start|respeito]] a toda vida em [[lexico:a:acoes:start|ações]], [[lexico:p:palavras:start|palavras]] e [[lexico:p:pensamentos:start|Pensamentos]]. O budismo foi-se aperfeiçoando sucessivamente em sua rota através da [[lexico:h:historia:start|história]]. Enquanto no budismo meridional (hinayãna = pequeno veículo) este aperfeiçoamento consistiu principalmente numa sistematização da velha concepção budista do [[lexico:u:universo:start|universo]], o budismo setentrional (mahãyãna = grande veículo) enveredou por uma [[lexico:o:orientacao:start|orientação]] em [[lexico:p:parte:start|parte]] muito afastada do budismo antigo. Da veneração do Buda [[lexico:h:historico:start|histórico]] transitou-se para a veneração amorosa do Buda [[lexico:d:divino:start|divino]] ou de múltiplos Budas divinos de [[lexico:c:carater:start|caráter]] puramente espiritual, a qual, acabando por remontar a um Buda [[lexico:p:primario:start|primário]], deu origem a uma [[lexico:e:especie:start|espécie]] de [[lexico:p:panenteismo:start|panenteísmo]]. Enquanto no budismo antigo só o monge podia, mediante a concentração, chegar ao nirvana, a nova forma confere também ao leigo a [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] de, por [[lexico:m:meio:start|meio]] do [[lexico:a:amor:start|amor]] e da [[lexico:l:liberdade:start|liberdade]], alcançar a [[lexico:p:perfeicao:start|perfeição]]. Esta, porém, no mahãyãna, não consiste mais no estado de [[lexico:s:santidade:start|santidade]], mas na [[lexico:e:expectativa:start|expectativa]] de "budificação", a [[lexico:f:fim:start|fim]] de assim contribuir, através de inúmeros renascimentos, para a salvação de toda a [[lexico:h:humanidade:start|humanidade]]. — A [[lexico:g:gnoseologia:start|gnoseologia]] do hinayãna é realista; a do mahãyãna, idealista. Ulterior variedade do budismo mahãyãna é o budismo mágico do [[lexico:c:chamado:start|chamado]] veículo diamantino. — [[lexico:d:dor:start|dor]]. Em linhas gerais, chama-se budismo o resultado dos ensinamentos e das pregações que Gautama Buda (480 a. C) produziu sobre temas filosóficos, religiosos, éticos, sociológicos, etc. O budismo origina-se de uma seita do bramanismo. Em sua forma mais antiga, apresentava-se como uma doutrina da salvação. Fundada na metempsicose (emigração das almas), estabelecia quatro [[lexico:v:verdades-fundamentais:start|verdades fundamentais]], que eram as seguintes: 1) a vida humana é apenas dor, porque tudo é passageiro, não há nenhum fundamento [[lexico:u:util:start|útil]], firme, não há nenhuma substância, porque tudo flui. Nem a alma, nem o eu existem fora da [[lexico:m:mutacao:start|mutação]] de todas as coisas. 2) A dor tem sua origem no desejo e no apetite dos sentidos. Há velhice e há morte, porque há nascimento, e tudo isso porque há o devir ([[lexico:v:vir-a-ser:start|vir-a-ser]]). 3) A anulação da dor é alcançada pela anulação do desejo, que pode ser conseguida parcial ou totalmente. O [[lexico:i:ideal:start|ideal]] supremo de toda doutrina é o nirvana, que é a anulação do desejo. O nirvana não é propriamente o nada, mas apenas o estado, onde não há mais deficiências nem dor. Pela nossa conceituação se alcança ao nirvana, apofaticamente, isto é, por negações, sem que se possa estabelecer em que positivamente ele consiste. No entanto, pode-se dizer que o nirvana é um estado paradisíaco. 4) Para alcançar o nirvana existem oito caminhos, que têm as exigências do yoga. As exigências éticas são apenas meios para remover obstáculos. O budismo é classificado, historicamente, em budismo meridional, ou do pequeno veículo (hinayana), e o budismo setentrional, ou do grande veículo (mahayana). O primeiro é uma [[lexico:v:visao:start|visão]] [[lexico:s:sistematica:start|sistemática]] da antiga concepção budista; no segundo, passa-se da veneração do Buda histórico para o Buda divino, puramente espiritual. Esta é uma doutrina panenteísta. Vide panenteísmo. Pela doutrina do hinayana, do pequeno veículo, só os monges alcançavam o nirvana, enquanto pelo mahayana, a budificação pode ser alcançada pelo leigo. Entre os grandes budistas podemos citar Sunyavada, Iocacara, Saltrantika, Bhasika, etc. O budismo teve e tem sua [[lexico:i:influencia:start|influência]] na Índia, mas em maior escala no Tibete e na China. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}